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Galileu e as luas de JĂșpiter


Publicada em: 12/03/2012

Durante a primeira semana de março, a Agência Espacial Americana (Nasa) divulgou em sua homepage uma foto de Júpiter captada por um astrônomo amador, Damian Peach. A imagem, clicada em 12 de setembro de 2012, mostra o planeta em detalhes, num ângulo aberto que permite observar duas de suas luas, Io (à esquerda) e Ganímedes (em cima). O trabalho de amadores como Peach será usado na missão da sonda Juno, que partiu da Terra em agosto de 2011 e deverá chegar ao maior planeta do sistema solar somente em 2016. A história da astronomia está repleta de personagens reais, muitos deles amadores ou anônimos, que, assim como Damian Peach, têm contribuído com variados graus para o conhecimento de Júpiter. Entre esses personagens, ocupa posição de destaque o italiano Galileu Galilei, que, há pouco mais de 400 anos, em 7 de janeiro de 1610, descobriu as quatro maiores luas de Júpiter.


Tendo vivido entre 1564 e 1642, Galileu foi um pensador ilustre em diversas áreas do saber, incluindo física, matemática, filosofia e, é claro, astronomia. No ano de 1609, lançando mão dessa ampla gama de conhecimentos, o pensador começou a montar um telescópio caseiro, inclusive criando suas próprias lentes. Embora costume-se dizer que o fabricante de óculos flamengo Hans Lippershey tenha sido o primeiro inventor do telescópio, sua engenhoca tinha fins estritamente bélicos, não sendo utilizados para a observação do céu. Ainda assim, não tardou para que a invenção de Lippershey chegasse aos ouvidos de Galileu, que, ao criar sua versão caseira do telescópio, provavelmente foi a primeira pessoa a apontá-lo para o céu com uma curiosidade científica. Ao mirar a Lua, o pensador italiano percebeu que sua superfície era áspera e desigual, com uma superfície parecida com a da Terra, e não com a da esfera lisa e perfeita descrita por filósofos anteriores, como Aristóteles e Ptolomeu, que, até então, eram algumas das maiores referências para o campo da astronomia.


Entre 7 e 13 de janeiro de 1610, Galileu mirou seu telescópio para Júpiter. Foi então que percebeu a presença de quatro corpos móveis orbitando o planeta. Em março daquele mesmo ano, o pensador publicou sua surpreendente descoberta, que subvertia o modelo aristotélico de explicação dos movimentos celestes. Segundo esse modelo, chamado “geocêntrico” e que era muito defendido pela Igreja da época, tudo orbitava ordenadamente ao redor da Terra, inclusive o Sol. As luas identificadas por Galileu foram os primeiros objetos descobertos pela humanidade em órbita de outro corpo celeste que não fosse a Terra ou o Sol. Desde então, sobretudo durante o século XX, várias luas menores foram localizadas na órbita de Júpiter. Vários destes satélites foram descobertos muito recentemente, ainda no início do século XXI. Em de maio de 2003, por exemplo, o pesquisador Scott Sheppard publicou no periódico científico Nature a descoberta de 23 satélites em torno do planeta, aumentando para 61 o incrível número de luas jupterianas. Hoje, esse número já chegou a 63. E tudo começou com os quatro de Galileu!

A imagem de JĂșpiter capturada por um astrĂŽnomo amador

Durante a primeira semana de março, a Agência Espacial Americana (Nasa) divulgou em sua homepage uma foto de Júpiter captada por um astrônomo amador, Damian Peach. A imagem, clicada em 12 de setembro de 2012, mostra o planeta em detalhes, num ângulo aberto que permite observar duas de suas luas, Io (à esquerda) e Ganímedes (em cima). O trabalho de amadores como Peach será usado na missão da sonda Juno, que partiu da Terra em agosto de 2011 e deverá chegar ao maior planeta do sistema solar somente em 2016. A história da astronomia está repleta de personagens reais, muitos deles amadores ou anônimos, que, assim como Damian Peach, têm contribuído com variados graus para o conhecimento de Júpiter. Entre esses personagens, ocupa posição de destaque o italiano Galileu Galilei, que, há pouco mais de 400 anos, em 7 de janeiro de 1610, descobriu as quatro maiores luas de Júpiter.


Tendo vivido entre 1564 e 1642, Galileu foi um pensador ilustre em diversas áreas do saber, incluindo física, matemática, filosofia e, é claro, astronomia. No ano de 1609, lançando mão dessa ampla gama de conhecimentos, o pensador começou a montar um telescópio caseiro, inclusive criando suas próprias lentes. Embora costume-se dizer que o fabricante de óculos flamengo Hans Lippershey tenha sido o primeiro inventor do telescópio, sua engenhoca tinha fins estritamente bélicos, não sendo utilizados para a observação do céu. Ainda assim, não tardou para que a invenção de Lippershey chegasse aos ouvidos de Galileu, que, ao criar sua versão caseira do telescópio, provavelmente foi a primeira pessoa a apontá-lo para o céu com uma curiosidade científica. Ao mirar a Lua, o pensador italiano percebeu que sua superfície era áspera e desigual, com uma superfície parecida com a da Terra, e não com a da esfera lisa e perfeita descrita por filósofos anteriores, como Aristóteles e Ptolomeu, que, até então, eram algumas das maiores referências para o campo da astronomia.


O modelo geocĂȘntrico defendia que a Terra ocupava o centro do universo, e era orbitada por todos os demais corpos celestes

Entre 7 e 13 de janeiro de 1610, Galileu mirou seu telescópio para Júpiter. Foi então que percebeu a presença de quatro corpos móveis orbitando o planeta. Em março daquele mesmo ano, o pensador publicou sua surpreendente descoberta, que subvertia o modelo aristotélico de explicação dos movimentos celestes. Segundo esse modelo, chamado “geocêntrico” e que era muito defendido pela Igreja da época, tudo orbitava ordenadamente ao redor da Terra, inclusive o Sol. As luas identificadas por Galileu foram os primeiros objetos descobertos pela humanidade em órbita de outro corpo celeste que não fosse a Terra ou o Sol. Desde então, sobretudo durante o século XX, várias luas menores foram localizadas na órbita de Júpiter. Vários destes satélites foram descobertos muito recentemente, ainda no início do século XXI. Em de maio de 2003, por exemplo, o pesquisador Scott Sheppard publicou no periódico científico Nature a descoberta de 23 satélites em torno do planeta, aumentando para 61 o incrível número de luas jupterianas. Hoje, esse número já chegou a 63. E tudo começou com os quatro de Galileu!




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