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No Zoológico, veneno para animais


Publicada em: 30/08/2005

Há alguns dias, o zoológico de São Paulo - um dos maiores da América do Sul em extensão e número de espécies - vem sendo lembrado não por suas atrações, mas por uma tragédia.  Temos acompanhado na mídia as notícias sobre uma série de mortes de animais: três chimpanzés, três dromedários, três antas e uma elefanta. A suspeita principal é que tenha ocorrido envenenamento.

Peritos criminais do Núcleo de Análises Instrumentais do Instituto de Criminalística foram contactados. Eles levaram alimentos e resíduos das jaulas dos animais para análise, com intuito de identificar o modo pelo qual se deu o envenenamento.

 

A primeira reação após o choque ante às imagens mostradas é a indignação: como, em uma instituição pública com dever de zelar por animais originários de diferentes biomas, tantos animais são envenenados de uma só vez? Qual o resposável direto e indireto e como isso aconteceu?  O envenenamento, forma silenciosa e anônima de demostrar desafeto e vingar-se de uma pessoa ou situação, é frequente na história: sobre a morte de Napoleão Bonaparte, até hoje existem dúvidas quanto à sua naturalidade...

Mas essa questão do envenenamento do Zoológico de São Paulo foi tomando outras dimensões: os ratos podem ter sido os responsáveis pela morte dos animais, como vetores de contaminação.

Foram apreendidos dois quilos de veneno de ratos, e fezes azuladas no recinto de pernoite das antas: existe a possibilidade dos ratos contaminados terem defecado na comida dos animais.

Isso tranquiliza a equipe de investigação?

Indica que não houve intencionalidade, mas seria somente um acidente?

Na realidade não é bem assim: nas vísceras dos animais, análises clínicas apontaram a presença de uma substância química proibida no Brasil: monofluoracetato de sódio, supostamente derivada dos venenos para rato. Ou seja: ainda que o envenenamento dos animais não tenha sido diretamente proposital, alguém teria feito uso de uma substância química proibida no território nacional, numa instituição pública. 

No zoológico, o clima é de tristeza e revolta. "Dá saudade e tristeza", disse o tratador Vicente Lucas Soares, 64

Um fato como esse pode nos parecer corriqueiro, uma vez que dia a dia somos assolados por diversas notícias e problemáticas que nos parecem mais graves que essa. Mas a responsabilidade de acontecimentos deste tipo é grande, e uma discussão a cerca desses fatos merece atenção e aprofundamento.




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