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Cientista comprova a travessia do Mar Vermelho pelos hebreus


Publicada em: 11/06/2012

Muito do que se sabe a respeito das origens dos hebreus na Antiguidade (que somente muito mais tarde viriam a ser chamados de “judeus”) foi tirado de seu livro sagrado, o Antigo Testamento, também conhecido por “Escrituras Hebraicas”. Trata-se de um conjunto de livros considerados sagrados não apenas pelos hebreus, mas também pelos cristãos e islâmicos. Juntos, esses livros pretendem sintetizar a história do povo hebreu desde o suposto chamamento de Abraão por Deus, mais ou menos em 1850 a.C., até a conquista da Palestina pelos exércitos de Alexandre, o Grande, e as revoltas contra o domínio macedônio, por volta do ano 300 a.C.. De acordo com pesquisas, as Escrituras Hebraicas começaram a ser redigidas por volta do século X a.C., a partir de um grande conjunto de tradições orais existentes na época.

 

Embora esses registros sejam uma importante (e, talvez, a principal) fonte histórica sobre os primórdios do povo hebreu, nem sempre é possível interpretá-los literalmente. Ou seja, nem sempre o que está escrito no Antigo Testamento pode ser interpretado, do ponto de vista histórico, ao pé da letra, como se os fatos narrados tivessem realmente ocorrido do modo como constam nas escrituras. Historiadores consideram que o Antigo Testamento, assim como outros livros sagrados, reúna personagens e fatos que realmente existiram e ocorreram com outros personagens, e fatos fantásticos e sobrenaturais. Obviamente, isso não quer dizer que tais escrituras não tenham valor. Muito pelo contrário. Significa apenas que, enquanto fontes históricas, é preciso analisá-las com cautela, já que o livro destina-se muito mais a uma apreciação pelos olhos da fé do que pelos acadêmicos. Nesse sentido, seu principal objetivo consiste em oferecer um guia de conduta moral e religiosa para os hebreus e seus descendentes atuais, os judeus.

 

Um dos grandes pontos de discórdia entre religiosos e pesquisadores diz respeito à travessia do Mar Vermelho pelos hebreus durante a fuga do Egito, supostamente ocorrida no século XII a.C.. De acordo com o livro sagrado de Êxodo, Deus teria aberto as águas do Mar Vermelho e possibilitado a milagrosa passagem do povo de Moisés para a outra margem. Em seu encalço, vinham as tropas egípcias lideradas pelo faraó, que também começaram a avançar pelo canal aberto entre as águas. No entanto, depois de os hebreus terem completado a travessia, Deus teria atolado as rodas das carruagens dos egípcios, que, em pânico, se afogaram quando as águas voltaram ao seu nível normal.


Até pouco tempo atrás, essa narrativa fantástica era apreciada apenas como objeto de fé ou como construção literária. Porém, o professor de hebraico antigo e arqueólogo Michael Rood pretende ter mudado essa situação. O pesquisador relata ter feito gravações de imagens subaquáticas no possível local da travessia, que revelam formações de corais semelhantes às rodas das carruagens egípcias contemporâneas à fuga dos hebreus. O professor estima que, do exército que perseguia os hebreus, cerca de 20 mil carruagens tenham sido destruídas com o retorno das águas ao nível normal. Com a ajuda da tecnologia, Rood teria verificado que as rodas encontradas no fundo do mar vermelho seriam idênticas aos desenhos identificados em tumbas egípcias do mesmo período, ambas com quatro pontos de sustentação.

Amplamente divulgada em portais de notícias religiosos, a possível descoberta do professor Michael Rood ainda não foi capaz de atrair atenção da grande mídia, sinal de que os resultados encontrados pelo pesquisador só conseguiram convencer aqueles que, antes mesmo do mergulho das modernas câmeras subaquáticas nas lendárias águas do Mar Vermelho, já estavam convencidos.

