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Ocupe Wall Street


Publicada em: 17/10/2011

Depois de vermos pessoas pelas ruas em manifestações de protesto no mundo árabe e na América Latina, chegou a vez da nação mais rica do mundo mostrar que também tem cidadãos descontentes com o sistema político e econômico hegemônico deste nosso planeta.

Guardadas as devidas diferenças entre as manifestações supracitadas, é inegável que o movimento Ocupe Wall Street, iniciado mês passado na cidade de Nova York (sim, em frente à sede do mercado financeiro), protesta, em síntese, contra o establishment.


Opositores do movimento, como o pré-candidato à presidência dos Estados Unidos, o republicano Newt Gingrich, dizem que o movimento é obscuro, confuso e ainda não disse a que veio. Gingrich vai ainda mais longe, dizendo acreditar que “os protestos são resultado de um sistema educacional ruim, que ensina ideias estúpidas”.


De fato, não há um bordão, uma palavra de ordem apenas, isto é, um alvo claro e específico – uma pessoa, uma atitude política, um único estopim, em suma. Os manifestantes dizem coisas como “Queremos que o povo americano acorde, ou perderemos nossa democracia”, ou “Temos exigências e queremos soluções”, ou ainda e mais insistentemente, como dizem o veterano de guerra de mais de 80 anos e sua esposa: “Quando as pessoas se perguntam como será o amanhã no maior país do mundo, algo está errado. Dói ver que recém-formados não conseguem um emprego”.

Alguém aí já ouviu algo semelhante por esses nossos lados da América?

Os Estados Unidos passam por uma crise econômica pontuada por desemprego e queda no padrão de vida da classe média. As duas guerras seguidas (Afeganistão e Iraque), com certeza, foram as grandes responsáveis pelos gastos estratosféricos que causaram um rombo na economia norte-americana, mas os aspectos fundamentais dessa crise não são particularidade dos EUA.


Apesar da aparente falta de propósito no que se refere ao alvo e aos objetivos do movimento Ocupe Wall Street, só um cego (mental) é incapaz de perceber a coesão entre os gritos da insatisfação propagada pelas ruas norte-americanas. Insatisfação com o desemprego, com a insegurança, com a saúde e a educação precárias, com a política, com o emporcalhamento do planeta, com o sistema e a especulação financeira, enfim.


Há três semanas, a Wall Street está ocupada por uma turba constituída, em sua maioria, de jovens brancos e de classe média – não, não é a vez de rebeldes baderneiros representando minorias, ou de pobres raivosos clamando por justiça social; as palavras de uma mulher de 45 anos que perdeu sua casa ilustram o momento histórico: “Para mim, é tarde demais, já perdi minha casa, mas isso é para a futura geração. Antes, eu não teria questionado as coisas. Espero que as pessoas vejam que isso não é uma espécie de movimento radical, é a classe média”.

O movimento que começou com poucas pessoas (algumas dezenas) vem aumentando cada dia mais: espalha-se pelas cidades (Portland, Indianápolis, Washington, Los Angeles, Flórida, Oregon, Filadélfia) e começa a afetar outros países, como Hong Kong – importantíssimo centro financeiro da Ásia, região administrativa especial da China.

Até onde será que vai?

 

Depois de vermos pessoas pelas ruas em manifestações de protesto no mundo árabe e na América Latina, chegou a vez da nação mais rica do mundo mostrar que também tem cidadãos descontentes com o sistema político e econômico hegemônico deste nosso planeta.

Guardadas as devidas diferenças entre as manifestações supracitadas, é inegável que o movimento Ocupe Wall Street, iniciado mês passado na cidade de Nova York (sim, em frente à sede do mercado financeiro), protesta, em síntese, contra o establishment.

Opositores do movimento, como o pré-candidato à presidência dos Estados Unidos, o republicano Newt Gingrich, dizem que o movimento é obscuro, confuso e ainda não disse a que veio. Gingrich vai ainda mais longe, dizendo acreditar que “os protestos são resultado de um sistema educacional ruim, que ensina ideias estúpidas”.

De fato, não há um bordão, uma palavra de ordem apenas, isto é, um alvo claro e específico – uma pessoa, uma atitude política, um único estopim, em suma. Os manifestantes dizem coisas como “Queremos que o povo americano acorde, ou perderemos nossa democracia”, ou “Temos exigências e queremos soluções”, ou ainda e mais insistentemente, como dizem o veterano de guerra de mais de 80 anos e sua esposa: “Quando as pessoas se perguntam como será o amanhã no maior país do mundo, algo está errado. Dói ver que recém-formados não conseguem um emprego”.

Alguém aí já ouviu algo semelhante por esses nossos lados da América?

Os Estados Unidos passam por uma crise econômica pontuada por desemprego e queda no padrão de vida da classe média. As duas guerras seguidas (Afeganistão e Iraque), com certeza, foram as grandes responsáveis pelos gastos estratosféricos que causaram um rombo na economia norte-americana, mas os aspectos fundamentais dessa crise não são particularidade dos EUA.

Apesar da aparente falta de propósito no que se refere ao alvo e aos objetivos do movimento Ocupe Wall Street, só um cego (mental) é incapaz de perceber a coesão entre os gritos da insatisfação propagada pelas ruas norte-americanas. Insatisfação com o desemprego, com a insegurança, com a saúde e a educação precárias, com a política, com o emporcalhamento do planeta, com o sistema e a especulação financeira, enfim.

Há três semanas, a Wall Street está ocupada por uma turba constituída, em sua maioria, de jovens brancos e de classe média – não, não é a vez de rebeldes baderneiros representando minorias, ou de pobres raivosos clamando por justiça social; as palavras de uma mulher de 45 anos que perdeu sua casa ilustram o momento histórico: “Para mim, é tarde demais, já perdi minha casa, mas isso é para a futura geração. Antes, eu não teria questionado as coisas. Espero que as pessoas vejam que isso não é uma espécie de movimento radical, é a classe média”.

O movimento que começou com poucas pessoas (algumas dezenas) vem aumentando cada dia mais: espalha-se pelas cidades (Portland, Indianápolis, Washington, Los Angeles, Flórida, Oregon, Filadélfia) e começa a afetar outros países, como Hong Kong – importantíssimo centro financeiro da Ásia, região administrativa especial da China.

Até onde será que vai?

 




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