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A vida imita a literatura


Publicada em: 09/03/2009

É um clichê afirmar que a literatura imita a vida, certo? Mas que tal dizer o contrário, ou seja, a vida também imita a literatura!

Uma boa maneira de verificar isso é atentar para palavras e expressões originalmente literárias que “pulam” para a linguagem cotidiana.

Essa invasão literária acontece principalmente devido à força de certos personagens, que não contentes com seu sucesso nos livros, tomam conta de várias situações da nossa vida comum. Por exemplo, quando Vladimir Nabokov escreveu seu romance Lolita em 1955, é claro que já havia belas e fascinantes adolescentes. Mas, a partir da mais famosa obra desse autor russo, lolita se tornou sinônimo de jovem sensual, provocante.

Pantagruel e sua fome “pantagruélica”!

Um outro caso interessante vem da história do gigante Gargântua e seu filho Pantagruel, publicada pela primeira vez em 1532, na França. O livro traz um personagem de fome descomunal e absolutamente insaciável que, segundo a história conta, “ bebia leite de quatro mil e seiscentas vacas”! Haja fome, hein? A obra é recheada de cenas cheias de “malandragens” e muitas peripécias, contudo, o que mais marcou foi mesmo o exemplo da tal fome pantagruélica – há, inclusive, algumas cenas com detalhes que só mesmo os estômagos mais fortes podem suportar...

Célebre cena da Odisseia: Ulisses amarrado para não se arrastado pelas sereias.

E claro, se o caso é a herança que a literatura nos deixa, não podemos falar do assunto sem citar os gregos e latinos. O herói Hércules, conhecido pelos seus grandiosos doze trabalhos e sua força inumana nos brindou com o adjetivo
hercúleo. E hercúleo deve ter sido o esforço de Homero ao criar sua Ilíada e a Odisseia, obras fundadoras da literatura ocidental. Por isso, nada mais justo que batizarmos isso de trabalho homérico – sem bem que homérico também pode ser o “fora” absurdamente terrível que namorados ou namoradas levam, dependendo da situação.

Que tal? Bons exemplos, não? E o mais interessante: comece a reparar que não tão raramente estamos usando um desses tão literários adjetivos na nossa vidinha comum, o que mostra que a arte está mais próxima de nós do que pensamos!




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