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LIT

Christiane F.


Publicada em: 30/08/2005

O livro "Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída...", escrito pelo jornalista Horst Rieck, no início de 1978, foi lançado nos anos oitenta e marcou a juventude de muitas pessoas porque conta uma história difícil de se esquecer. Com a discussão proposta pela novela O Clone sobre a dependência química, a editora Bertrand Brasil resolveu relançar a obra.

 

A história tem depoimentos de Christiane, de sua família, de policiais e de psicólogos que acompanharam o seu caso, além de uma linguagem simples e realista.

Aborda o caminho que a levou às drogas: a falta de amor e carinho da família e o desemprego do pai que a espancava, que fez com que Christiane começasse a perambular pelas ruas de Berlim, a roubar com dez anos e a se drogar com doze.

"Christiane F." tornou-se uma obra de referência sobre o assunto, sendo que muitos professores indicam o livro aos alunos e discutem o problema em sala de aula. A realidade de "Christiane F." assusta, mas instrui sobre a realidade do usuário de drogas e as dificuldades em abandonar esse vício terrível. Mais uma vez, a LITERATURA leva os leitores à consciência dos problemas da sociedade.

Leia um trecho do livro:

"Outro viciado tamb√©m veio picar-se no banheiro. Um cara na pior, no √ļltimo est√°gio da decad√™ncia. Pedi-lhe que me emprestasse seus utens√≠lios. Ele topou. Mas, bruscamente, repugnou-me terrivelmente a ideia de enfiar a agulha na veia. Eu simplesmente n√£o conseguia enfi√°-la, embora soubesse como, pois j√° tinha visto os outros fazerem, muitas vezes. Fui obrigada a pedir ao cara que me ajudasse. Claro que ele compreendeu imediatamente que era a minha primeira picada. Senti-me consideravelmente idiota diante daquele viciado experimentado. Embora dizendo que era nojento, pegou a seringa. Como minhas veias estavam pouco √† vista, teve dificuldade em encontrar uma. Tentou tr√™s vezes antes de conseguir puxar um pouco de sangue. Reclamando, uma vez mais, do que ele considerava nojento, injetou-me toda a dose. Parti como um foguete, mas n√£o era assim que eu imaginava o orgasmo. E logo vi um nevoeiro, mal percebendo o que se passava √† minha volta (...)"

Christiane F., em depoimento do livro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




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