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O lixo espacial


Publicada em: 03/10/2011

Ao se falar sobre lixo, logo pensamos no lixo urbano, aquele que produzimos diariamente em nossas casas e comércios, ou ainda no lixo industrial, oriundo de indústrias. Mas, existe outro lixo que, aparentemente, não está presente no nosso dia a dia, mas que tem influência direta da ação humana: o lixo espacial.

O lixo espacial é composto de detritos de naves, combustíveis, satélites desativados, pedaços de mantas térmicas e foguetes, objetos metálicos e até mesmo ferramentas perdidas por astronautas durante as suas explorações espaciais. 


O grande precursor do acúmulo de detritos no espaço foi o Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra, lançado em 1957 pela antiga União Soviética. Hoje em dia, há cerca de 800 satélites ativos em órbita e aproximadamente 17.000 destroços acima de 10 centímetros, 200.000 objetos com tamanho entre 1 e 10 centímetros e dezenas de milhões de partículas menores que 1 centímetro, voando ao redor do planeta a velocidades em torno de 28.000 quilômetros por hora. 


Nem tudo o que foi colocado no espaço permanece em órbita. Os restos vão perdendo altitude e, mais cedo ou mais tarde, caem na Terra. Os detritos que estão em altitudes baixas caem mais rápido, em meses; já os mais altos permanecem por décadas, causando riscos de colisões com satélites e com outras naves espaciais durante as missões. Alguns modelos computacionais mostram que a quantidade de lixo em órbita chegou a um nível extremo, com detritos suficientes para causar colisões contínuas e criar ainda mais destroços, prejudicando o funcionamento de satélites essenciais não só para a ciência, mas também para o nosso dia a dia, como, por exemplo, os de orientação GPS, de telefonia celular e de internet

A possibilidade de um ser humano ser atingido por destroços espaciais existe, mas a chance é reduzidíssima, cerca de 1 em 3.200. Desde o início da corrida espacial, foram inúmeros os registros de quedas de detritos em diversas localidades, como nos Estados Unidos, na Austrália e na África. Porém, muitas vezes, o lixo acaba queimando antes de cair na Terra, devido ao atrito com o ar atmosférico. Quando consegue atravessar a atmosfera, o lixo espacial ainda enfrenta a grande probabilidade de cair no mar, já que os oceanos ocupam 75% da Terra. 


Nas últimas semanas, um satélite desativado do tamanho de um ônibus, lançado pela agência espacial americana em 1991, que funcionou até 2005 observando a atmosfera, o UARS (sigla em inglês de Satélite de Pesquisa da Alta Atmosfera), caiu na Terra. Ainda não se sabe exatamente as localidades da queda, mas, de acordo com o que foi divulgado pela NASA, parte dos destroços caiu nas águas da parte norte do Oceano Pacífico, próximo à costa oeste dos Estados Unidos, e há indícios de queda também na região de Okotoks, uma cidade do Canadá.


Como podemos realizar, então, uma faxina espacial, a fim de evitar problemas como os que têm sido relatados recentemente? 

Não existe tecnologia para remover todos os fragmentos, especialmente os menores, da órbita terrestre. Os cientistas projetam várias alternativas, entre elas, há, desde a criação de um sistema de redes gigantes, que conseguiria capturar a sujeira, além de sistemas de raios laser que desviariam o lixo de sua rota, todos com estimativa de custo altíssimo para serem efetivados. No entanto, essas ações precisam ser pensadas e colocadas em prática o mais rápido possível, já que a evolução tecnológica acontece o tempo todo e, por conta disso, estamos continuamente lançando novos satélites e naves para o espaço, produzindo cada vez mais lixo espacial. 

Ao se falar sobre lixo, logo pensamos no lixo urbano, aquele que produzimos diariamente em nossas casas e comércios, ou ainda no lixo industrial, oriundo de indústrias. Mas, existe outro lixo que, aparentemente, não está presente no nosso dia a dia, mas que tem influência direta da ação humana: o lixo espacial.

O lixo espacial é composto de detritos de naves, combustíveis, satélites desativados, pedaços de mantas térmicas e foguetes, objetos metálicos e até mesmo ferramentas perdidas por astronautas durante as suas explorações espaciais. 


O grande precursor do acúmulo de detritos no espaço foi o Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra, lançado em 1957 pela antiga União Soviética. Hoje em dia, há cerca de 800 satélites ativos em órbita e aproximadamente 17.000 destroços acima de 10 centímetros, 200.000 objetos com tamanho entre 1 e 10 centímetros e dezenas de milhões de partículas menores que 1 centímetro, voando ao redor do planeta a velocidades em torno de 28.000 quilômetros por hora. 


Animação da Terra e seu lixo espacial (Folha 02/09/11)

Nem tudo o que foi colocado no espaço permanece em órbita. Os restos vão perdendo altitude e, mais cedo ou mais tarde, caem na Terra. Os detritos que estão em altitudes baixas caem mais rápido, em meses; já os mais altos permanecem por décadas, causando riscos de colisões com satélites e com outras naves espaciais durante as missões. Alguns modelos computacionais mostram que a quantidade de lixo em órbita chegou a um nível extremo, com detritos suficientes para causar colisões contínuas e criar ainda mais destroços, prejudicando o funcionamento de satélites essenciais não só para a ciência, mas também para o nosso dia a dia, como, por exemplo, os de orientação GPS, de telefonia celular e de internet

A possibilidade de um ser humano ser atingido por destroços espaciais existe, mas a chance é reduzidíssima, cerca de 1 em 3.200. Desde o início da corrida espacial, foram inúmeros os registros de quedas de detritos em diversas localidades, como nos Estados Unidos, na Austrália e na África. Porém, muitas vezes, o lixo acaba queimando antes de cair na Terra, devido ao atrito com o ar atmosférico. Quando consegue atravessar a atmosfera, o lixo espacial ainda enfrenta a grande probabilidade de cair no mar, já que os oceanos ocupam 75% da Terra. 


Nas últimas semanas, um satélite desativado do tamanho de um ônibus, lançado pela agência espacial americana em 1991, que funcionou até 2005 observando a atmosfera, o UARS (sigla em inglês de Satélite de Pesquisa da Alta Atmosfera), caiu na Terra. Ainda não se sabe exatamente as localidades da queda, mas, de acordo com o que foi divulgado pela NASA, parte dos destroços caiu nas águas da parte norte do Oceano Pacífico, próximo à costa oeste dos Estados Unidos, e há indícios de queda também na região de Okotoks, uma cidade do Canadá.


Como podemos realizar, então, uma faxina espacial, a fim de evitar problemas como os que têm sido relatados recentemente? 

Não existe tecnologia para remover todos os fragmentos, especialmente os menores, da órbita terrestre. Os cientistas projetam várias alternativas, entre elas, há, desde a criação de um sistema de redes gigantes, que conseguiria capturar a sujeira, além de sistemas de raios laser que desviariam o lixo de sua rota, todos com estimativa de custo altíssimo para serem efetivados. No entanto, essas ações precisam ser pensadas e colocadas em prática o mais rápido possível, já que a evolução tecnológica acontece o tempo todo e, por conta disso, estamos continuamente lançando novos satélites e naves para o espaço, produzindo cada vez mais lixo espacial. 




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