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A primeira mulher na Matemática


Publicada em: 24/09/2010

Você já percebeu existem algumas fórmulas e teoremas na Matemática e também na Física que levam o nome de uma pessoa como homenagem ao trabalho e à dedicação daquela personalidade a um determinado assunto? Alguns dos muitos que conhecemos: Regra de Cramer, Fórmula de Báskara, Teorema de Pitágoras, Binômio de Newton, etc. Mas você não acha curioso que nenhum teorema ou fórmula conhecida seja atribuída a uma mulher? Será que elas nunca tiveram importância na Matemática?

Infelizmente, as mulheres realmente tiveram pouca contribuição na área das ciências exatas em geral. O principal motivo dessa ausência é o preconceito.

Na maioria das civilizações antigas, as mulheres deveriam se limitar aos cuidados da casa e dos filhos, não tinham direito ao voto e não participavam de reuniões intelectuais, o que dificultava bastante o acesso a obras e ao conhecimento desenvolvido nas universidades.

Hipatia de Alexandria: a primeira mulher cientista da história da humanidade

A primeira mulher que rompeu a barreira do preconceito e entrou para a História foi Hipatia de Alexandria. Nascida no ano 370 d.C., teve no seu pai, Teon de Alexandria, o maior incentivo para os estudos.

Viajou pela Grécia, estudou os principais filósofos da época, como Platão, até se tornar professora e diretora da Academia de Alexandria.

A cidade de Alexandria, no Egito

Os trabalhos mais importantes dessa mulher, que além de culta era muito bela, foram os comentários sobre trabalhos de matemáticos de renome como Ptolomeu, Diofante e Apolônio, que eram os trabalhos mais importantes e complexos da época. Também teve importância na área das invenções: desenvolveu uma espécie de densímetro e também um astrolábio.

A postura e as ideias de Hipatia eram tão ousadas para sua época (ela acreditava que o Universo era regido por Leis Matemáticas), que em pouco tempo seu prestígio despertou a inveja de alguns, e ela acabou se tornando uma ameaça pra outros, principalmente para o alto escalão da Igreja que a considerava uma pagã.
Foi perseguida e cruelmente torturada até a morte (415 d.C.) e ainda teve seu corpo esquartejado e queimado em pedaços que se espalharam pelas ruas.

Triste fim para uma jovem mulher que ousou romper as barreiras da sociedade e da mente humana.