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A dinastia comunista hereditária da Coreia do Norte


Publicada em: 02/01/2012

No dia 17 de dezembro, faleceu o ditador norte-coreano Kim Jong-il, vítima de um problema cardíaco. Com 69 anos de idade, Kim Jong-il estava à frente do governo havia 17 anos, e era conhecido por liderar com mão de ferro um regime baseado no culto à personalidade.  Visto no Ocidente como um líder de perfil excêntrico e ridicularizado por seus hábitos de playboy, sua cabeleira estranha e seus sapatos de salto alto (que compensavam a baixa estatura), Kim Jong-il foi o primogênito de Kim Il-Sung (fundador da Coreia do Norte comunista), de quem herdou o governo do país. Com a morte de Kim Jong-il, o governo será passado ao seu filho Kim Jong-un, que tem quase 30 anos de idade e é general do exército, iniciando-se, assim, a terceira geração da dinastia a liderar o país. Nesta página, você entenderá como e quando teve início essa curiosa forma de transição de governo, a chamada “dinastia comunista hereditária”.


Até o final da primeira metade do século passado, não havia duas Coreias, a do Norte e a do Sul, como é hoje. As Coreias eram uma só, que era chamada simplesmente de Coreia. Entretanto, entre 1910 e 1945, o território da Coreia esteve ocupado pelo Império do Japão, e essa ocupação só se encerrou com o fim da Segunda Guerra Mundial, da qual o Império Japonês saíra derrotado. A partir de então, a Coreia foi divida na altura do paralelo 38 N, passando a ser administrada pela União Soviética ao norte, e pelos Estados Unidos ao sul. Surgiam, assim, as Coreias do Norte e do Sul, que permanecem divididas e em clima de enorme tensão até hoje.


Em agosto de 1945, com o fim da ocupação japonesa, o exército soviético estabeleceu uma Autoridade Civil Soviética para governar a Coreia do Norte até que fosse estabelecido um regime nacional aliado no país. Isso veio a ocorrer três anos depois, em 1948, quando Kim Il-Sung assumiu o cargo de primeiro ministro, tornando-se presidente em 1972, cargo que ocupou até sua morte, no ano de 1994. Desde então, o governo da Coreia do Norte esteve nas mãos de seu filho, Kim Jong-il, que, por sua vez, faleceu no último dia 17 de dezembro. De agora em diante, o novo “grande líder” do país será o filho de Kim Jong-il, Kim Jong-un. Com a transição da liderança, o mundo torce pelo começo de um novo capítulo na história da Coreia do Norte, especialmente se ele tiver um final feliz para a tensão que o país mantém com sua nação irmã, a Coreia do Sul, desde que a dinastia Kim ascendeu ao poder, há quase setenta anos.

No dia 17 de dezembro, faleceu o ditador norte-coreano Kim Jong-il, vítima de um problema cardíaco. Com 69 anos de idade, Kim Jong-il estava à frente do governo havia 17 anos, e era conhecido por liderar com mão de ferro um regime baseado no culto à personalidade.  Visto no Ocidente como um líder de perfil excêntrico e ridicularizado por seus hábitos de playboy, sua cabeleira estranha e seus sapatos de salto alto (que compensavam a baixa estatura), Kim Jong-il foi o primogênito de Kim Il-Sung (fundador da Coreia do Norte comunista), de quem herdou o governo do país. Com a morte de Kim Jong-il, o governo será passado ao seu filho Kim Jong-un, que tem quase 30 anos de idade e é general do exército, iniciando-se, assim, a terceira geração da dinastia a liderar o país. Nesta página, você entenderá como e quando teve início essa curiosa forma de transição de governo, a chamada “dinastia comunista hereditária”.


Até o final da primeira metade do século passado, não havia duas Coreias, a do Norte e a do Sul, como é hoje. As Coreias eram uma só, que era chamada simplesmente de Coreia. Entretanto, entre 1910 e 1945, o território da Coreia esteve ocupado pelo Império do Japão, e essa ocupação só se encerrou com o fim da Segunda Guerra Mundial, da qual o Império Japonês saíra derrotado. A partir de então, a Coreia foi divida na altura do paralelo 38 N, passando a ser administrada pela União Soviética ao norte, e pelos Estados Unidos ao sul. Surgiam, assim, as Coreias do Norte e do Sul, que permanecem divididas e em clima de enorme tensão até hoje.


Churchill, Roosevelt e Stalin na ConferĂŞncia de Yalta, que resultou na divisĂŁo da Coreia

Em agosto de 1945, com o fim da ocupação japonesa, o exército soviético estabeleceu uma Autoridade Civil Soviética para governar a Coreia do Norte até que fosse estabelecido um regime nacional aliado no país. Isso veio a ocorrer três anos depois, em 1948, quando Kim Il-Sung assumiu o cargo de primeiro ministro, tornando-se presidente em 1972, cargo que ocupou até sua morte, no ano de 1994. Desde então, o governo da Coreia do Norte esteve nas mãos de seu filho, Kim Jong-il, que, por sua vez, faleceu no último dia 17 de dezembro. De agora em diante, o novo “grande líder” do país será o filho de Kim Jong-il, Kim Jong-un. Com a transição da liderança, o mundo torce pelo começo de um novo capítulo na história da Coreia do Norte, especialmente se ele tiver um final feliz para a tensão que o país mantém com sua nação irmã, a Coreia do Sul, desde que a dinastia Kim ascendeu ao poder, há quase setenta anos.




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