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A verdade por tr√°s dos incensos


Publicada em: 05/07/2010

O incenso √© utilizado pela humanidade h√° mais tempo do que normalmente se imagina; no m√≠nimo, desde que o homem √© capaz de fazer registros da sua pr√≥pria hist√≥ria. Hoje, alguns o utilizam para perfumar o ambiente, outros, para espantar "maus fluidos" e h√°, ainda, quem os utilize para o pr√≥prio bem-estar. O que poucos imaginam √© que sua composi√ß√£o √© relativamente complexa, que foi utilizado em ocasi√Ķes importantes e seus efeitos sobre as pessoas t√™m explica√ß√£o.

 

Um dos primeiros registros com refer√™ncia ao incenso √© sobre Mois√©s. Antes do √äxodo, ele levava consigo sete ingredientes: baunilha, l√°dano, g√°lbano, c√°ssia, c√°lamo, mirra, ol√≠bano e canela. At√© hoje, esses ingredientes s√£o usados na sua formula√ß√£o, normalmente com o acr√©scimo de benzo√≠na, tragacanto, s√Ęndalo e cedro.
Para gregos e romanos, o incenso tinha uma fun√ß√£o social importante. Muit√≠ssimas unidades eram queimadas em reuni√Ķes e assembleias p√ļblicas; nas casas, s√≥ eram consumidas em ocasi√Ķes especiais.

Os egípcios antigos também usavam incenso em grandes quantidades durante as três décadas do reinado de polimérica.

À esquerda, o ácido abiético; à direita, o ácido benzoico.

As resinas s√£o constitu√≠das por tr√™s principais tipos de compostos. Alguns s√£o pol√≠meros complexos, com sequ√™ncias de isopreno-terpeno, os chamados resenos. S√£o mol√©culas muito grandes, interligadas em v√°rios pontos, de forma que apresentem aspecto coloidal. Outro grupo de compostos s√£o os √°cidos. Na rosina, que √© uma resina extra√≠da de pinheiros (Pinus elliotes), o mais abundante √© o √°cido abi√©tico, cuja estrutura se baseia em tr√™s an√©is de seis membros. Mas, de maneira geral, as resinas apresentam um √°cido mais simples, o √°cido benzoico. A √ļltima classe abundante nas gomas e nas resinas constitui-se em √°lcoois complexos.

Um deles √© a amirina, encontrada, tamb√©m, no pr√≥polis. Ela √© considerada um fitoesteroide, semelhante, estruturalmente, aos esteroides animais: sua estrutura √© baseada em quatro ciclos, mais o grupo alco√≥lico. A amirina, assim como o s√Ęndalo, devem ser os maiores respons√°veis pelos efeitos que os odores liberados por um incenso podem causar no humor do ser humano.

Em cima, a estrutura da amirina; embaixo, a estrutura do androstenol.

Pela estrutura molecular da amirina, √© poss√≠vel que, inconscientemente, ocorra um est√≠mulo no c√©rebro humano. J√° o s√Ęndalo tem odor semelhante a um composto chamado 5-a-androstenol, secretado pelas gl√Ęndulas axilares. Ambos podem levar ao mesmo tipo de est√≠mulos. O fato de n√£o termos consci√™ncia deles √© que, ao longo da evolu√ß√£o humana, incluindo a evolu√ß√£o social, deixamos de nos preocupar tanto com esses cheiros que, outrora, possu√≠am um importante papel na reprodu√ß√£o humana e, hoje, s√£o socialmente dispensados.




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