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A travessia do Mar Vermelho, por Nicholas Poussin

Muito do que se sabe a respeito das origens dos hebreus na Antiguidade (que somente muito mais tarde viriam a ser chamados de “judeus”) foi tirado de seu livro sagrado, o Antigo Testamento, também conhecido por “Escrituras Hebraicas”. Trata-se de um conjunto de livros considerados sagrados não apenas pelos hebreus, mas também pelos cristãos e islâmicos. Juntos, esses livros pretendem sintetizar a história do povo hebreu desde o suposto chamamento de Abraão por Deus, mais ou menos em 1850 a.C., até a conquista da Palestina pelos exércitos de Alexandre, o Grande, e as revoltas contra o domínio macedônio, por volta do ano 300 a.C.. De acordo com pesquisas, as Escrituras Hebraicas começaram a ser redigidas por volta do século X a.C., a partir de um grande conjunto de tradições orais existentes na época.

 

Embora esses registros sejam uma importante (e, talvez, a principal) fonte histórica sobre os primórdios do povo hebreu, nem sempre é possível interpretá-los literalmente. Ou seja, nem sempre o que está escrito no Antigo Testamento pode ser interpretado, do ponto de vista histórico, ao pé da letra, como se os fatos narrados tivessem realmente ocorrido do modo como constam nas escrituras. Historiadores consideram que o Antigo Testamento, assim como outros livros sagrados, reúna personagens e fatos que realmente existiram e ocorreram com outros personagens, e fatos fantásticos e sobrenaturais. Obviamente, isso não quer dizer que tais escrituras não tenham valor. Muito pelo contrário. Significa apenas que, enquanto fontes históricas, é preciso analisá-las com cautela, já que o livro destina-se muito mais a uma apreciação pelos olhos da fé do que pelos acadêmicos. Nesse sentido, seu principal objetivo consiste em oferecer um guia de conduta moral e religiosa para os hebreus e seus descendentes atuais, os judeus.

 

Um dos grandes pontos de discórdia entre religiosos e pesquisadores diz respeito à travessia do Mar Vermelho pelos hebreus durante a fuga do Egito, supostamente ocorrida no século XII a.C.. De acordo com o livro sagrado de Êxodo, Deus teria aberto as águas do Mar Vermelho e possibilitado a milagrosa passagem do povo de Moisés para a outra margem. Em seu encalço, vinham as tropas egípcias lideradas pelo faraó, que também começaram a avançar pelo canal aberto entre as águas. No entanto, depois de os hebreus terem completado a travessia, Deus teria atolado as rodas das carruagens dos egípcios, que, em pânico, se afogaram quando as águas voltaram ao seu nível normal.


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Rood teria verificado que as rodas encontradas no fundo do mar vermelho seriam idênticas aos desenhos identificados em tumbas egípcias do mesmo período, ambas com quatro pontos de sustentação

Até pouco tempo atrás, essa narrativa fantástica era apreciada apenas como objeto de fé ou como construção literária. Porém, o professor de hebraico antigo e arqueólogo Michael Rood pretende ter mudado essa situação. O pesquisador relata ter feito gravações de imagens subaquáticas no possível local da travessia, que revelam formações de corais semelhantes às rodas das carruagens egípcias contemporâneas à fuga dos hebreus. O professor estima que, do exército que perseguia os hebreus, cerca de 20 mil carruagens tenham sido destruídas com o retorno das águas ao nível normal. Com a ajuda da tecnologia, Rood teria verificado que as rodas encontradas no fundo do mar vermelho seriam idênticas aos desenhos identificados em tumbas egípcias do mesmo período, ambas com quatro pontos de sustentação.

Amplamente divulgada em portais de notícias religiosos, a possível descoberta do professor Michael Rood ainda não foi capaz de atrair atenção da grande mídia, sinal de que os resultados encontrados pelo pesquisador só conseguiram convencer aqueles que, antes mesmo do mergulho das modernas câmeras subaquáticas nas lendárias águas do Mar Vermelho, já estavam convencidos.