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Escreve de um jeito e fala de outro


Publicada em: 09/04/2012

Observe as palavras na imagem ao lado. Percebeu como, na língua falada, tais palavras (e muitas outras) não são pronunciadas exatamente do modo como as escrevemos? Por que será que isso ocorre? Mais curioso ainda: por que será que isso não ocorre com todas as palavras em "ei", casos como jeito, leigo, beiço?

Se você é um bom observador, vai reparar também que as palavras que sofrem modificações na fala possuem o ditongo "ei" sempre precedido de um j, x ou de um r.

O que isso significa? Significa que o "ei", como afirma Bagno, nestes casos, sofreu uma monotongação, ou seja, o som de "ei" foi reduzido para um único som. A letra "i" dessas palavras é, na verdade, uma semivogal. As semivogais são duas em português: /y/, geralmente grafada com a letra "i" e /w/, geralmente grafada com a letra "u". Assim é que não há correspondência entre escrita e fala, já que usamos letras iguais para grafar sons diferentes, pois o I de saída e de beijo não equivalem ao mesmo som: temos uma vogal em saída e uma semivogal em beijo.


Mas por que motivo os casos de monotongação ocorrem antes de x, r ou j? A semivogal /y/, do ditongo "ei", pertence à família de sons que são produzidos no céu da boca (palato), assim como as consoantes que são grafadas com as letras j e x. Ou seja, quando as falamos, tocamos o palato, chamado popularmente de céu da boca, com a língua. Se ambos os sons pertencem à mesma família, a tendência da língua é torná-los, por assimilação, um único som, como no caso do OU. Então, o que ocorreu foi que o IJ ou IX transformaram-se em J e X. Veja bem, não é que "ei" se transformou em "e", como costumam dizer os livros.

Com os sons de "ei" precedido por "r", ocorreu a mesma coisa que nos casos acima - "ir" foi transformado em "r" apenas, pois mesmo não sendo o "r" um som palatal (produzido no palato), ele também ocorre na região da boca que fica entre os alvéolos e o dente, então "i" e "r" possuem pontos comuns de articulação e isso faz com que eles sofram assimilação e se tornem um. Agora você poderá entender melhor que nosso sistema de escrita não é fiel aos sons da fala, portanto, não conseguiremos falar tudo o que escrevemos e nem escrever tudo o que falamos.

As palavras "queijo" e "peixe" muitas vezes perdem o "i" quando pronunciadas

Observe as palavras na imagem ao lado. Percebeu como, na língua falada, tais palavras (e muitas outras) não são pronunciadas exatamente do modo como as escrevemos? Por que será que isso ocorre? Mais curioso ainda: por que será que isso não ocorre com todas as palavras em "ei", casos como jeito, leigo, beiço?

Se você é um bom observador, vai reparar também que as palavras que sofrem modificações na fala possuem o ditongo "ei" sempre precedido de um j, x ou de um r.

O que isso significa? Significa que o "ei", como afirma Bagno, nestes casos, sofreu uma monotongação, ou seja, o som de "ei" foi reduzido para um único som. A letra "i" dessas palavras é, na verdade, uma semivogal. As semivogais são duas em português: /y/, geralmente grafada com a letra "i" e /w/, geralmente grafada com a letra "u". Assim é que não há correspondência entre escrita e fala, já que usamos letras iguais para grafar sons diferentes, pois o I de saída e de beijo não equivalem ao mesmo som: temos uma vogal em saída e uma semivogal em beijo.


Na nossa boca, os sons são produzidos em diversos lugares diferentes

Mas por que motivo os casos de monotongação ocorrem antes de x, r ou j? A semivogal /y/, do ditongo "ei", pertence à família de sons que são produzidos no céu da boca (palato), assim como as consoantes que são grafadas com as letras j e x. Ou seja, quando as falamos, tocamos o palato, chamado popularmente de céu da boca, com a língua. Se ambos os sons pertencem à mesma família, a tendência da língua é torná-los, por assimilação, um único som, como no caso do OU. Então, o que ocorreu foi que o IJ ou IX transformaram-se em J e X. Veja bem, não é que "ei" se transformou em "e", como costumam dizer os livros.

Com os sons de "ei" precedido por "r", ocorreu a mesma coisa que nos casos acima - "ir" foi transformado em "r" apenas, pois mesmo não sendo o "r" um som palatal (produzido no palato), ele também ocorre na região da boca que fica entre os alvéolos e o dente, então "i" e "r" possuem pontos comuns de articulação e isso faz com que eles sofram assimilação e se tornem um. Agora você poderá entender melhor que nosso sistema de escrita não é fiel aos sons da fala, portanto, não conseguiremos falar tudo o que escrevemos e nem escrever tudo o que falamos.




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