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Diminutivos e o preconceito


Publicada em: 11/08/2008

Alguns exemplos do uso da conjunção mas.
1. O dia est√° bonito, mas vou ter de ficar em casa estudando.
2. Joga bem, mas é mulher.
3. Ele est√° casado, mas n√£o deixa de sair com outras mulheres.

Na semana passada, vimos que o uso da conjunção mas, em determinados contextos, pode ser interpretado como uma atitude preconceituosa. Vocês estão lembrados disso?
Não? Então vamos retomar o exemplo: Trabalha bem, mas é negro.

Pois bem, sabendo que a conjun√ß√£o mas estabelece uma rela√ß√£o de oposi√ß√£o entre as informa√ß√Ķes (trabalhar bem) e (ser negro), n√£o resta d√ļvida de que o uso dessa conjun√ß√£o, nesse contexto espec√≠fico, pode ser encarado como uma manifesta√ß√£o de preconceito racial, pois quem diz Trabalha bem, mas √© negro demonstra uma certa surpresa com o fato de um negro trabalhar bem ou ser competente no trabalho.
Da mesma forma, se alguém disser Trabalha bem, mas é mulher, estará sustentando uma posição preconceituosa em relação às mulheres, pois parte do pressuposto de que as mulheres em geral não trabalham bem.
Bem, estamos falando da relação entre o preconceito e o uso da conjunção mas, mas você já se deu conta de que o uso de determinados diminutivos também pode ser encarado como manifestação de preconceito ou de atitude politicamente incorreta?

 

Pense, por exemplo, no uso do diminutivo mulherzinha, ou ent√£o, no diminutivo negrinho.
Será que o uso dessas palavrinhas não teria a função de revelar ironia, desprezo ou antipatia por parte dos falantes? Será que o uso desses diminutivos conota desprezo ou atitude de depreciação?
Vamos tentar responder essa questão (que, por sinal, não é uma questãozinha) na semana que vem!




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