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A tradição de errar na tradução


Publicada em: 14/10/2013

Conheça pequenos erros de tradução que causaram grandes problemas sociais.


O filme Meu primeiro amor, estrelado por Macaulay Culkin em 1991 é um clássico do cinema. Para a surpresa dos fãs, entretanto, o nome original do filme é “My girl” (tradução: “Minha garota”). Na mesma linha, Um louco apaixonado, com Kirsten Dunst, foi originalmente chamado de “How to lose friends and alienate people” (tradução: “Como perder amigos e alienar pessoas”). Outro exemplo é a comédia musical Noviça Rebelde, de 1965, que não conta a história de uma personagem que liderou rebelião em convento; o ganhador do Oscar de melhor filme em 1966 tem como título original “The Sound of Music” (tradução: “O som da música”).

 

Questões curiosas sobre a tradução podem ser explicadas de diversas formas; uma delas é a cultural. Dependendo da cultura de um país, valores sociais, crenças e costumes, há adaptações que precisam ser feitas para tornar o título de um filme mais atrativo. Além do título, é bastante comum haver adaptações nos trailers também, enfocando aspectos diferentes do argumento do filme de acordo com o país onde será exibido.

 

Algo que parece óbvio para linguistas e tradutores, não o é para a maioria das pessoas: saber falar duas línguas não significa saber traduzir. A tradução é uma área de trabalho bastante específica, que requer, além do conhecimento sobre as línguas, habilidades especiais e conhecimento cultural, contexto de produção das obras, etc.


No livro Found in Translation, os tradutores Nataly Kelly e Jost Zetzsche mostram o curioso universo da tradução. Além de evidenciar a importância desse trabalho, os autores apontam alguns exemplos de problemas que causaram alguns transtornos sociais:

 

  • O discurso do premiê soviético Nikita Khrushchev, feito no auge da Guerra Fria, teve uma frase interpretada como “vamos enterrá-los.” Os Estados Unidos, que eram opositores da União Soviética, entenderam a frase como uma ameaça. No entanto, o que Khrushchev pretendeu dizer era mais parecido com “vamos viver para vê-los enterrados” ou “nós vamos durar mais que vocês.”
  • São Jerônimo de Estridão, o santo padroeiro dos tradutores, estudou hebraico para traduzir o Antigo Testamento para o latim a partir do original. Apesar do esforço, a versão em latim foi publicada com um erro que se tornou muito famoso. Quando Moisés desceu do Monte Sinai, as escrituras diziam que sua cabeça tinha “brilho” (em hebraico, “karan”). Porém, como o hebraico é escrito sem as vogais, São Jerônimo interpretou “karan” como “keren”, que significa “chifres”. É por causa desse erro que há pinturas e esculturas em que Moisés é apresentado com chifres.

Conheça pequenos erros de tradução que causaram grandes problemas sociais.


O filme Meu primeiro amor, estrelado por Macaulay Culkin em 1991 é um clássico do cinema. Para a surpresa dos fãs, entretanto, o nome original do filme é “My girl” (tradução: “Minha garota”). Na mesma linha, Um louco apaixonado, com Kirsten Dunst, foi originalmente chamado de “How to lose friends and alienate people” (tradução: “Como perder amigos e alienar pessoas”). Outro exemplo é a comédia musical Noviça Rebelde, de 1965, que não conta a história de uma personagem que liderou rebelião em convento; o ganhador do Oscar de melhor filme em 1966 tem como título original “The Sound of Music” (tradução: “O som da música”).

 

Questões curiosas sobre a tradução podem ser explicadas de diversas formas; uma delas é a cultural. Dependendo da cultura de um país, valores sociais, crenças e costumes, há adaptações que precisam ser feitas para tornar o título de um filme mais atrativo. Além do título, é bastante comum haver adaptações nos trailers também, enfocando aspectos diferentes do argumento do filme de acordo com o país onde será exibido.

 

Algo que parece óbvio para linguistas e tradutores, não o é para a maioria das pessoas: saber falar duas línguas não significa saber traduzir. A tradução é uma área de trabalho bastante específica, que requer, além do conhecimento sobre as línguas, habilidades especiais e conhecimento cultural, contexto de produção das obras, etc.


"Jerónimo de Estridão", por Albrecht Dürer, 1521 (Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa)

No livro Found in Translation, os tradutores Nataly Kelly e Jost Zetzsche mostram o curioso universo da tradução. Além de evidenciar a importância desse trabalho, os autores apontam alguns exemplos de problemas que causaram alguns transtornos sociais:

 

  • O discurso do premiê soviético Nikita Khrushchev, feito no auge da Guerra Fria, teve uma frase interpretada como “vamos enterrá-los.” Os Estados Unidos, que eram opositores da União Soviética, entenderam a frase como uma ameaça. No entanto, o que Khrushchev pretendeu dizer era mais parecido com “vamos viver para vê-los enterrados” ou “nós vamos durar mais que vocês.”
  • São Jerônimo de Estridão, o santo padroeiro dos tradutores, estudou hebraico para traduzir o Antigo Testamento para o latim a partir do original. Apesar do esforço, a versão em latim foi publicada com um erro que se tornou muito famoso. Quando Moisés desceu do Monte Sinai, as escrituras diziam que sua cabeça tinha “brilho” (em hebraico, “karan”). Porém, como o hebraico é escrito sem as vogais, São Jerônimo interpretou “karan” como “keren”, que significa “chifres”. É por causa desse erro que há pinturas e esculturas em que Moisés é apresentado com chifres.




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