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Por que sentimos fome?


Publicada em: 01/08/2011

Por que será que sentimos fome? Como é que sabemos quando temos de comer? Você algum dia já pensou nessas perguntas? Se você acha que é o estômago quem comanda essa sensação, acho melhor ler o texto abaixo.

 

A fome e o cérebro: velhos amigos!

Quando estamos com fome, normalmente, nosso estômago ronca. Esses sons estranhos provocados pelo estômago, chamados de contrações gástricas de fome, são o primeiro sinal de que precisamos nos alimentar. Mas, as contrações não são as responsáveis pela sensação de fome e também não regulam a quantidade de alimento que deve ser ingerida para suprir a necessidade do organismo. 


As peças fundamentais na regulação da fome se encontram em uma região cerebral denominada de hipotálamo.

No hipotálamo, existem dois centros reguladores da fome: um deles ativa a fome, ou seja, provoca a sensação de fome quando há falta de nutrientes no nosso corpo; o outro inibe a fome quando a quantidade de alimentos ingerida já foi suficiente para suprir as necessidades fisiológicas do corpo. Por essa você não esperava, não é mesmo? Uma região do cérebro regulando a fome parece não fazer sentido...


Como uma região do cérebro consegue determinar se está na hora de comer ou não? Como é que uma região que está lá na cabeça consegue perceber o que acontece no corpo inteiro? 
Realmente, o cérebro é um órgão muito poderoso e esperto, mas ele conta com a ajuda de um outro sistema para saber um pouco do que acontece no resto do corpo, inclusive se está ou não na hora de se alimentar. Esse ajudante cerebral é o sistema sanguíneo.

O sistema sanguíneo funciona como uma espécie de mensageiro. Como ele visita todas as partes do organismo através dos seus vasos arteriais e venosos, trocando substâncias com as células de todos os órgãos, qualquer alteração em qualquer lugar do nosso corpo provoca alteração na sua composição. Assim, quando estamos com poucos nutrientes no nosso corpo, a composição do sangue também fica pobre. As regiões do cérebro que regulam a fome são muito sensíveis às alterações na composição sanguínea, principalmente quando há falta de nutrientes.


Existe um nutriente cuja falta é mais facilmente percebida pelas regiões do hipotálamo: a glicose. Quando há pouca glicose no sangue, sentimos fome; por outro lado, quando há muita glicose no sangue, não sentimos fome. É mais ou menos assim que funciona. As contrações que ocorrem quando o estômago está vazio também são de responsabilidade do nosso sistema nervoso central ou, mais precisamente, de sinais emitidos por determinada região do hipotálamo.

Fome e vontade de comer são a mesma coisa? 
A sensação de fome, provocada pela ação de regiões específicas do hipotálamo, não é a mesma coisa que ter vontade de comer um alimento específico. Muitas vezes, vemos algo de que gostamos muito e não é preciso nem estar com fome para ter vontade de comer. Por exemplo, suponha que você adora sorvete de chocolate. Certo domingo, sua mãe resolve fazer uma surpresa: compra sorvete de chocolate, mas não avisa ninguém. Todos almoçam normalmente e só depois sua mãe mostra o presente. Lembre-se: você não está mais com fome, pois acabou de almoçar. O que você faz: toma o sorvete até matar a sua vontade, ou espera ter fome para tomá-lo? A não ser que você seja uma pessoa muito controlada, você devoraria o sorvete. 
Essa vontade de comer que dá até água na boca não é uma resposta aos estímulos das regiões controladoras da fome no hipotálamo.


Essa vontade de comer sem ter fome (apetite) é influenciada e comandada por outros fatores. Experiências anteriores que geraram prazer como, por exemplo, tomar um sorvete de chocolate, ficam guardadas na nossa memória. Quando vemos um sorvete de chocolate, temos vontade de tomá-lo, pois, na nossa memória, uma sensação de prazer está associada a esse alimento. Deu até água na boca, não é mesmo?

