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Um cineasta na Academia Brasileira de Letras


Publicada em: 00/00/0000

Nelson Pereira dos Santos, novo imortal

No √ļltimo dia 9 de mar√ßo, o cineasta Nelson Pereira dos Santos foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Mas como assim? Um cineasta numa academia de escritores?

A Academia Brasileira de Letras (ABL) foi fundada em 1897 por vital√≠cios, tamb√©m conhecidos como “imortais”. De acordo com seus estatutos, ela tem por objetivo cultivar a l√≠ngua e a literatura nacional.

Mas se a Academia √© vista por todos como um lugar de escritores, na pr√°tica n√£o √© exatamente assim que funciona. Embora exista a exig√™ncia de todo candidato ter publicado ao menos um livro, alguns dos membros n√£o s√£o conhecidos propriamente pelos seus escritos. Dois exemplos recentes podem ilustrar bem a quest√£o: Roberto Marinho, jornalista, fundador e presidente das Organiza√ß√Ķes Globo, e Ivo Pitanguy, cirurgi√£o pl√°stico.

Diante de tudo isso, a indica√ß√£o de um cineasta com o hist√≥rico de Nelson Pereira dos Santos √© muito bem vista. Afinal, Cinema e Literatura sempre andaram pr√≥ximos. No caso de Nelson isso √© mais evidente ainda. Ele foi respons√°vel por algumas das melhores adapta√ß√Ķes de textos liter√°rios para o cinema.

Cena do cl√°ssico Vidas Secas (1963)

Por tudo o que já fez pelo Cinema e pela Literatura nacionais, Nelson Pereira foi uma ótima escolha para a ABL. E a ideia de colocar um cineasta entre os imortais, também parece ter sido bastante acertada!




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