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Grávida faz exames pré-natal


Publicada em: 17/05/2010

Você já deve ter ouvido falar dos importantes exames que qualquer mulher grávida deve fazer. Mas, quais são esses exames e para que servem? Há poucas décadas, a gravidez e o parto eram eventos bastante arriscados. Muitas mulheres e bebês morriam devido a complicações no parto e outros problemas que atualmente podem ser identificados e, na maioria das vezes, contornados a tempo. Isso se deve, em grande parte, ao desenvolvimento dos testes e aconselhamentos pré-natal que, felizmente, estão cada vez mais acessíveis para a maioria das mulheres no Brasil.

 

Assim que uma mulher descobre que está grávida, ela deve procurar logo um médico obstetra que fará uma série de perguntas e testes para verificar o estado de saúde dela e do feto. Alguns exames são feitos logo no início da gestação; outros têm o período certo. O mais aconselhável é que a futura mãe visite o obstetra pelo menos uma vez a cada quatro semanas até o 7° mês de gestação, a cada duas semanas no 8° mês e semanalmente no 9° mês.

Alguns dos exames pré-natal mais importantes estão listados a seguir:

  • Pressão sanguínea: durante a gravidez há aumento na demanda de funcionamento do sistema cardiovascular. Isso pode causar hipertensão na mulher, podendo levar a parto prematuro, descolamento de placenta (com hemorragia), problemas renais e deficiência no fornecimento de oxigênio para o feto.
  • Glicemia: detecta o nível de glicose no sangue, a fim de identificar o diabetes da gestante. Essa doença faz com que o pâncreas do bebê em formação seja estimulado a produzir muita insulina. Após o nascimento, com um menor suprimento de glicose e um excesso de insulina, o bebê sofre de hipoglicemia. Há ainda outros efeitos maléficos decorrentes do diabetes na gestante, como por exemplo o crescimento exagerado do feto, o que gera dificuldades no parto.
  • VDRL: constata a presença de sífilis, doença sexualmente transmissível que, se não tratada, prejudica o desenvolvimento do bebê.
  • Tipagem sanguínea e compatibilidade de Rh: identifica o tipo sanguíneo da mãe. Caso o Rh seja negativo, é necessário acompanhamento especial.
  • Hemograma: constata a presença de anemia (deficiência de ferro no sangue, necessário para a produção de hemoglobina).
  • Anti-HIV: caso a mãe seja soropositiva para o vírus da AIDS, o tratamento é direcionado para que o vírus não seja transmitido para o bebê.
  • Exames de urina: detectam a existência de infecções, bem como a presença de proteínas na urina. Este último fator, em associação com hipertensão, é um indício de mal funcionamento renal, sintomático da pré-eclâmpsia, condição de risco que pode levar a gestante à morte ou coma.

 

  • Ultrassonografia: pode ser usada para diferentes finalidades, dependendo do estágio da gestação. Durante as quatro primeiras semanas é feita para determinar a idade fetal. Entre a 11a e a 13a semana a ultrassonografia é usada para monitorar o desenvolvimento dos órgãos internos e os batimentos cardíacos do bebê. A partir da 20a semana a ultrassonografia pode identificar o sexo da criança.

 

HCG (hormônio coriônico gonadotrófico), alfa-fetoproteína e estriol: através de exame de sangue da mãe são detectados os níveis dessas três substâncias produzidas pelo feto. Níveis altos de alfa-fetoproteína indicam que pode haver um defeito no fechamento do tubo neural do feto. Altos níveis de HCG junto com baixos níveis de alfa-fetoproteína indicam anomalias cromossômicas. Níveis baixos de estriol também podem ser indicativos de anomalias cromossômicas, defeito no fechamento do tubo neural e outros problemas com a saúde do feto.

Em todas as consultas o médico deve verificar o peso, medida da barriga e pressão arterial da gestante, além de escutar o coração do bebê. Se em alguns desses testes mencionados for detectado algum problema com o feto ou com a mãe, outros exames mais específicos podem ser solicitados.




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