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CIE

Próteses de biopolímeros


Publicada em: 04/03/2013

Pesquisa brasileira pode trazer novas perspectivas para a cardiologia, usando a cana-de-açúcar para reconstruir artérias.

 

Há mais de seis anos, pesquisadores brasileiros vêm trabalhando em uma tecnologia que, a princípio, causa bastante estranheza e que coloca em evidência quão rica é a criatividade e a capacidade de desenvolvimento da pesquisa brasileira.


A partir do conhecimento já bastante consolidado em relação à cana-de-açúcar e sua manipulação, assim como à necessidade de obtenção de um substituto para o emprego nas reconstruções arteriais de pequeno e médio calibre, cientistas da Universidade Federal do Pernambuco estão trabalhando no desenvolvimento de próteses arteriais a partir da cana-de-açúcar.

 

As artérias artificiais foram criadas usando o seguinte método:

  • primeiramente, a cana-de-açúcar foi moída com o objetivo de extrair o melaço;
  • uma linhagem específica de bactéria, que tem capacidade de transformar o melaço em um biopolímero, foi colocada junto ao melaço;
  • após certo período experimental, os pesquisadores separaram a membrana de biopolímero formada pelas bactérias e construíram a artéria a partir dela;
  • as artérias artificiais foram então esterilizadas e introduzidas nas artérias e veias femorais de oito cães. 

Os resultados observados foram bastante animadores, uma vez que não foram observadas infecções, aneurismas, rupturas ou tromboses nos vasos enxertados. Não houve também processos degenerativos e calcificação da região.

 

Segundo um dos pesquisadores envolvidos nesses trabalhos, Esdras Marques Lins, o objetivo do desenvolvimento dessas próteses é diminuir ou eliminar o progresso das doenças cardiovasculares nos pacientes, restabelecendo a circulação sanguínea normal. Além disso, outra vantagem desse tipo de material usado é que os animais não apresentaram nenhum problema de rejeição após a cirurgia.

 

Quanto ao uso dessa prótese em humanos, os pesquisadores afirmam que muitos estudos e experimentos ainda precisam ser realizados antes de ser confirmada sua viabilidade.

Pesquisa brasileira pode trazer novas perspectivas para a cardiologia, usando a cana-de-açúcar para reconstruir artérias.

 

Há mais de seis anos, pesquisadores brasileiros vêm trabalhando em uma tecnologia que, a princípio, causa bastante estranheza e que coloca em evidência quão rica é a criatividade e a capacidade de desenvolvimento da pesquisa brasileira.


A partir do conhecimento já bastante consolidado em relação à cana-de-açúcar e sua manipulação, assim como à necessidade de obtenção de um substituto para o emprego nas reconstruções arteriais de pequeno e médio calibre, cientistas da Universidade Federal do Pernambuco estão trabalhando no desenvolvimento de próteses arteriais a partir da cana-de-açúcar.

 

As artérias artificiais foram criadas usando o seguinte método:

  • primeiramente, a cana-de-açúcar foi moída com o objetivo de extrair o melaço;
  • uma linhagem específica de bactéria, que tem capacidade de transformar o melaço em um biopolímero, foi colocada junto ao melaço;
  • após certo período experimental, os pesquisadores separaram a membrana de biopolímero formada pelas bactérias e construíram a artéria a partir dela;
  • as artérias artificiais foram então esterilizadas e introduzidas nas artérias e veias femorais de oito cães. 

Imagem

Artéria e veia femurais que receberam o enxerto artificial (imagem publicada no artigo original)

Os resultados observados foram bastante animadores, uma vez que não foram observadas infecções, aneurismas, rupturas ou tromboses nos vasos enxertados. Não houve também processos degenerativos e calcificação da região.

 

Segundo um dos pesquisadores envolvidos nesses trabalhos, Esdras Marques Lins, o objetivo do desenvolvimento dessas próteses é diminuir ou eliminar o progresso das doenças cardiovasculares nos pacientes, restabelecendo a circulação sanguínea normal. Além disso, outra vantagem desse tipo de material usado é que os animais não apresentaram nenhum problema de rejeição após a cirurgia.

 

Quanto ao uso dessa prótese em humanos, os pesquisadores afirmam que muitos estudos e experimentos ainda precisam ser realizados antes de ser confirmada sua viabilidade.