Por que será que sentimos fome? Como é que sabemos quando temos de comer? Você algum dia já pensou nessas perguntas? Se você acha que é o estômago quem comanda essa sensação, acho melhor ler o texto abaixo.

 

A fome e o cérebro: velhos amigos!

Quando estamos com fome, normalmente, nosso estômago ronca. Esses sons estranhos provocados pelo estômago, chamados de contrações gástricas de fome, são o primeiro sinal de que precisamos nos alimentar. Mas, as contrações não são as responsáveis pela sensação de fome e também não regulam a quantidade de alimento que deve ser ingerida para suprir a necessidade do organismo. 

As peças fundamentais na regulação da fome se encontram em uma região cerebral denominada de hipotálamo.

No hipotálamo, existem dois centros reguladores da fome: um deles ativa a fome, ou seja, provoca a sensação de fome quando há falta de nutrientes no nosso corpo; o outro inibe a fome quando a quantidade de alimentos ingerida já foi suficiente para suprir as necessidades fisiológicas do corpo. Por essa você não esperava, não é mesmo? Uma região do cérebro regulando a fome parece não fazer sentido...

Como uma região do cérebro consegue determinar se está na hora de comer ou não? Como é que uma região que está lá na cabeça consegue perceber o que acontece no corpo inteiro? 
Realmente, o cérebro é um órgão muito poderoso e esperto, mas ele conta com a ajuda de um outro sistema para saber um pouco do que acontece no resto do corpo, inclusive se está ou não na hora de se alimentar. Esse ajudante cerebral é o sistema sanguíneo.

O sistema sanguíneo funciona como uma espécie de mensageiro. Como ele visita todas as partes do organismo através dos seus vasos arteriais e venosos, trocando substâncias com as células de todos os órgãos, qualquer alteração em qualquer lugar do nosso corpo provoca alteração na sua composição. Assim, quando estamos com poucos nutrientes no nosso corpo, a composição do sangue também fica pobre. As regiões do cérebro que regulam a fome são muito sensíveis às alterações na composição sanguínea, principalmente quando há falta de nutrientes.

Existe um nutriente cuja falta é mais facilmente percebida pelas regiões do hipotálamo: a glicose. Quando há pouca glicose no sangue, sentimos fome; por outro lado, quando há muita glicose no sangue, não sentimos fome. É mais ou menos assim que funciona. As contrações que ocorrem quando o estômago está vazio também são de responsabilidade do nosso sistema nervoso central ou, mais precisamente, de sinais emitidos por determinada região do hipotálamo.

Fome e vontade de comer são a mesma coisa? 
A sensação de fome, provocada pela ação de regiões específicas do hipotálamo, não é a mesma coisa que ter vontade de comer um alimento específico. Muitas vezes, vemos algo de que gostamos muito e não é preciso nem estar com fome para ter vontade de comer. Por exemplo, suponha que você adora sorvete de chocolate. Certo domingo, sua mãe resolve fazer uma surpresa: compra sorvete de chocolate, mas não avisa ninguém. Todos almoçam normalmente e só depois sua mãe mostra o presente. Lembre-se: você não está mais com fome, pois acabou de almoçar. O que você faz: toma o sorvete até matar a sua vontade, ou espera ter fome para tomá-lo? A não ser que você seja uma pessoa muito controlada, você devoraria o sorvete. 
Essa vontade de comer que dá até água na boca não é uma resposta aos estímulos das regiões controladoras da fome no hipotálamo.

Essa vontade de comer sem ter fome (apetite) é influenciada e comandada por outros fatores. Experiências anteriores que geraram prazer como, por exemplo, tomar um sorvete de chocolate, ficam guardadas na nossa memória. Quando vemos um sorvete de chocolate, temos vontade de tomá-lo, pois, na nossa memória, uma sensação de prazer está associada a esse alimento. Deu até água na boca, não é mesmo?




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