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A energia que vem do mar


Publicada em: 09/01/2012

Ao acender uma lâmpada na sua casa, você consegue imaginar de quantas maneiras diferentes a energia utilizada pode ser gerada? Sabemos que no Brasil a geração se dá principalmente por Usinas Hidrelétricas, mas, com seu enorme território e recursos naturais, o país possui potencial para desenvolver outros tipos de geração, como, por exemplo, uma modalidade não muito comum: a energia maremotriz. 


Como são produzidas as marés?

A superfície de água do planeta não permanece fixa em um único nível, mas sobe e desce alternadamente. Essa flutuação ocorre normalmente duas vezes por dia, de modo que todo dia ocorrem duas marés altas (preamar) e duas marés baixas (baixa-mar).  A primeira teoria a tentar explicar o fenômeno das marés é a Teoria do Equilíbrio das Marés de Newton, que utiliza a atração gravitacional entre a Terra, a Lua e o Sol.


A Terra, por ser um corpo extenso, sofrerá e causará atração na Lua e no Sol de forma diferente para cada ponto que se considerar. As partes mais próximas vão sofrer uma aceleração gravitacional mais intensa; do lado oposto, com porções mais afastadas, ocorre o contrário.

 

A resultante entre essas duas forças é responsável pelas elevações e depressões da camada de água. O esquema ao lado apresenta a diferença nas marés conforme a atração gravitacional do sistema Terra-Lua-Sol.


Como utilizar essa energia?

Para a utilização das marés como energia é necessário ter áreas costeiras onde ocorrem grandes amplitudes de maré (pelo menos 5 m) ou canais estreitos com correntes de maré velozes. No Brasil essa modalidade não é muito explorada devido à ausência de marés com amplitudes elevadas ou canais.

Em regiões adequadas são construídas barragens semelhantes a de usinas hidrelétricas. A barragem bloqueia e controla o movimento das marés e, com isso, o aproveitamento energético é feito nos dois sentidos: na maré alta com o reservatório sendo preenchido e na maré baixa, quando o mesmo é esvaziado.


A maior usina do mundo nesta modalidade fica na França. A La Rance, localizada no estuário do rio francês de mesmo nome, opera desde 1996 com uma capacidade instalada de 240 MW, distribuídas por 24 turbinas, com potência de 10MW cada uma.

A energia maremotriz, assim como toda modalidade de geração de energia, tem seus prós e contras:

VANTAGENS: Baixo custo ambiental ao planeta, sustentabilidade do consumo de energia,  fonte de energia renovável e método limpo de geração de eletricidade.

DESVANTAGENS: São necessárias marés e correntes fortes, o fornecimento não é contínuo, baixa eficiência (por volta de 20%),  o preço da tecnologia para exploração comercial é alto atualmente e a topografia do litoral, em uma parte do Brasil, não favorece a construção econômica de reservatórios.


Ao acender uma lâmpada na sua casa, você consegue imaginar de quantas maneiras diferentes a energia utilizada pode ser gerada? Sabemos que no Brasil a geração se dá principalmente por Usinas Hidrelétricas, mas, com seu enorme território e recursos naturais, o país possui potencial para desenvolver outros tipos de geração, como, por exemplo, uma modalidade não muito comum: a energia maremotriz. 


Como são produzidas as marés?

A superfície de água do planeta não permanece fixa em um único nível, mas sobe e desce alternadamente. Essa flutuação ocorre normalmente duas vezes por dia, de modo que todo dia ocorrem duas marés altas (preamar) e duas marés baixas (baixa-mar).  A primeira teoria a tentar explicar o fenômeno das marés é a Teoria do Equilíbrio das Marés de Newton, que utiliza a atração gravitacional entre a Terra, a Lua e o Sol.


O desenvolvimento das marés (imagem retirada de: http: //www.aprh.pt/rgci/glossario/mare. html)

A Terra, por ser um corpo extenso, sofrerá e causará atração na Lua e no Sol de forma diferente para cada ponto que se considerar. As partes mais próximas vão sofrer uma aceleração gravitacional mais intensa; do lado oposto, com porções mais afastadas, ocorre o contrário.

 

A resultante entre essas duas forças é responsável pelas elevações e depressões da camada de água. O esquema ao lado apresenta a diferença nas marés conforme a atração gravitacional do sistema Terra-Lua-Sol.


Como utilizar essa energia?

Para a utilização das marés como energia é necessário ter áreas costeiras onde ocorrem grandes amplitudes de maré (pelo menos 5 m) ou canais estreitos com correntes de maré velozes. No Brasil essa modalidade não é muito explorada devido à ausência de marés com amplitudes elevadas ou canais.

Em regiões adequadas são construídas barragens semelhantes a de usinas hidrelétricas. A barragem bloqueia e controla o movimento das marés e, com isso, o aproveitamento energético é feito nos dois sentidos: na maré alta com o reservatório sendo preenchido e na maré baixa, quando o mesmo é esvaziado.


A maior usina do mundo nesta modalidade fica na França. A La Rance, localizada no estuário do rio francês de mesmo nome, opera desde 1996 com uma capacidade instalada de 240 MW, distribuídas por 24 turbinas, com potência de 10MW cada uma.

A energia maremotriz, assim como toda modalidade de geração de energia, tem seus prós e contras:

VANTAGENS: Baixo custo ambiental ao planeta, sustentabilidade do consumo de energia,  fonte de energia renovável e método limpo de geração de eletricidade.

DESVANTAGENS: São necessárias marés e correntes fortes, o fornecimento não é contínuo, baixa eficiência (por volta de 20%),  o preço da tecnologia para exploração comercial é alto atualmente e a topografia do litoral, em uma parte do Brasil, não favorece a construção econômica de reservatórios.





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