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Quais s√£o as reservas da biosfera?


Publicada em: 29/08/2011

Imagine um solo arenoso, ácido, pobre em nutrientes e muito raso. Tão raso que, em muitos lugares, observa-se a rocha-mãe. Estamos cerca de 1.000 metros acima do nível do mar, praticamente no topo de uma grande cadeia montanhosa. O vento é constante, o que alivia o calor do sol. Não há falta de água; no entanto, muito pouca água é retida no solo arenoso e disponibilizada para as plantas. Na maioria dos locais, as plantas são baixas e possuem folhas brilhantes ou grossas, todas juntas, semelhantes às folhas das bromélias. Olhando para o centro dessa roseta formada pelas folhas, dá para entender por que tem tanta planta por aqui com esse formato. Encontramos água entre as folhas; assim, as plantas aliviam a sede mesmo em um solo tão seco.


As estações do ano aqui são bem definidas: há uma época chuvosa e outra seca. Na época seca, há fogo, que surge naturalmente devido à alta radiação solar e espalha-se rapidamente pelos campos de vegetação. E, mesmo depois de queimadas, lá estão as plantas, rebrotando e prontas para darem vida a lindas flores, que só são encontradas por aqui. Insetos e lagartos também não faltam, assim como roedores, pequenos vertebrados que dificilmente são vistos andando por aí.

Muitos cursos d’água descem as serras, acompanhados por estreitas matas ciliares e formando lindas cachoeiras. Como se já não bastasse, ainda encontramos pontos onde a vegetação lembra muito a do cerrado ou a da caatinga.

Santuário de espécies raras e exclusivas, dono de uma grande diversidade de seres vivos e crucial para a manutenção das nascentes dos rios que abastecem as cidades mineiras, os campos rupestres, como é denominado o ecossistema que descrevemos, comemora o seu mais novo título: reserva da biosfera.


A UNESCO reconheceu, no final de julho de 2005, em Paris, os campos rupestres como a sétima reserva da biosfera no Brasil. Trata-se da reserva da biosfera da Serra do Espinhaço, nome da cadeia montanhosa de Minas Gerais onde encontramos esse ecossistema nas altitudes acima de 1.000 metros.

Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Cinturão Verde da cidade de São Paulo, Amazônia e, agora, a Cadeia do Espinhaço são as reservas da biosfera brasileiras, que fazem companhia para mais de 400 outras reservas espalhadas por todo o mundo.

O Programa "O homem e a biosfera", criado em 1971 pela UNESCO, confere a determinadas áreas do globo consideradas de relevante valor ambiental e humano o título de reserva da biosfera. O objetivo é incentivar a conservação dessas regiões de grande riqueza e importância biológica que estejam ameaçadas pela exploração humana, buscando maneiras de tornar sustentável a relação homem-natureza.

Os campos rupestres foram aceitos nesse seleto grupo de ecossistemas, o que é motivo para comemoração pelo reconhecimento mundial da importância da sua preservação para a saúde do nosso planeta. No entanto, também um motivo de preocupação, sinal de que esse ecossistema corre riscos e precisa de cuidado e atenção especiais.

Imagine um solo arenoso, ácido, pobre em nutrientes e muito raso. Tão raso que, em muitos lugares, observa-se a rocha-mãe. Estamos cerca de 1.000 metros acima do nível do mar, praticamente no topo de uma grande cadeia montanhosa. O vento é constante, o que alivia o calor do sol. Não há falta de água; no entanto, muito pouca água é retida no solo arenoso e disponibilizada para as plantas. Na maioria dos locais, as plantas são baixas e possuem folhas brilhantes ou grossas, todas juntas, semelhantes às folhas das bromélias. Olhando para o centro dessa roseta formada pelas folhas, dá para entender por que tem tanta planta por aqui com esse formato. Encontramos água entre as folhas; assim, as plantas aliviam a sede mesmo em um solo tão seco.

Clique e conheça exemplos de diversidade

As estações do ano aqui são bem definidas: há uma época chuvosa e outra seca. Na época seca, há fogo, que surge naturalmente devido à alta radiação solar e espalha-se rapidamente pelos campos de vegetação. E, mesmo depois de queimadas, lá estão as plantas, rebrotando e prontas para darem vida a lindas flores, que só são encontradas por aqui. Insetos e lagartos também não faltam, assim como roedores, pequenos vertebrados que dificilmente são vistos andando por aí.

Muitos cursos d’água descem as serras, acompanhados por estreitas matas ciliares e formando lindas cachoeiras. Como se já não bastasse, ainda encontramos pontos onde a vegetação lembra muito a do cerrado ou a da caatinga.

Santuário de espécies raras e exclusivas, dono de uma grande diversidade de seres vivos e crucial para a manutenção das nascentes dos rios que abastecem as cidades mineiras, os campos rupestres, como é denominado o ecossistema que descrevemos, comemora o seu mais novo título: reserva da biosfera.

Clique e conheça as reservas da biosfera no Brasil

A UNESCO reconheceu, no final de julho de 2005, em Paris, os campos rupestres como a sétima reserva da biosfera no Brasil. Trata-se da reserva da biosfera da Serra do Espinhaço, nome da cadeia montanhosa de Minas Gerais onde encontramos esse ecossistema nas altitudes acima de 1.000 metros.

Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Cinturão Verde da cidade de São Paulo, Amazônia e, agora, a Cadeia do Espinhaço são as reservas da biosfera brasileiras, que fazem companhia para mais de 400 outras reservas espalhadas por todo o mundo.

O Programa "O homem e a biosfera", criado em 1971 pela UNESCO, confere a determinadas áreas do globo consideradas de relevante valor ambiental e humano o título de reserva da biosfera. O objetivo é incentivar a conservação dessas regiões de grande riqueza e importância biológica que estejam ameaçadas pela exploração humana, buscando maneiras de tornar sustentável a relação homem-natureza.

Os campos rupestres foram aceitos nesse seleto grupo de ecossistemas, o que é motivo para comemoração pelo reconhecimento mundial da importância da sua preservação para a saúde do nosso planeta. No entanto, também um motivo de preocupação, sinal de que esse ecossistema corre riscos e precisa de cuidado e atenção especiais.




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