Logo ClickeAprenda
MAT

A primeira mulher na Matem√°tica


Publicada em: 00/00/0000

Voc√™ j√° percebeu existem algumas f√≥rmulas e teoremas na Matem√°tica e tamb√©m na F√≠sica que levam o nome de uma pessoa como homenagem ao trabalho e √† dedica√ß√£o daquela personalidade a um determinado assunto? Alguns dos muitos que conhecemos: Regra de Cramer, F√≥rmula de B√°skara, Teorema de Pit√°goras, Bin√īmio de Newton, etc. Mas voc√™ n√£o acha curioso que nenhum teorema ou f√≥rmula conhecida seja atribu√≠da a uma mulher? Ser√° que elas nunca tiveram import√Ęncia na Matem√°tica?

Infelizmente, as mulheres realmente tiveram pouca contribuição na área das ciências exatas em geral. O principal motivo dessa ausência é o preconceito.

Na maioria das civiliza√ß√Ķes antigas, as mulheres deveriam se limitar aos cuidados da casa e dos filhos, n√£o tinham direito ao voto e n√£o participavam de reuni√Ķes intelectuais, o que dificultava bastante o acesso a obras e ao conhecimento desenvolvido nas universidades.

Hipatia de Alexandria: a primeira mulher cientista da história da humanidade

A primeira mulher que rompeu a barreira do preconceito e entrou para a História foi Hipatia de Alexandria. Nascida no ano 370 d.C., teve no seu pai, Teon de Alexandria, o maior incentivo para os estudos.

Viajou pela Grécia, estudou os principais filósofos da época, como Platão, até se tornar professora e diretora da Academia de Alexandria.

A cidade de Alexandria, no Egito

Os trabalhos mais importantes dessa mulher, que al√©m de culta era muito bela, foram os coment√°rios sobre trabalhos de matem√°ticos de renome como Ptolomeu, Diofante e Apol√īnio, que eram os trabalhos mais importantes e complexos da √©poca. Tamb√©m teve import√Ęncia na √°rea das inven√ß√Ķes: desenvolveu uma esp√©cie de dens√≠metro e tamb√©m um astrol√°bio.

A postura e as ideias de Hipatia eram tão ousadas para sua época (ela acreditava que o Universo era regido por Leis Matemáticas), que em pouco tempo seu prestígio despertou a inveja de alguns, e ela acabou se tornando uma ameaça pra outros, principalmente para o alto escalão da Igreja que a considerava uma pagã.
Foi perseguida e cruelmente torturada até a morte (415 d.C.) e ainda teve seu corpo esquartejado e queimado em pedaços que se espalharam pelas ruas.

Triste fim para uma jovem mulher que ousou romper as barreiras da sociedade e da mente humana.