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À venda: o dia em que os holandeses compraram Manhattan


Publicada em: 14/05/2012

Manhattan é o mais antigo e densamente povoado dos cinco centros administrativos que compõem a cidade de Nova Iorque. Atualmente, o condado possui uma área de 87 km², uma população de um milhão e meio de habitantes e uma densidade populacional de quase 27 mil habitantes por km². Na ilha de Manhattan ficam dois dos três centros financeiros de Nova Iorque e alguns dos mais importantes do mundo todo. O condado também abriga pontos turísticos famosos, como a Times Square, o Central Park, o Museu de História Natural, o Empire State Building, a Wall Street, a Broadway e a Ponte do Brooklyn, sem contar o Complexo World Trade Center, destruído nos ataques terroristas de 2001 e atualmente em reconstrução. Não há dinheiro no mundo que compre tudo isso. Porém, há quatrocentos anos, a ilha valia uma pechincha inacreditável.

 

Vinte e quatro dólares. Nem mais, nem menos. Foi esse o valor supostamente pago pelo holandês Peter Minuit para os caciques da tribo delaware pela ilha de Manhattan. A primeira exploração do território que hoje corresponde ao estado de Nova York ocorreu no ano de 1609, pelo navegador inglês Henry Hudson, que navegava a serviço dos colonizadores holandeses. Em 1624, eles fundaram a Nova Amsterdã, que abrangia um povoado agrícola na ilha de Manhattan, então ocupada pelos índios delaware. Nesta época, diz a lenda que Peter Minuit teria comprado a ilha dos locais pelos famigerados vinte e quatro dólares. Mas os historiadores desmentem esse fato, supondo que, na verdade, a compra deve ter envolvido objetos como tecidos, chaleiras e machados, dentre outros utensílios.


Apesar da pechincha, a ilha não permaneceu sob o controle holandês por muito tempo. Pouco mais de quarenta anos depois de sua compra, a ilha foi cedida aos ingleses pelo chamado “Tratado de Breda”, quando terminou a Segunda Guerra Anglo-Holandesa, travada entre a Inglaterra e a República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos. Sob domínio inglês, a cidade foi renomeada em homenagem ao duque de York Jacques II da Inglaterra, passando a se chamar, a partir de então, Cidade de Nova Iorque. Em 1673, no entanto, durante a Terceira Guerra Anglo-Holandesa, a cidade voltou a ser governada pelos holandeses, que rebatizaram-na de Nouvelle-Orange (Nova Laranja). Onze anos mais tarde, durante as negociações de paz, um novo acordo devolveu a ilha de Manhattan e a cidade de Nova Iorque à coroa inglesa, que a manteve sob seu domínio até 1783, ano da independência dos Estados Unidos.

A Times Square é um dos pontos turísticos mais famosos de Manhattan

Manhattan é o mais antigo e densamente povoado dos cinco centros administrativos que compõem a cidade de Nova Iorque. Atualmente, o condado possui uma área de 87 km², uma população de um milhão e meio de habitantes e uma densidade populacional de quase 27 mil habitantes por km². Na ilha de Manhattan ficam dois dos três centros financeiros de Nova Iorque e alguns dos mais importantes do mundo todo. O condado também abriga pontos turísticos famosos, como a Times Square, o Central Park, o Museu de História Natural, o Empire State Building, a Wall Street, a Broadway e a Ponte do Brooklyn, sem contar o Complexo World Trade Center, destruído nos ataques terroristas de 2001 e atualmente em reconstrução. Não há dinheiro no mundo que compre tudo isso. Porém, há quatrocentos anos, a ilha valia uma pechincha inacreditável.

 

Vinte e quatro dólares. Nem mais, nem menos. Foi esse o valor supostamente pago pelo holandês Peter Minuit para os caciques da tribo delaware pela ilha de Manhattan. A primeira exploração do território que hoje corresponde ao estado de Nova York ocorreu no ano de 1609, pelo navegador inglês Henry Hudson, que navegava a serviço dos colonizadores holandeses. Em 1624, eles fundaram a Nova Amsterdã, que abrangia um povoado agrícola na ilha de Manhattan, então ocupada pelos índios delaware. Nesta época, diz a lenda que Peter Minuit teria comprado a ilha dos locais pelos famigerados vinte e quatro dólares. Mas os historiadores desmentem esse fato, supondo que, na verdade, a compra deve ter envolvido objetos como tecidos, chaleiras e machados, dentre outros utensílios.


Pintura que retrata a compra da ilha de Manhattan por Peter Minuit, supostamente pela bagatela de vinte e quatro dólares

Apesar da pechincha, a ilha não permaneceu sob o controle holandês por muito tempo. Pouco mais de quarenta anos depois de sua compra, a ilha foi cedida aos ingleses pelo chamado “Tratado de Breda”, quando terminou a Segunda Guerra Anglo-Holandesa, travada entre a Inglaterra e a República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos. Sob domínio inglês, a cidade foi renomeada em homenagem ao duque de York Jacques II da Inglaterra, passando a se chamar, a partir de então, Cidade de Nova Iorque. Em 1673, no entanto, durante a Terceira Guerra Anglo-Holandesa, a cidade voltou a ser governada pelos holandeses, que rebatizaram-na de Nouvelle-Orange (Nova Laranja). Onze anos mais tarde, durante as negociações de paz, um novo acordo devolveu a ilha de Manhattan e a cidade de Nova Iorque à coroa inglesa, que a manteve sob seu domínio até 1783, ano da independência dos Estados Unidos.




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