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Quando o Haiti Ă© aqui: lotação no polĂȘmico abrigo de haitianos pelo governo brasileiro


Publicada em: 20/05/2014

Neste mês, o governo paulista inaugurou um abrigo para os imigrantes haitianos, o que causou polêmica devido à superlotação.

 

No último dia 06, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, inaugurou, em conjunto com a Missão Paz e a Paróquia Nossa Senhora da Paz, um abrigo provisório para receber cerca de 120 imigrantes haitianos que chegaram a São Paulo pelo Acre, visto que o estado decidiu fechar as entidades de auxílio aos estrangeiros, alegando falta de apoio do governo federal. Mais de 450 homens e mulheres vieram do município acreano de Brasileia, onde se localizava a instituição de apoio, partindo para São Paulo em busca de trabalho. 


Não é a primeira vez que grupos de haitianos chegam ao Brasil. Cerca de 20 mil trabalhadores conseguiram autorização para viver permanentemente no país nos últimos quatro anos, desde o terremoto de 2010 que assolou o país, destruindo muitas famílias e obrigando os haitianos a dar início a um processo de reconstrução de toda a sua nação. O número total dos que vieram ao Brasil em busca de melhores condições de vida, no entanto, é incalculável.

O número de haitianos no Brasil ainda é pequeno quando comparado a outros países. Nos Estados Unidos, eles já são mais de um milhão, enquanto a República Dominicana já computa um agrupamento entre 500 e 800 mil, o que se explica pelo fato do país ser o único com o qual o Haiti faz fronteira. Os haitianos que vieram para o Brasil justificam a escolha pela crescente dificuldade de migração para a Europa e América do Norte e pela diversidade da economia nacional. 


O governo brasileiro não reconhece os haitianos como refugiados, pois eles vêm para o país fugindo de uma catástrofe natural e buscando melhores condições econômicas e não por perseguições. Mesmo assim, a maioria deles entra com pedido de refúgio na embaixada brasileira, que leva cerca de um ano para analisar o pedido, o que é tempo suficiente para que os imigrantes regularizem sua documentação de trabalho. Eles chegam ao Brasil pela Amazônia, através da fronteira com o Peru, em uma longuíssima viagem. Muitos deles relatam o pagamento de propina a policiais para que possam prosseguir.

A partir de 2012, o governo do Acre criou um alojamento em Brasileia, na fronteira com a Bolívia, para que os imigrantes do Haiti permanecessem até a regulamentação de seus documentos. A polêmica teve início quando as autoridades acreanas fecharam o abrigo em abril deste ano, enviando os estrangeiros para Rio Branco e, posteriormente, para São Paulo, instalando a metade deles em um abrigo da Igreja Católica. Surgiu, então, a necessidade da criação da alocação dos novos imigrantes na cidade. 


O governo do Acre explicou os motivos de sua decisão. Após uma cheia do Rio Madeira, o Acre ficou isolado do resto do país. Brasileia abrigava 2,5 mil estrangeiros, sendo que 1,9 mil lotavam o estádio da cidade – que tinha, ao todo, 20 mil pessoas. Os haitianos estavam sobrecarregando os serviços básicos, segundo as autoridades locais, e a sua ida para São Paulo os aproximaria dos principais postos de trabalho.

Tanto a prefeitura quando o governo de São Paulo justificaram que não foram avisados da decisão acreana, ameaçando o governo do Acre de denunciar a questão à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Algumas Organizações não-Governamentais, como a Conectas, fez denúncias à ONU pelo tratamento que os imigrantes recebem no Brasil, visto que a lei define que é o governo federal quem deve lidar com as questões sobre a acolhida de estrangeiros. 


Em sua defesa, o governo federal afirma que enviou auxílios extras para o Acre manter os estrangeiros, além de ter diminuído o tempo para a emissão dos documentos para os estrangeiros, com medidas como o visto permanente para cem famílias por mês para famílias haitianas.

Vale ressaltar que os haitianos são importante mão de obra especializada e não podem ser encarados como um grupo que vem ao nosso país para tirar os trabalhos dos brasileiros, mas para contribuir com a nossa economia e com a cultura nacionais. Muitos foram alocados em indústrias, na construção civil e outros foram reinseridos nos cursos de graduação e pós-graduação através de um programa das Universidades Paulistas.

Neste mês, o governo paulista inaugurou um abrigo para os imigrantes haitianos, o que causou polêmica devido à superlotação.

