Logo ClickeAprenda
BIO

Lago tanzaniano mumifica animais


Publicada em: 14/10/2013

Devido à alta alcalinidade de sua água e à presença de carbonato de sódio hidratado, lago é capaz de mumificar animais que ali permaneçam.


No norte da Tanzânia, muito próximo à fronteira com o Quênia, no Grande Vale do Rifti, encontra-se um dos lagos mais curiosos do planeta, o Lago Natron. Graças às características químicas, ele é capaz de preservar, para toda a eternidade, animais que ali morreram.

 

A origem do nome do Lago Natron vem do fato de ele ser rico em natrão, um mineral composto por carbonato de sódio hidratado. Esse composto era usado no Egito Antigo como alvejante de roupas brancas e, quando misturado à argila, dava origem a um sabão usado na lavagem e preparo da lã. Mas a sua principal função na Antiguidade tem relação direta com o que se observa no Lago Natron: os antigos usavam o natrão nos processos de mumificação dos faraós.

 

O Lago Natron, que possui cerca de três metros de profundidade, apresenta água extremamente salgada, quente e muito alcalina, tendo pH em torno de 9,0 a 10,5. Devido à presença de natrão e da alta salinidade, que fica ainda mais intensa nas estações de seca devido à alta evaporação, pouquíssimos organismos conseguem sobreviver nesse ambiente; entretanto, existem algumas espécies que ali vivem.


Ao contrário do que foi noticiado em alguns textos veiculados na internet no início de outubro de 2013, os animais que foram ali encontrados preservados, com aspecto de petrificação, não ficaram dessa forma simplesmente por terem entrado em contato com a água do lago.

 

Esses animais provavelmente morreram afogados no lago e, por seus corpos terem permanecido muito tempo em contato com a água rica em natrão e grande quantidade de sal, sofreram desidratação e passaram por um processo de preservação parecido com os utilizados antigamente para mumificação.

 

Vale ressaltar ainda que os animais foram encontrados às margens do lago e não nas posições que vêm sendo mostradas em algumas fotografias. As imagens veiculadas fazem parte do trabalho do fotógrafo Nick Brandt, que colocou os animais em posições que simulam os animais ainda vivos apenas com objetivo artístico.

Devido à alta alcalinidade de sua água e à presença de carbonato de sódio hidratado, lago é capaz de mumificar animais que ali permaneçam.


Lago Natron: sua coloração avermelhada é decorrente da presença de grande quantidade de Spirulina, uma cianobactéria

No norte da Tanzânia, muito próximo à fronteira com o Quênia, no Grande Vale do Rifti, encontra-se um dos lagos mais curiosos do planeta, o Lago Natron. Graças às características químicas, ele é capaz de preservar, para toda a eternidade, animais que ali morreram.

 

A origem do nome do Lago Natron vem do fato de ele ser rico em natrão, um mineral composto por carbonato de sódio hidratado. Esse composto era usado no Egito Antigo como alvejante de roupas brancas e, quando misturado à argila, dava origem a um sabão usado na lavagem e preparo da lã. Mas a sua principal função na Antiguidade tem relação direta com o que se observa no Lago Natron: os antigos usavam o natrão nos processos de mumificação dos faraós.

 

O Lago Natron, que possui cerca de três metros de profundidade, apresenta água extremamente salgada, quente e muito alcalina, tendo pH em torno de 9,0 a 10,5. Devido à presença de natrão e da alta salinidade, que fica ainda mais intensa nas estações de seca devido à alta evaporação, pouquíssimos organismos conseguem sobreviver nesse ambiente; entretanto, existem algumas espécies que ali vivem.


Fotografia feita por Nick Brandt com animais mumificados

Ao contrário do que foi noticiado em alguns textos veiculados na internet no início de outubro de 2013, os animais que foram ali encontrados preservados, com aspecto de petrificação, não ficaram dessa forma simplesmente por terem entrado em contato com a água do lago.

 

Esses animais provavelmente morreram afogados no lago e, por seus corpos terem permanecido muito tempo em contato com a água rica em natrão e grande quantidade de sal, sofreram desidratação e passaram por um processo de preservação parecido com os utilizados antigamente para mumificação.

 

Vale ressaltar ainda que os animais foram encontrados às margens do lago e não nas posições que vêm sendo mostradas em algumas fotografias. As imagens veiculadas fazem parte do trabalho do fotógrafo Nick Brandt, que colocou os animais em posições que simulam os animais ainda vivos apenas com objetivo artístico.




Redes Sociais

Conteúdos Especiais


Powered by CLICKIDEA