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A Matemática no Renascimento


Publicada em: 13/04/2009

O Renascimento ocorreu na Europa, basicamente na Itália, entre 1300 e 1650. Esse movimento teve como objetivo reviver a antiga cultura greco-romana no campo das artes, da literatura e das ciências, que ficaram um pouco esquecidas durante o feudalismo.

“A Primavera”, de Botticelli: presença de deusas romanas

Grandes pintores se consagraram nesse período: Leonardo da Vinci, Sandro Botticelli, Michelângelo, e Filippo Brunelleschi. Este último além de pintor, era escultor, arquiteto, e dominava conhecimentos de Matemática, principalmente a geometria.

A cúpula da Basílica di Santa Maria del Fiore, em Florença: obra de Brunelleschi

As obras renascentistas têm como principal característica a simetria: a preocupação com a harmonia e com o equilíbrio da obra, seja ela uma pintura, uma escultura ou até mesmo uma poesia.
Outra marca dos pintores é o uso de cores claras e escuras para dar noção do volume e da distância entre os objetos. O uso da proporção era fundamental para a composição do quadro.
Nas esculturas, os artistas buscavam representar o homem tal como ele é na realidade e isso se dava também através do uso da proporção.

Mas não foram apenas as artes que evoluíram nessa época. Graças à busca por respostas lógicas e racionais (abandonando a concepção divina pregada na Idade Média), o homem se torna mais curioso, passando a fazer observações e experimentos para confirmar suas hipóteses.
Um dos grandes cientistas do renascimento foi Nicolau Copérnico, que desenvolveu a teoria heliocêntrica.

Uma das páginas do livro de Vesalius: representação detalhada e fiel do corpo humano

A medicina também evoluiu bastante. O primeiro livro sobre anatomia humana foi escrito nesse período por Andreas Vesalius, considerado “o pai da anatomia moderna”. Nele, Vesalius usa sua experiência com cadáveres para enriquecer os detalhes do desenho, além de mostrar grande habilidade matemática, mantendo as proporções entre o desenho e a realidade.