 

No último dia 06, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, inaugurou, em conjunto com a Missão Paz e a Paróquia Nossa Senhora da Paz, um abrigo provisório para receber cerca de 120 imigrantes haitianos que chegaram a São Paulo pelo Acre, visto que o estado decidiu fechar as entidades de auxílio aos estrangeiros, alegando falta de apoio do governo federal. Mais de 450 homens e mulheres vieram do município acreano de Brasileia, onde se localizava a instituição de apoio, partindo para São Paulo em busca de trabalho. 


Barco de haitianos tentando chegar a Miami, nos EUA, em busca de asilo

Não é a primeira vez que grupos de haitianos chegam ao Brasil. Cerca de 20 mil trabalhadores conseguiram autorização para viver permanentemente no país nos últimos quatro anos, desde o terremoto de 2010 que assolou o país, destruindo muitas famílias e obrigando os haitianos a dar início a um processo de reconstrução de toda a sua nação. O número total dos que vieram ao Brasil em busca de melhores condições de vida, no entanto, é incalculável.

O número de haitianos no Brasil ainda é pequeno quando comparado a outros países. Nos Estados Unidos, eles já são mais de um milhão, enquanto a República Dominicana já computa um agrupamento entre 500 e 800 mil, o que se explica pelo fato do país ser o único com o qual o Haiti faz fronteira. Os haitianos que vieram para o Brasil justificam a escolha pela crescente dificuldade de migração para a Europa e América do Norte e pela diversidade da economia nacional. 


Vista aérea da sede da ONU na capital do Haiti, após o terremoto de 7 graus de 2010

O governo brasileiro não reconhece os haitianos como refugiados, pois eles vêm para o país fugindo de uma catástrofe natural e buscando melhores condições econômicas e não por perseguições. Mesmo assim, a maioria deles entra com pedido de refúgio na embaixada brasileira, que leva cerca de um ano para analisar o pedido, o que é tempo suficiente para que os imigrantes regularizem sua documentação de trabalho. Eles chegam ao Brasil pela Amazônia, através da fronteira com o Peru, em uma longuíssima viagem. Muitos deles relatam o pagamento de propina a policiais para que possam prosseguir.

A partir de 2012, o governo do Acre criou um alojamento em Brasileia, na fronteira com a Bolívia, para que os imigrantes do Haiti permanecessem até a regulamentação de seus documentos. A polêmica teve início quando as autoridades acreanas fecharam o abrigo em abril deste ano, enviando os estrangeiros para Rio Branco e, posteriormente, para São Paulo, instalando a metade deles em um abrigo da Igreja Católica. Surgiu, então, a necessidade da criação da alocação dos novos imigrantes na cidade. 


O pedido de refúgio para as autoridades brasileiras dura até um ano, tempo suficiente para que os haitianos regularizem seus documentos trabalhistas

O governo do Acre explicou os motivos de sua decisão. Após uma cheia do Rio Madeira, o Acre ficou isolado do resto do país. Brasileia abrigava 2,5 mil estrangeiros, sendo que 1,9 mil lotavam o estádio da cidade – que tinha, ao todo, 20 mil pessoas. Os haitianos estavam sobrecarregando os serviços básicos, segundo as autoridades locais, e a sua ida para São Paulo os aproximaria dos principais postos de trabalho.

Tanto a prefeitura quando o governo de São Paulo justificaram que não foram avisados da decisão acreana, ameaçando o governo do Acre de denunciar a questão à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Algumas Organizações não-Governamentais, como a Conectas, fez denúncias à ONU pelo tratamento que os imigrantes recebem no Brasil, visto que a lei define que é o governo federal quem deve lidar com as questões sobre a acolhida de estrangeiros. 


Em sua defesa, o governo federal afirma que enviou auxílios extras para o Acre manter os estrangeiros, além de ter diminuído o tempo para a emissão dos documentos para os estrangeiros, com medidas como o visto permanente para cem famílias por mês para famílias haitianas.

Vale ressaltar que os haitianos são importante mão de obra especializada e não podem ser encarados como um grupo que vem ao nosso país para tirar os trabalhos dos brasileiros, mas para contribuir com a nossa economia e com a cultura nacionais. Muitos foram alocados em indústrias, na construção civil e outros foram reinseridos nos cursos de graduação e pós-graduação através de um programa das Universidades Paulistas.




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