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A medalha de prata que mudou o esporte brasileiro


Publicada em: 25/08/2014

A conquista nos jogos de 1984 foi resultado de um trabalho prévio e contínuo, que não terminou ali, mas deixou um importante legado para o esporte nacional e fez do vôlei brasileiro referência mundial

 

Amauri, Badá, Bernard, Bernardinho, Domingos, Fernandão, Marcus Vinícius, Montanaro, Renan, Rui Campos, William e Xandó não foram campeões olímpicos nem mundiais, mas eles mudaram o esporte brasileiro, principalmente o voleibol.

 

A primeira medalha brasileira num esporte coletivo em Olimpíadas foi em Los Angeles 1984, e, mesmo sendo de prata, foi um divisor de águas para o esporte brasileiro: a partir daquele momento todos passaram a conhecer o voleibol.

 

Para conseguir essa medalha, um longo processo foi necessário, iniciado com o Campeonato Mundial Juvenil realizado no Brasil em 1977, do qual alguns jogadores medalhistas participaram, adquirindo experiência para o Mundial de 1978, na Itália. Com um voleibol mais desenvolvido, a Europa seduziu alguns jogadores destaques da competição, porém Carlos Arthur Nuzman, então presidente da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), repatriou esses jogadores para permanecerem no voleibol nacional, aumentando a competitividade do campeonato brasileiro, além de formar uma seleção permanente.


Com grandes talentos individuais e excelente condicionamento físico, os jogadores brasileiros se profissionalizaram, atraíram a mídia e patrocinadores, e foram cobaias de diferentes tipos de treinamentos. Num trabalho de quatro anos voltado para a inédita conquista de uma medalha olímpica em 1984, os resultados começaram a surgir. O voleibol masculino subiu no pódio em todas as competições que disputou desde então: bronze na Copa do Mundo do Japão, em 1981; ouro no Mundialito, no Brasil, em 1982; e ouro nos Jogos Pan-Americanos de Caracas, em 1983.

 

Uma das armas daquela equipe era o saque. O “jornada nas estrelas”, executado por Bernard, causava extrema dificuldade na recepção adversária, assim como o saque viagem, realizado por Montanaro, William e Renan, que virou marca registrada daquela seleção. Em 1983, o desafio Brasil e União Soviética lotou o estádio do Maracanã numa noite chuvosa, com número de espectadores que jamais será repetido.


Finalmente chegaram as Olimpíadas Los Angeles 1984 para aquele grupo. As vitórias sobre Argentina e Tunísia foram tranquilas, porém a derrota para a Coreia do Sul foi inesperada, obrigando a equipe brasileira a vencer os americanos. Com a terceira vitória, a seleção enfrentou a Itália na semifinal, ganhando e seguindo para um novo encontro com os Estados Unidos na final. Porém, o resultado foi diferente da fase classificatória. No dia 11 de agosto de 1984, os americanos venceram após ter estudado muito bem os jogadores brasileiros. O jogo veloz e o saque não surtiram o efeito esperado e, mesmo com as mudanças do técnico Bebeto de Freitas, a derrota foi inevitável. Foi o segundo lugar mais importante para o esporte brasileiro, já que outras modalidades seguiram o exemplo daquela geração.

 

Há 30 anos, aquela medalha de prata impulsionou mudanças nos aspectos físicos, técnicos, táticos, estatísticos e tecnológicos no voleibol, assim como em outras modalidades, que se espelharam naquela equipe, influenciando gerações futuras e tornando o voleibol brasileiro referência mundial.

Atletas brasileiros que fizeram parte da seleção brasileira de voleibol, medalha de prata em Los Angeles 1984

A conquista nos jogos de 1984 foi resultado de um trabalho prévio e contínuo, que não terminou ali, mas deixou um importante legado para o esporte nacional e fez do vôlei brasileiro referência mundial

 

Amauri, Badá, Bernard, Bernardinho, Domingos, Fernandão, Marcus Vinícius, Montanaro, Renan, Rui Campos, William e Xandó não foram campeões olímpicos nem mundiais, mas eles mudaram o esporte brasileiro, principalmente o voleibol.

 

A primeira medalha brasileira num esporte coletivo em Olimpíadas foi em Los Angeles 1984, e, mesmo sendo de prata, foi um divisor de águas para o esporte brasileiro: a partir daquele momento todos passaram a conhecer o voleibol.

 

Para conseguir essa medalha, um longo processo foi necessário, iniciado com o Campeonato Mundial Juvenil realizado no Brasil em 1977, do qual alguns jogadores medalhistas participaram, adquirindo experiência para o Mundial de 1978, na Itália. Com um voleibol mais desenvolvido, a Europa seduziu alguns jogadores destaques da competição, porém Carlos Arthur Nuzman, então presidente da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), repatriou esses jogadores para permanecerem no voleibol nacional, aumentando a competitividade do campeonato brasileiro, além de formar uma seleção permanente.


Jogo histórico entre Brasil e União Soviética, em 1983, no Estádio Maracanã, lotado e com chuva

Com grandes talentos individuais e excelente condicionamento físico, os jogadores brasileiros se profissionalizaram, atraíram a mídia e patrocinadores, e foram cobaias de diferentes tipos de treinamentos. Num trabalho de quatro anos voltado para a inédita conquista de uma medalha olímpica em 1984, os resultados começaram a surgir. O voleibol masculino subiu no pódio em todas as competições que disputou desde então: bronze na Copa do Mundo do Japão, em 1981; ouro no Mundialito, no Brasil, em 1982; e ouro nos Jogos Pan-Americanos de Caracas, em 1983.

 

Uma das armas daquela equipe era o saque. O “jornada nas estrelas”, executado por Bernard, causava extrema dificuldade na recepção adversária, assim como o saque viagem, realizado por Montanaro, William e Renan, que virou marca registrada daquela seleção. Em 1983, o desafio Brasil e União Soviética lotou o estádio do Maracanã numa noite chuvosa, com número de espectadores que jamais será repetido.


A medalha de prata de Los Angeles 1984 incentivou os jogadores que conquistaram a primeira medalha de ouro do voleibol em Barcelona 1992

Finalmente chegaram as Olimpíadas Los Angeles 1984 para aquele grupo. As vitórias sobre Argentina e Tunísia foram tranquilas, porém a derrota para a Coreia do Sul foi inesperada, obrigando a equipe brasileira a vencer os americanos. Com a terceira vitória, a seleção enfrentou a Itália na semifinal, ganhando e seguindo para um novo encontro com os Estados Unidos na final. Porém, o resultado foi diferente da fase classificatória. No dia 11 de agosto de 1984, os americanos venceram após ter estudado muito bem os jogadores brasileiros. O jogo veloz e o saque não surtiram o efeito esperado e, mesmo com as mudanças do técnico Bebeto de Freitas, a derrota foi inevitável. Foi o segundo lugar mais importante para o esporte brasileiro, já que outras modalidades seguiram o exemplo daquela geração.

 

Há 30 anos, aquela medalha de prata impulsionou mudanças nos aspectos físicos, técnicos, táticos, estatísticos e tecnológicos no voleibol, assim como em outras modalidades, que se espelharam naquela equipe, influenciando gerações futuras e tornando o voleibol brasileiro referência mundial.




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