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Sequências cinematográficas


Publicada em: 28/11/2011

É muito bom assistir a um filme e sair satisfeito do cinema. Melhor ainda é quando ficamos sabendo que nossos filmes prediletos terão continuação. E, então, surge a pergunta: como os produtores de cinema adivinham nossos desejos?

A explicação para isso é simples. Alguns filmes fazem tanto sucesso que, após avaliarem as bilheterias, os produtores decidem repetir a receita, criando, assim, os filmes de série. Repetir a receita do sucesso implica não alterar a estrutura básica do filme. E qual é essa estrutura? 
Pensemos, em primeiro lugar, o que é necessário para contar uma história: alguém que a conte, um lugar onde ela aconteça, um fato ou acontecimento que altere a rotina dos personagens, o tempo em que a história se situará e os personagens. Como estamos nos referindo a histórias contadas pelo cinema, há, ainda, os elementos que dizem respeito à linguagem cinematográfica, como luz, música, fotografia, posicionamento da câmera etc. Agora, tomemos como exemplo o gênero terror e analisemos como são trabalhados alguns dos elementos citados acima dentro desse gênero.

Os personagens (em sua grande maioria, jovens bonitos e saudáveis, exceto o vilão), geralmente, são divididos em duas categorias: aqueles que representam o bem e aqueles que representam o mal. A trama da história consiste em um mistério. Assassinatos em série começam a acontecer, sendo o vilão um serial killer. O lugar onde a história se desenrola deve possibilitar sempre surpresas desagradáveis: deve ter muitas portas, salas trancadas e ser razoavelmente isolado. Enfim, um lugar que possa se tornar muito perigoso. O final é sempre feliz: o bem vence o mal, que é, de alguma forma, eliminado - até o próximo filme, é claro! O tempo em que a história se passa, geralmente, é a atualidade, e conseguimos perceber isso através do figurino, da linguagem usada pelos personagens, dos cenários etc. A música vai da mais descontraída até a mais mórbida, esta geralmente acompanhando as aparições do vilão.


Como gostamos muito do filme, assistimos também ao segundo, curiosos para saber como a história continuará. Matamos nossa curiosidade e ficamos um pouco decepcionados, pois o primeiro pode ter sido mais emocionante... No terceiro, vamos de novo, com a esperança de sentir as mesmas emoções do primeiro episódio. Mas, infelizmente, acontece, muitas vezes, de a estrutura da qual falamos continuar inalterável, e nós, então, ficamos enjoados. Quando os produtores percebem que isso acontece, eles lançam outros episódios, com títulos atraentes, como no caso de A Hora do Pesadelo, que, após o quinto episódio, surgem duas sequências que sugerem o grande fim do vilão (Pesadelo Final Um Novo Pesadelo). Com certeza, muita gente vai assistir ao filme para conferir essa emoção. Entretanto, depois de algum tempo, o vilão reaparece.

Mas, enfim, qual é o problema desse tipo de filme? Não somente dos filmes de terror, mas dos filmes em série, sejam eles comédias, aventura etc. O problema é que gastamos dinheiro e tempo comprando sempre o mesmo produto, com um rótulo diferente, é claro. E, muitas vezes, não temos a consciência disso. Em segundo lugar, acostumamo-nos tanto a esse tipo de cinema que, quando nos deparamos com algo mais inovador, não gostamos, pois, assim como os produtores, nós também ficamos dependentes dessas receitas cinematográficas. E, por fim, conhecemos muito pouco o cinema. Na verdade, conhecemos muito bem o cinema entretenimento, mas não o cinema questionador, reflexivo. É claro que, em algumas situações, queremos ver um filme somente para relaxar, mas não podemos nos esquecer que o cinema não serve só para isso, pois ele, como qualquer outra expressão artística, tem outros fins (estético, engajado). 

Ver só um tipo de filme é perceber o cinema sob um único ângulo, e isso pode se tornar uma postura acrítica. Variar, conhecer o cinema feito em outros países que não os E.U.A. (inclusive o brasileiro) pode nos proporcionar uma visão mais ampla da arte cinematográfica. E, consequentemente, podemos aprender que existem vários modos de se contar uma história e também várias histórias a serem contadas.

