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Mamadeiras contaminadas


Publicada em: 31/10/2011

Muitos produtos, incluindo embalagens, são feitos a partir de um polímero chamado de policarbonato, um plástico muito versátil e muito usado por ser resistente ao calor e ao impacto. Para fazer esse polímero, é usado um composto chamado bisfenol A (BPA ou 4,4'-diidroxi-2,2-difenilpropano). Quando o plástico é lavado, ou seja, quando em contato com produtos de limpeza que possuem o caráter básico, ele pode liberar o bisfenol A. 


Cada país tem uma legislação específica sobre a composição dos polímeros que formam as embalagens. Aqui, o órgão que regula tal composição é a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil), sendo que ela atua junto com as outras agências do Mercosul.

Além de regular o tipo de plástico, também regula a composição de tintas, vernizes, esmaltes, adesivos e adereços. É muito importante regular as embalagens de alimentos, pois, caso contenham algum produto que pode ser tóxico para o ser humano, ele não poderá ser consumido. 


Até há pouco tempo, o limite máximo permitido de liberação do bisfenol A em embalagens de alimentos e bebidas era de 0,6 mg/kg de material plástico. Acontece que o policarbonato é usado para fazer mamadeiras, e diversos estudos indicam que ele pode prejudicar a saúde dos bebês - por isso, a ANVISA proibiu a venda e a fabricação de mamadeiras com bisfenol A. 


Por enquanto, serão só as mamadeiras, mas, possivelmente, essa substância será proibida em outras embalagens.

O primeiro país a proibir essa substância em embalagens foi o Canadá, que o fez em 2009. Eles tomaram essa decisão com base em pesquisas que mostravam que o bisfenol A pode causar puberdade precoce e alterações no sistema reprodutivo, já que reproduz os efeitos dos hormônios sexuais estrogênicos.


Além disso, ele pode aumentar os casos de câncer de próstata e mama, diminuição da contagem de espermatozoides, efeitos neurológicos semelhantes ao déficit de atenção e hiperatividade, diabetes e obesidade. Essa substância se decompõe lentamente e pode se acumular no ambiente, causando ainda mais estragos. 


Assim, foi sábia a decisão da ANVISA de proibir o bisfenol A em mamadeiras, e esperamos que ele seja proibido em outros produtos também.

Para saber mais sobre os plásticos das embalagens, assista ao vídeo “A química do fazer: vestuário e embalagens - Episódio: Plásticos” do Projeto Condigital – PUC-Rio, Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação, Ministério da Ciência e da Tecnologia, Ministério da Educação. 

Muitos produtos, incluindo embalagens, são feitos a partir de um polímero chamado de policarbonato, um plástico muito versátil e muito usado por ser resistente ao calor e ao impacto. Para fazer esse polímero, é usado um composto chamado bisfenol A (BPA ou 4,4'-diidroxi-2,2-difenilpropano). Quando o plástico é lavado, ou seja, quando em contato com produtos de limpeza que possuem o caráter básico, ele pode liberar o bisfenol A. 

As mamadeiras de policarbonato liberam uma substância que pode prejudicar a saúde do bebê

Cada país tem uma legislação específica sobre a composição dos polímeros que formam as embalagens. Aqui, o órgão que regula tal composição é a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil), sendo que ela atua junto com as outras agências do Mercosul.

Além de regular o tipo de plástico, também regula a composição de tintas, vernizes, esmaltes, adesivos e adereços. É muito importante regular as embalagens de alimentos, pois, caso contenham algum produto que pode ser tóxico para o ser humano, ele não poderá ser consumido. 

Até há pouco tempo, o limite máximo permitido de liberação do bisfenol A em embalagens de alimentos e bebidas era de 0,6 mg/kg de material plástico. Acontece que o policarbonato é usado para fazer mamadeiras, e diversos estudos indicam que ele pode prejudicar a saúde dos bebês - por isso, a ANVISA proibiu a venda e a fabricação de mamadeiras com bisfenol A. 

Por enquanto, serão só as mamadeiras, mas, possivelmente, essa substância será proibida em outras embalagens.

O primeiro país a proibir essa substância em embalagens foi o Canadá, que o fez em 2009. Eles tomaram essa decisão com base em pesquisas que mostravam que o bisfenol A pode causar puberdade precoce e alterações no sistema reprodutivo, já que reproduz os efeitos dos hormônios sexuais estrogênicos.

Além disso, ele pode aumentar os casos de câncer de próstata e mama, diminuição da contagem de espermatozoides, efeitos neurológicos semelhantes ao déficit de atenção e hiperatividade, diabetes e obesidade. Essa substância se decompõe lentamente e pode se acumular no ambiente, causando ainda mais estragos. 

Assim, foi sábia a decisão da ANVISA de proibir o bisfenol A em mamadeiras, e esperamos que ele seja proibido em outros produtos também.

Para saber mais sobre os plásticos das embalagens, assista ao vídeo “A química do fazer: vestuário e embalagens - Episódio: Plásticos” do Projeto Condigital – PUC-Rio, Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação, Ministério da Ciência e da Tecnologia, Ministério da Educação. 




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