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Postes flexíveis: que loucura é esta?


Publicada em: 00/00/0000

Nós sabemos o quanto é preocupante o número de mortes nas estradas devido aos acidentes de trânsito. Muitas vezes eles estão relacionados com imprudências do próprio motorista como: dirigir em alta velocidade, cansado, embriagado, sem habilitação, nervoso, estressado, com pressa, dentre outros fatores.

Os acidentes de trânsito matam muitas pessoas no Brasil

Outras vezes, pessoas imprudentes dirigem nas estradas e acabam prejudicando quem nada tem a ver com isso. Este problema, além de grave é muito triste. De acordo com dados do Denatran do ano de 2002, mostraram que no Brasil 18.877 pessoas morreram devido a acidentes de trânsito.

Segundo o levantamento, a grande maioria (15.066) era de homens. Os números ainda mostram 808 crianças (entre 0 e 9 anos), 307 pré-adolescentes (entre 10 e 12 anos), 891 adolescentes (entre 13 e 17 anos), 5.006 adultos que tinham entre 18 e 29 anos e 6.950 adultos com idades variando entre 30 e 59 anos. Isto tudo sem contar as pessoas que ficaram feridas gravemente e que, consequentemente, ainda hoje sofrem sérias lesões.

Na Inglaterra este número também é preocupante, já que a cada ano acontecem cerca de 20 mil acidentes. No ano de 2003, aproximadamente, um quinto de todas as mortes relacionadas com acidentes de trânsito se deveram ao choque com objetos fora da pista, como postes e placas de sinalização.

 

Por isto, os ingleses e os escandinavos tiveram a ideia de fabricar os chamados postes flexíveis. Parece estranho, mas é verdade! Estes postes são fabricados com materiais poliméricos orgânicos como poliéster e inorgânicos como a fibra de vidro.

Assim, quando um carro bate num poste flexível, ele se curva ou se quebra, dependendo da velocidade da colisão. Devido a esta propriedade, o governo britânico quer utilizá-los para diminuir o número de mortes nas estradas.

Por exemplo, quando um carro colide com um poste flexível numa velocidade baixa, como 35 km/h, ele se curva. Quando a velocidade é mais alta, como de 100 km/h, a base do poste se quebra sem causar muitos estragos ao veículo, deixando, o pára-brisa, os compartimentos do motorista e do passageiro intactos.

 

Este tipo de poste vem sendo usado na Escandinávia há cerca de cinco anos. No entanto, é mais caro do que os postes comuns e por isto ainda não está sendo colocado em todos os locais. Os dirigentes britânicos acreditam que quanto mais postes deste tipo forem comprados, maior é a tendência do preço diminuir e, assim, aumentar o seu uso. Mas outro argumento em favor destes postes é o fato de durarem cerca de 60 anos, enquanto os comuns alcançam cerca de 30 anos.

Mesmo com ideias boas como essas, é sempre bom lembrarmos que é fundamental tomar cuidado quando se dirige, especialmente nas estradas. Não é por causa de alternativas como esta que não se deve usar e verificar os equipamentos de segurança do carro, além de dirigir com prudência.