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O Juramento Hipocrático


Publicada em: 25/06/2012

Toda evolução conquistada pelas ciências da saúde ao longo das últimas décadas não afastou algumas de suas tradições mais antigas. Anualmente, milhares de formandos de cursos de graduação em medicina declaram o famoso Juramento de Hipócrates em suas cerimônias de colação de grau. O juramento é um dos momentos mais emocionantes de toda a cerimônia. O que pouca gente sabe é que as comoventes palavras proferidas pelos formandos nessa ocasião remetem  a mais de 2500 anos, constituindo parte do imenso legado cultural da Grécia Antiga para a posteridade.

 

A civilização grega era diferente das demais. Era muito mais criativa. E a condição essencial para que essa criatividade aflorasse foi a valorização da racionalidade. Os gregos deram grande importância para a investigação consciente do mundo em que viviam, permitindo-se, ainda, debater entre si tudo que consideravam correto ou incorreto, belo ou feio, verdadeiro ou falso. O uso sistemático da razão para a investigação da realidade foi inventado pelos gregos, propiciando a eclosão daquilo que a posteridade batizou de “milagre grego”, ou seja, a súbita produção, por essa civilização, de notáveis avanços nas mais diversas áreas do saber, como arte, política, ética, lógica, matemática e história, dentre tantas outras. 


Um dos exemplos mais notáveis do milagre grego foi a ciência, chamada, na época, de “filosofia da natureza”, um movimento intelectual totalmente diferente de qualquer tentativa anterior de se conhecer o mundo da natureza. No século VI a.C., os gregos propuseram a primeira explicação da história para os fenômenos do universo em termos de leis e de princípios, e não de deuses e de demônios. Os responsáveis por esse movimento foram os pré-socráticos da Jônia, especialmente Tales, Anaximandro, Anaximenes, Heráclito, Anaxágoras, Arquelau e Diógenes de Apolônia. No século seguinte, o pensador Demócrito chegou à ideia de que toda matéria era feita de átomos, partículas minúsculas e supostamente indivisíveis.

 

Discípulo de Demócrito, Hipócrates, um grego natural de ilha de Cós, estabeleceu as bases para o desenvolvimento da medicina até tempos muito recentes. Seu código de ética, atualmente chamado de “Juramento Hipocrático”, ainda é afirmado pelos formandos do curso de medicina, fato que comprova sua importância não apenas para os aspectos técnicos da arte de curar, mas também para aqueles relacionados à ética necessária para o exercício da medicina e das demais profissões da área da saúde. Com Hipócrates, teve início a real investigação científica da saúde, incluindo a observação cuidadosa de sintomas e efeitos de tratamentos e dietas.

 

Toda evolução conquistada pelas ciências da saúde ao longo das últimas décadas não afastou algumas de suas tradições mais antigas. Anualmente, milhares de formandos de cursos de graduação em medicina declaram o famoso Juramento de Hipócrates em suas cerimônias de colação de grau. O juramento é um dos momentos mais emocionantes de toda a cerimônia. O que pouca gente sabe é que as comoventes palavras proferidas pelos formandos nessa ocasião remetem  a mais de 2500 anos, constituindo parte do imenso legado cultural da Grécia Antiga para a posteridade.

 

A civilização grega era diferente das demais. Era muito mais criativa. E a condição essencial para que essa criatividade aflorasse foi a valorização da racionalidade. Os gregos deram grande importância para a investigação consciente do mundo em que viviam, permitindo-se, ainda, debater entre si tudo que consideravam correto ou incorreto, belo ou feio, verdadeiro ou falso. O uso sistemático da razão para a investigação da realidade foi inventado pelos gregos, propiciando a eclosão daquilo que a posteridade batizou de “milagre grego”, ou seja, a súbita produção, por essa civilização, de notáveis avanços nas mais diversas áreas do saber, como arte, política, ética, lógica, matemática e história, dentre tantas outras. 


Considerado pai da medicina, Hipócrates, um grego natural de ilha de Cós, estabeleceu as bases para o desenvolvimento da medicina até tempos muito recentes

Um dos exemplos mais notáveis do milagre grego foi a ciência, chamada, na época, de “filosofia da natureza”, um movimento intelectual totalmente diferente de qualquer tentativa anterior de se conhecer o mundo da natureza. No século VI a.C., os gregos propuseram a primeira explicação da história para os fenômenos do universo em termos de leis e de princípios, e não de deuses e de demônios. Os responsáveis por esse movimento foram os pré-socráticos da Jônia, especialmente Tales, Anaximandro, Anaximenes, Heráclito, Anaxágoras, Arquelau e Diógenes de Apolônia. No século seguinte, o pensador Demócrito chegou à ideia de que toda matéria era feita de átomos, partículas minúsculas e supostamente indivisíveis.

 

Discípulo de Demócrito, Hipócrates, um grego natural de ilha de Cós, estabeleceu as bases para o desenvolvimento da medicina até tempos muito recentes. Seu código de ética, atualmente chamado de “Juramento Hipocrático”, ainda é afirmado pelos formandos do curso de medicina, fato que comprova sua importância não apenas para os aspectos técnicos da arte de curar, mas também para aqueles relacionados à ética necessária para o exercício da medicina e das demais profissões da área da saúde. Com Hipócrates, teve início a real investigação científica da saúde, incluindo a observação cuidadosa de sintomas e efeitos de tratamentos e dietas.

 




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