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Sete bilh√Ķes de pessoas: como explicar o aumento da popula√ß√£o mundial?


Publicada em: 07/11/2011

De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial alcançou a marca de sete bilhões de pessoas na última segunda-feira de outubro, dia 31. Ainda segundo a ONU, no ano de 1950, éramos pouco mais de dois bilhões e meio de pessoas no mundo todo. Desde então, esse número quase triplicou. No Brasil, esse crescimento também ocorreu, passando de 54 milhões em 1950 para 194 milhões em 2010. Você consegue pensar em alguns fatores que ajudam a explicar esse crescimento no Brasil e no mundo?


Para responder a essa pergunta, é importante lembrar que o crescimento populacional positivo (também chamado de “crescimento natural positivo” ou “crescimento vegetativo positivo”) é resultado do número de nascimentos menos o de mortes. Assim, a população apresentará um crescimento positivo apenas se o número de nascimentos for superior ao de mortes.


Ora, nós já sabemos que a população aumentou, passando de dois bilhões e meio para sete bilhões em pouco mais de sessenta anos. Mas, por quê? Ao longo dos últimos anos, os índices de mortalidade sofreram consideráveis quedas graças a fatores como a melhoria nas condições sanitárias, a evolução da Medicina e a urbanização. A título de ilustração, vale lembrar que a penicilina, que foi o primeiro antibiótico utilizado com sucesso, foi descoberta em 1928, passando a estar disponível como medicamento farmacológico em 1941. Surgiu, assim, uma forma eficaz para se tratar diversos tipos de infecções bacterianas, como meningite bacteriana, pneumonia, faringite, sífilis, gonorreia e otite, dentre outras. Antes da invenção da penicilina, tais doenças estavam associadas a altos índices de mortalidade. Hoje, essa mortalidade é mínima.


Em muitos países, sobretudo na Europa, o processo de crescimento populacional positivo teve início ainda durante a Revolução Industrial, principalmente a partir do século XIX, graças ao processo de urbanização e à melhoria nas condições sanitárias. Em outros países, como o Brasil, isso só veio a ocorrer na segunda metade do século XX. Hoje em dia, muitos países subdesenvolvidos vivem essa fase e apresentam significativos ganhos populacionais.


Mas, com o tempo, a tendência é que esse crescimento desacelere. Em alguns países desenvolvidos, como a Itália e a Alemanha, isso já pode ser notado com certa facilidade. Neles, o número de mortes já é superior ao de nascimentos. Ou seja, a população está diminuindo. Isso ocorre porque, assim como a mortalidade, a natalidade também começa a se reduzir. Isso por conta do acesso facilitado a métodos anticoncepcionais e à educação. Outro fator é o custo para se criar os filhos. Como resultado, as famílias passam a ter cada vez menos filhos.


Muito provavelmente você pode notar essa mudança em sua própria família. Os seus pais possivelmente têm menos filhos do que seus avós tiveram. E seus avós, por sua vez, tiveram menos filhos que os seus bisavós. Faça o teste!

De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial alcançou a marca de sete bilhões de pessoas na última segunda-feira de outubro, dia 31. Ainda segundo a ONU, no ano de 1950, éramos pouco mais de dois bilhões e meio de pessoas no mundo todo. Desde então, esse número quase triplicou. No Brasil, esse crescimento também ocorreu, passando de 54 milhões em 1950 para 194 milhões em 2010. Você consegue pensar em alguns fatores que ajudam a explicar esse crescimento no Brasil e no mundo?

Para responder a essa pergunta, é importante lembrar que o crescimento populacional positivo (também chamado de “crescimento natural positivo” ou “crescimento vegetativo positivo”) é resultado do número de nascimentos menos o de mortes. Assim, a população apresentará um crescimento positivo apenas se o número de nascimentos for superior ao de mortes.

Alexander Fleming, o descobridor da penicilina, que viria a transformar o combate √†s infec√ß√Ķes por bact√©rias

Ora, nós já sabemos que a população aumentou, passando de dois bilhões e meio para sete bilhões em pouco mais de sessenta anos. Mas, por quê? Ao longo dos últimos anos, os índices de mortalidade sofreram consideráveis quedas graças a fatores como a melhoria nas condições sanitárias, a evolução da Medicina e a urbanização. A título de ilustração, vale lembrar que a penicilina, que foi o primeiro antibiótico utilizado com sucesso, foi descoberta em 1928, passando a estar disponível como medicamento farmacológico em 1941. Surgiu, assim, uma forma eficaz para se tratar diversos tipos de infecções bacterianas, como meningite bacteriana, pneumonia, faringite, sífilis, gonorreia e otite, dentre outras. Antes da invenção da penicilina, tais doenças estavam associadas a altos índices de mortalidade. Hoje, essa mortalidade é mínima.

Em muitos países, sobretudo na Europa, o processo de crescimento populacional positivo teve início ainda durante a Revolução Industrial, principalmente a partir do século XIX, graças ao processo de urbanização e à melhoria nas condições sanitárias. Em outros países, como o Brasil, isso só veio a ocorrer na segunda metade do século XX. Hoje em dia, muitos países subdesenvolvidos vivem essa fase e apresentam significativos ganhos populacionais.

Mas, com o tempo, a tendência é que esse crescimento desacelere. Em alguns países desenvolvidos, como a Itália e a Alemanha, isso já pode ser notado com certa facilidade. Neles, o número de mortes já é superior ao de nascimentos. Ou seja, a população está diminuindo. Isso ocorre porque, assim como a mortalidade, a natalidade também começa a se reduzir. Isso por conta do acesso facilitado a métodos anticoncepcionais e à educação. Outro fator é o custo para se criar os filhos. Como resultado, as famílias passam a ter cada vez menos filhos.

Muito provavelmente você pode notar essa mudança em sua própria família. Os seus pais possivelmente têm menos filhos do que seus avós tiveram. E seus avós, por sua vez, tiveram menos filhos que os seus bisavós. Faça o teste!




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