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SĂłter: o cĂŁo herĂłi da Guerra do Peloponeso


Publicada em: 10/09/2012

A vitória dos gregos sobre os persas nas chamadas “Guerras Médicas”, desenroladas durante o século V a.C., rendeu grande prestígio e fortalecimento político e econômico à cidade de Atenas.  Entretanto, a liderança exercida pelos atenienses não era muito bem vista por algumas cidades gregas. Para fazer frente a essa hegemonia, várias delas uniram-se e formaram a chamada “Liga do Peloponeso”, que incluía cidades como Esparta, Olímpia e Corinto, dentre outras. No ano de 431 a.C., a tensão entre a Liga do Peloponeso e a Liga de Delos, liderada por Atenas, acabou por deflagrar a Guerra do Peloponeso, que se estendeu até o ano de 404 a.C.. Foi um período de raros anos de paz, culminando com a vitória do grupo aliado aos espartanos.

 

Um dos episódios mais impressionantes dessa guerra foi descrito no livro de Michael G. Lemish, “War Dogs: A History of Loyalty and Heroism” (“Cães de Guerra: Uma História de Lealdade e Heroísmo”, ainda sem edição brasileira).

 

O escritor narra que o desenrolar da Guerra do Peloponeso não impediu que os soldados de Corinto faltassem aos eventos realizados em homenagem a Dionísio, a divindade da natureza, da fertilidade e do vinho. Durante as celebrações em sua honra, eram realizadas procissões e rituais, dos quais as pessoas participavam com fantasias e máscaras.

 

Após as celebrações, enquanto a guarda de Corinto dormia profundamente sob o efeito do vinho, o exército ateniense avançou com um ataque surpresa. O objetivo era encontrar a cidade desguarnecida, mas os invasores foram surpreendidos com a guarda de 50 cães bem sóbrios. Eles investiram contra os atenienses e causaram várias baixas. Porém, à medida que o confronto entre a matilha e a tropa avançou, os cães foram sendo dizimados pelos soldados, até sobrar apenas um deles. O cão fugiu para o interior da cidade e conseguiu alertar a tropa local de que algo estava muito errado. Apesar da ressaca, não demorou muito tempo até que toda a infantaria coríntia se colocasse a posto. No combate que se seguiu, os atenienses foram derrotados.

 

Assim, o esperto animal, chamado “Sóter”, tornou-se o primeiro cão herói de guerra de toda a história. Em sua homenagem, os gregos de Corinto ergueram uma estátua. E ele ganhou uma coleira de prata, em que se lia “Sóter, defensor e salvador de Corinto”.

Talvez ele preferisse um enorme osso!

É provável que os cães tenham sido uma das primeiras espécies domesticadas pelo ser humano. E, assim como instrumentos de caça deram origem às primeiras armas (como porretes, lanças e flechas), os animais domesticados foram logo recrutados para as batalhas. A fotografia acima mostra um militar estadunidense com um cão farejador durante uma operação na cidade de Buhriz, no Iraque

A vitória dos gregos sobre os persas nas chamadas “Guerras Médicas”, desenroladas durante o século V a.C., rendeu grande prestígio e fortalecimento político e econômico à cidade de Atenas.  Entretanto, a liderança exercida pelos atenienses não era muito bem vista por algumas cidades gregas. Para fazer frente a essa hegemonia, várias delas uniram-se e formaram a chamada “Liga do Peloponeso”, que incluía cidades como Esparta, Olímpia e Corinto, dentre outras. No ano de 431 a.C., a tensão entre a Liga do Peloponeso e a Liga de Delos, liderada por Atenas, acabou por deflagrar a Guerra do Peloponeso, que se estendeu até o ano de 404 a.C.. Foi um período de raros anos de paz, culminando com a vitória do grupo aliado aos espartanos.

 

Um dos episódios mais impressionantes dessa guerra foi descrito no livro de Michael G. Lemish, “War Dogs: A History of Loyalty and Heroism” (“Cães de Guerra: Uma História de Lealdade e Heroísmo”, ainda sem edição brasileira).

 

O escritor narra que o desenrolar da Guerra do Peloponeso não impediu que os soldados de Corinto faltassem aos eventos realizados em homenagem a Dionísio, a divindade da natureza, da fertilidade e do vinho. Durante as celebrações em sua honra, eram realizadas procissões e rituais, dos quais as pessoas participavam com fantasias e máscaras.

 

Após as celebrações, enquanto a guarda de Corinto dormia profundamente sob o efeito do vinho, o exército ateniense avançou com um ataque surpresa. O objetivo era encontrar a cidade desguarnecida, mas os invasores foram surpreendidos com a guarda de 50 cães bem sóbrios. Eles investiram contra os atenienses e causaram várias baixas. Porém, à medida que o confronto entre a matilha e a tropa avançou, os cães foram sendo dizimados pelos soldados, até sobrar apenas um deles. O cão fugiu para o interior da cidade e conseguiu alertar a tropa local de que algo estava muito errado. Apesar da ressaca, não demorou muito tempo até que toda a infantaria coríntia se colocasse a posto. No combate que se seguiu, os atenienses foram derrotados.

 

Assim, o esperto animal, chamado “Sóter”, tornou-se o primeiro cão herói de guerra de toda a história. Em sua homenagem, os gregos de Corinto ergueram uma estátua. E ele ganhou uma coleira de prata, em que se lia “Sóter, defensor e salvador de Corinto”.

Talvez ele preferisse um enorme osso!




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