É muito bom assistir a um filme e sair satisfeito do cinema. Melhor ainda é quando ficamos sabendo que nossos filmes prediletos terão continuação. E, então, surge a pergunta: como os produtores de cinema adivinham nossos desejos?

A explicação para isso é simples. Alguns filmes fazem tanto sucesso que, após avaliarem as bilheterias, os produtores decidem repetir a receita, criando, assim, os filmes de série. Repetir a receita do sucesso implica não alterar a estrutura básica do filme. E qual é essa estrutura? 
Pensemos, em primeiro lugar, o que é necessário para contar uma história: alguém que a conte, um lugar onde ela aconteça, um fato ou acontecimento que altere a rotina dos personagens, o tempo em que a história se situará e os personagens. Como estamos nos referindo a histórias contadas pelo cinema, há, ainda, os elementos que dizem respeito à linguagem cinematográfica, como luz, música, fotografia, posicionamento da câmera etc. Agora, tomemos como exemplo o gênero terror e analisemos como são trabalhados alguns dos elementos citados acima dentro desse gênero.

Os personagens (em sua grande maioria, jovens bonitos e saudáveis, exceto o vilão), geralmente, são divididos em duas categorias: aqueles que representam o bem e aqueles que representam o mal. A trama da história consiste em um mistério. Assassinatos em série começam a acontecer, sendo o vilão um serial killer. O lugar onde a história se desenrola deve possibilitar sempre surpresas desagradáveis: deve ter muitas portas, salas trancadas e ser razoavelmente isolado. Enfim, um lugar que possa se tornar muito perigoso. O final é sempre feliz: o bem vence o mal, que é, de alguma forma, eliminado - até o próximo filme, é claro! O tempo em que a história se passa, geralmente, é a atualidade, e conseguimos perceber isso através do figurino, da linguagem usada pelos personagens, dos cenários etc. A música vai da mais descontraída até a mais mórbida, esta geralmente acompanhando as aparições do vilão.

Como gostamos muito do filme, assistimos também ao segundo, curiosos para saber como a história continuará. Matamos nossa curiosidade e ficamos um pouco decepcionados, pois o primeiro pode ter sido mais emocionante... No terceiro, vamos de novo, com a esperança de sentir as mesmas emoções do primeiro episódio. Mas, infelizmente, acontece, muitas vezes, de a estrutura da qual falamos continuar inalterável, e nós, então, ficamos enjoados. Quando os produtores percebem que isso acontece, eles lançam outros episódios, com títulos atraentes, como no caso de A Hora do Pesadelo, que, após o quinto episódio, surgem duas sequências que sugerem o grande fim do vilão (Pesadelo Final Um Novo Pesadelo). Com certeza, muita gente vai assistir ao filme para conferir essa emoção. Entretanto, depois de algum tempo, o vilão reaparece.

Mas, enfim, qual é o problema desse tipo de filme? Não somente dos filmes de terror, mas dos filmes em série, sejam eles comédias, aventura etc. O problema é que gastamos dinheiro e tempo comprando sempre o mesmo produto, com um rótulo diferente, é claro. E, muitas vezes, não temos a consciência disso. Em segundo lugar, acostumamo-nos tanto a esse tipo de cinema que, quando nos deparamos com algo mais inovador, não gostamos, pois, assim como os produtores, nós também ficamos dependentes dessas receitas cinematográficas. E, por fim, conhecemos muito pouco o cinema. Na verdade, conhecemos muito bem o cinema entretenimento, mas não o cinema questionador, reflexivo. É claro que, em algumas situações, queremos ver um filme somente para relaxar, mas não podemos nos esquecer que o cinema não serve só para isso, pois ele, como qualquer outra expressão artística, tem outros fins (estético, engajado). 

Ver só um tipo de filme é perceber o cinema sob um único ângulo, e isso pode se tornar uma postura acrítica. Variar, conhecer o cinema feito em outros países que não os E.U.A. (inclusive o brasileiro) pode nos proporcionar uma visão mais ampla da arte cinematográfica. E, consequentemente, podemos aprender que existem vários modos de se contar uma história e também várias histórias a serem contadas.




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