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Sistema nervoso: mecanismos de reação aos estímulos ameaçadores


Publicada em: 21/05/2012

Sempre que estamos em situação de risco, medo ou estresse, nosso sistema nervoso ativa um mecanismo muito conhecido dos médicos e fisiologistas: a chamada reação de luta e fuga.

 

Na presença de estímulos ameaçadores, sendo eles reais ou mesmo imaginários, há ativação do sistema nervoso autônomo, mais precisamente o sistema nervoso simpático, responsável pela liberação de substâncias importantes para que o organismo possa escolher entre a luta ou a fuga do estímulo ameaçador. Essa resposta de estresse, aparentemente ruim e temida pelas pessoas, é responsável pela manutenção da vida e é extremamente essencial ao nosso organismo.


Graças ao medo, ao estado de atenção, evitamos várias situações que colocariam nossa vida em risco. Todas essas reações já vêm programadas como herança genética de nossos ancestrais.

 

Todo estímulo ameaçador é captado por uma área de nosso cérebro responsável pelas respostas emocionais. Essa área do cérebro é responsável por ativar todos os mecanismos de luta e fuga, desencadeados pelo sistema nervoso autônomo.

 

As principais reações de nosso corpo observadas nesse momento são:

 

  • aumento da secreção de adrenalina pela medula das glândulas adrenais;
  • aumento da atividade cerebral e do metabolismo basal;
  • aumento da concentração de glicose no sangue, aumentando assim a energia disponível para todas as células do corpo;
  • aumento da atividade do músculo miocárdio (atividade cardíaca), vasodilatação das coronárias e vasoconstrição dos vasos sanguíneos periféricos, aumentando dessa forma a circulação e a pressão sanguínea, reduzindo em contrapartida as chances de hemorragias nas regiões mais periféricas, que podem ser afetadas pelo estímulo ameaçador;
  • aumento do aporte de energia para os músculos esqueléticos, necessários para correr ou enfrentar o perigo;
  • aumento da atividade das glândulas sudoríparas, causando maior transpiração, necessária uma vez que o suor deixa o corpo mais escorregadio, dificultando que ele seja agarrado por uma presa, por exemplo;
  • redução da atividade peristáltica no intestino grosso, aumentando dessa forma a captação de nutrientes que antes seriam excretados e que agora serão essenciais para o fornecimento de energia;
  • dilatação dos brônquios, aumentando a captação de oxigênio e melhorando a capacidade respiratória, essencial para a situação de luta e fuga;
  • dilatação da pupila, aumentando a captação de luz, para que o organismo possa enxergar melhor;
  • inibição dos músculos da bexiga urinária e excitação do esfíncter urinário, evitando assim a necessidade de micção. Da mesma forma, há diminuição da formação de urina pelos rins.

Essas são apenas algumas das modificações fisiológicas que ocorrem no organismo em resposta ao estresse e que permitiram até hoje a sobrevivência do homem mesmo nos ambientes mais ameaçadores.

 

Após a identificação do término da situação de perigo, o cérebro responde ativando então o sistema nervoso parassimpático, responsável pelo restabelecimento da homeostase corpórea. O sistema parassimpático atua de forma antagônica ao sistema nervoso simpático, ou seja, ele atua inibindo tudo que foi estimulado pelo simpático e estimulando tudo que foi inibido.

 

Mas porque será que algumas pessoas adoram sentir medo, “frio na barriga”? Para saber a resposta, clique aqui.

Presença de estímulo ameaçador

Sempre que estamos em situação de risco, medo ou estresse, nosso sistema nervoso ativa um mecanismo muito conhecido dos médicos e fisiologistas: a chamada reação de luta e fuga.

 

Na presença de estímulos ameaçadores, sendo eles reais ou mesmo imaginários, há ativação do sistema nervoso autônomo, mais precisamente o sistema nervoso simpático, responsável pela liberação de substâncias importantes para que o organismo possa escolher entre a luta ou a fuga do estímulo ameaçador. Essa resposta de estresse, aparentemente ruim e temida pelas pessoas, é responsável pela manutenção da vida e é extremamente essencial ao nosso organismo.


Graças ao medo, ao estado de atenção, evitamos várias situações que colocariam nossa vida em risco. Todas essas reações já vêm programadas como herança genética de nossos ancestrais.

 

Todo estímulo ameaçador é captado por uma área de nosso cérebro responsável pelas respostas emocionais. Essa área do cérebro é responsável por ativar todos os mecanismos de luta e fuga, desencadeados pelo sistema nervoso autônomo.

 

As principais reações de nosso corpo observadas nesse momento são:

 

  • aumento da secreção de adrenalina pela medula das glândulas adrenais;
  • aumento da atividade cerebral e do metabolismo basal;
  • aumento da concentração de glicose no sangue, aumentando assim a energia disponível para todas as células do corpo;
  • aumento da atividade do músculo miocárdio (atividade cardíaca), vasodilatação das coronárias e vasoconstrição dos vasos sanguíneos periféricos, aumentando dessa forma a circulação e a pressão sanguínea, reduzindo em contrapartida as chances de hemorragias nas regiões mais periféricas, que podem ser afetadas pelo estímulo ameaçador;
  • aumento do aporte de energia para os músculos esqueléticos, necessários para correr ou enfrentar o perigo;
  • aumento da atividade das glândulas sudoríparas, causando maior transpiração, necessária uma vez que o suor deixa o corpo mais escorregadio, dificultando que ele seja agarrado por uma presa, por exemplo;
  • redução da atividade peristáltica no intestino grosso, aumentando dessa forma a captação de nutrientes que antes seriam excretados e que agora serão essenciais para o fornecimento de energia;
  • dilatação dos brônquios, aumentando a captação de oxigênio e melhorando a capacidade respiratória, essencial para a situação de luta e fuga;
  • dilatação da pupila, aumentando a captação de luz, para que o organismo possa enxergar melhor;
  • inibição dos músculos da bexiga urinária e excitação do esfíncter urinário, evitando assim a necessidade de micção. Da mesma forma, há diminuição da formação de urina pelos rins.

Essas são apenas algumas das modificações fisiológicas que ocorrem no organismo em resposta ao estresse e que permitiram até hoje a sobrevivência do homem mesmo nos ambientes mais ameaçadores.

 

Após a identificação do término da situação de perigo, o cérebro responde ativando então o sistema nervoso parassimpático, responsável pelo restabelecimento da homeostase corpórea. O sistema parassimpático atua de forma antagônica ao sistema nervoso simpático, ou seja, ele atua inibindo tudo que foi estimulado pelo simpático e estimulando tudo que foi inibido.

 

Mas porque será que algumas pessoas adoram sentir medo, “frio na barriga”? Para saber a resposta, clique aqui.