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Vamos dar um rolezinho?


Publicada em: 03/02/2014

Nesses últimos dias, os shoppings do país ganharam destaque nacional devido à onda dos “rolezinhos”. Saiba mais o que é esse fenômeno.


Os chamados “rolezinhos” são encontros de jovens em centros comerciais que foram marcados por meio da utilização das redes sociais, sendo considerados um fenômeno novo na sociedade.

 

Eles surgiram em 2013, na periferia da cidade de São Paulo, como uma forma dos jovens buscarem diversão em eventos que são marcados, principalmente, por meio do facebook. No entanto, nos últimos dias, o evento ganhou adesão de alguns movimentos sociais e também destaque nacional.

 

Alguns “rolezinhos” que ocorreram na cidade de São Paulo foram marcados pela violência por parte da polícia militar. Com o objetivo de impedir os “rolezinhos”, alguns shoppings conseguiram uma liminar para proibir a realização dos encontros. Contudo, a realização dos eventos não é uma preocupação apenas dos shoppings. A presidente Dilma Rousseff e o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, também expressaram nos principais meios de comunicação do país a sua preocupação em relação à possível multiplicação dos encontros no país. 


Para os jovens, os “rolezinhos” são vistos como um encontro e um momento para diversão, paquerar, dar uns beijos, etc. Já na visão da Polícia Militar, os “rolezinhos” representam tumulto nos shoppings e possibilitam ações de roubo e furto nos centros comerciais.  

 

Do ponto de vista sociológico, o rolezinho poderia ser analisado a partir de diferentes perspectivas. De uma forma geral, podemos dizer que o fenômeno evidencia alguns problemas comuns nos grandes centros urbanos do país como, por exemplo, o preconceito em relação aos jovens da periferia, a falta de espaços de convivência para esses jovens, a necessidade dos jovens quererem mais do que lhes são oferecidos, o desejo dos jovens de se tornarem visíveis, entre outros elementos.   

 

Não é possível dizer se os rolezinhos serão um fenômeno social duradouro ou se constituirão um novo grupo social ou “tribo urbana”. O fato é que o encontro de indivíduos que possuem interesses comuns sempre foi observado na história. Normalmente, os grupos sociais e as tribos urbanas são caracterizados pela associação de indivíduos que possuem valores, hábitos, estilos de vida e ideologias comuns.  

 

Porém, para sabermos se os rolezinhos assumirão o caráter de movimento social, grupo social ou tribo urbana, teremos que aguardar a própria movimentação dos jovens e dos eventos que ocorreram em virtude do encontro desses adolescentes. Não podemos esquecer que os rolezinhos representam uma ação de afirmação da presença desses jovens que antes eram “não vistos” e quando passam a ser percebidos, são também proibidos de ter acesso àquilo que desejam. A mobilização em torno desse fenômeno demonstra que a nossa sociedade não está preparada para dialogar com esses jovens, preferindo segregá-los.

 

Nesses últimos dias, os shoppings do país ganharam destaque nacional devido à onda dos “rolezinhos”. Saiba mais o que é esse fenômeno.


Os rolezinhos começaram ainda em 2013, mas apenas neste ano ganharam visibilidade, sobretudo, por causa da truculência da PM com os jovens envolvidos e do posicionamento da administração dos shoppings

Os chamados “rolezinhos” são encontros de jovens em centros comerciais que foram marcados por meio da utilização das redes sociais, sendo considerados um fenômeno novo na sociedade.

 

Eles surgiram em 2013, na periferia da cidade de São Paulo, como uma forma dos jovens buscarem diversão em eventos que são marcados, principalmente, por meio do facebook. No entanto, nos últimos dias, o evento ganhou adesão de alguns movimentos sociais e também destaque nacional.

 

Alguns “rolezinhos” que ocorreram na cidade de São Paulo foram marcados pela violência por parte da polícia militar. Com o objetivo de impedir os “rolezinhos”, alguns shoppings conseguiram uma liminar para proibir a realização dos encontros. Contudo, a realização dos eventos não é uma preocupação apenas dos shoppings. A presidente Dilma Rousseff e o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, também expressaram nos principais meios de comunicação do país a sua preocupação em relação à possível multiplicação dos encontros no país. 


O rolezinho significa, para os jovens, um momento para se divertirem, enquanto que para a Polícia Militar e para parte da sociedade, representa pertubação do espaço

Para os jovens, os “rolezinhos” são vistos como um encontro e um momento para diversão, paquerar, dar uns beijos, etc. Já na visão da Polícia Militar, os “rolezinhos” representam tumulto nos shoppings e possibilitam ações de roubo e furto nos centros comerciais.  

 

Do ponto de vista sociológico, o rolezinho poderia ser analisado a partir de diferentes perspectivas. De uma forma geral, podemos dizer que o fenômeno evidencia alguns problemas comuns nos grandes centros urbanos do país como, por exemplo, o preconceito em relação aos jovens da periferia, a falta de espaços de convivência para esses jovens, a necessidade dos jovens quererem mais do que lhes são oferecidos, o desejo dos jovens de se tornarem visíveis, entre outros elementos.   

 

Não é possível dizer se os rolezinhos serão um fenômeno social duradouro ou se constituirão um novo grupo social ou “tribo urbana”. O fato é que o encontro de indivíduos que possuem interesses comuns sempre foi observado na história. Normalmente, os grupos sociais e as tribos urbanas são caracterizados pela associação de indivíduos que possuem valores, hábitos, estilos de vida e ideologias comuns.  

 

Porém, para sabermos se os rolezinhos assumirão o caráter de movimento social, grupo social ou tribo urbana, teremos que aguardar a própria movimentação dos jovens e dos eventos que ocorreram em virtude do encontro desses adolescentes. Não podemos esquecer que os rolezinhos representam uma ação de afirmação da presença desses jovens que antes eram “não vistos” e quando passam a ser percebidos, são também proibidos de ter acesso àquilo que desejam. A mobilização em torno desse fenômeno demonstra que a nossa sociedade não está preparada para dialogar com esses jovens, preferindo segregá-los.

 




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