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Pólvora: arte milenar chinesa


Publicada em: 21/06/2010

Jogos de futebol, festas juninas, casamentos, anivers√°rios, inaugura√ß√Ķes, carnaval, ano novo, promo√ß√Ķes no emprego, enfim, em todo tipo de comemora√ß√£o os fogos de artif√≠cio j√° estiveram presentes.

E n√£o √© de agora que eles s√£o usados em comemora√ß√Ķes. Desde a Antiguidade, h√° mais de dois mil anos, mais precisamente na China, os fogos de artif√≠cio j√° eram muito utilizados em solenidades, comemora√ß√Ķes e festejos populares.

 

Tudo começou quando alquimistas chineses tentavam desenvolver uma fórmula concentrada em pílulas para se alcançar a imortalidade.

No entanto, da mistura de nitrato de pot√°ssio (KNO3), enxofre e carv√£o, tudo o que eles conseguiram foi inventar uma mistura explosiva que recebeu o nome de rem√©dio de fogo (“huo yao"). O rem√©dio de fogo √© nada mais nada menos do que a p√≥lvora, uma das grandes inven√ß√Ķes chinesas para a humanidade.

Como os alquimistas preservavam os seus segredos, não sabemos o ano exato da invenção da pólvora. Acredita-se que tenha sido no período que vai de 608 a 907 depois de Cristo.

Logo ap√≥s a sua inven√ß√£o, a p√≥lvora come√ßou a ser usada nos primeiros fogos de artif√≠cio. Fabricados com peda√ßos de bambu recheados com p√≥lvora, esses primeiros fogos chineses s√≥ produziam barulho e alguns clar√Ķes (sem nenhum efeito colorido). Apenas algum tempo depois eles descobriram o potencial desse material para a fabrica√ß√£o de armas, finalidade que fez muito sucesso nos pa√≠ses europeus ap√≥s o s√©culo XIII quando eles entraram em contato com essa inven√ß√£o.

 

No Brasil, existem registros de espetáculos com fogos de artifício realizados pelos portugueses logo após o seu descobrimento em 1500.

Com o avanço da ciência e da química, os fogos de artifício foram se tornando cada vez mais sofisticados, adquirindo cores, formatos e efeitos especiais extraordinários. O bambu foi substituído por um cartucho de papel e além da pólvora, outros elementos químicos foram inseridos na sua composição.

Os fogos de hoje em dia s√£o constitu√≠dos de duas partes: uma inferior, onde fica a p√≥lvora; e outra superior, onde ficam pequenos pacotinhos de sais, respons√°veis pelas diferentes cores e efeitos que surgem nas explos√Ķes.

Quando a pólvora explode, a energia liberada é transferida para os sais, que ficam com mais energia do que eles podem suportar. Essa energia em excesso terá que ser transferida para outro local para que os átomos dos elementos químicos que formam os sais voltem ao seu estado energético normal.

Imagine como é que essa transferência de energia é realizada.

J√° descobriu? √Č s√≥ pensar na diferen√ßa entre os fogos de artif√≠cio da antiguidade e os de hoje. N√£o est√° faltando um pouco de cor nos fogos da antiguidade?

 

√Č exatamente isso que teremos com essa transfer√™ncia de energia: as cores.

A energia em excesso nos sais é transferida para a atmosfera na forma de energia luminosa.

Como cada tipo de sal absorve uma quantidade diferente de energia, eles também emitem diferentes comprimentos de ondas luminosas.

O resultado é um espetáculo de cores no céu. Os shows pirotécnicos atravessaram os séculos e ainda hoje é um dos espetáculos mais maravilhosos criados pela humanidade.

Os fogos de artif√≠cio s√£o t√£o encantadores que at√© participam de exposi√ß√Ķes de arte. Adivinhe qual √© a nacionalidade do artista que utiliza esse material explosivo para construir as suas obras de arte?

Só podia ser um chinês!!

O nome dele √© Cai Guo-Qiang. Segundo o artista, a p√≥lvora √© uma das principais atividades econ√īmicas da sua cidade natal e quando ele come√ßou o seu trabalho art√≠stico, esse era um dos materiais mais dispon√≠veis e o seu uso foi natural.

Até hoje os chineses são os mestres desta arte milenar, sendo responsáveis por cerca de 90% de toda a produção mundial de fogos de artifício.




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