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Mais violência no futebol


Publicada em: 27/10/2014

Casos no Brasil e no mundo continuam a deixar vítimas e feridos

 

No dia 19 de outubro de 2014, a violência no futebol fez mais uma vítima. Em São Paulo, nas proximidades do Estádio do Pacaembu, as torcidas do Palmeiras e do Santos se confrontaram horas antes do clássico paulista. Munidos de pedras e pedaços de madeira, alguns palmeirenses atacaram o ônibus santista após bloquear a Rodovia Anchieta, principal ligação entre a Baixada Santista e a capital. Após a emboscada, um palmeirense de 21 anos foi atropelado e morto, e outros seis suspeitos foram presos. O Ministério Público poderá cobrar multa de 30 mil dos envolvidos e pedir o banimento dessas organizações.

 

Infelizmente, essa não foi a primeira vez que aconteceram brigas entre as torcidas organizadas no Brasil, tanto dentro quanto fora dos estádios. Em jogo disputado na cidade de Joinville, em Santa Catarina, entre as equipes do Atlético Paranaense e do Vasco, no dia 8 de dezembro de 2013, pelo Campeonato Brasileiro, ocorreu um dos fatos mais recentes de violência no futebol. Mesmo com policiamento, não foi possível conter a violência dos torcedores. Outro exemplo foi o jogo entre São Paulo e Palmeiras em 1995, no qual ocorreu uma batalha campal entre as duas equipes e a polícia.


Tetracampeã mundial de futebol recentemente, a Alemanha também sofre com a violência entre as torcidas organizadas, conhecidas como “ultras”. No jogo entre Colônia e Borussia M’Gladbach, realizado em 24 de setembro, as duas torcidas se confrontaram, com 70 detidos e três policiais feridos. Em 2008, na Itália, a torcida do Palermo foi recebida pela do Catania pelo jogo válido pelo campeonato nacional. O saldo foi de 150 feridos e um policial morto. Após essa data, o primeiro ministro italiano prometeu medidas drásticas para combater a violência no futebol.

 

A violência no futebol não pode ser vista de forma isolada, inerente apenas à modalidade, mas relacionada à sociedade brasileira, afinal o Brasil é campeão em violência, com o maior índice de assassinatos do mundo e alto índice de impunidade, com poucos casos investigados. A presença de problemas sociais envolvidos, como a desigualdade social, pode contribuir para esses índices. Porém, infelizmente a violência no futebol ainda é socialmente aceita, já que está presente na vida social da população brasileira.

 

Ações de paz de alguns clubes, como Corinthians e Palmeiras, com os dizeres “Adversário não é inimigo; rivais só em campo”, podem contribuir para diminuir a violência? Será que a presença de uma torcida única nos principais clássicos brasileiros seria a solução para a violência nos estádios? Os clubes devem ser punidos pelas brigas entre as torcidas? Espera-se que uma atitude seja tomada em breve, e que casos de violência no esporte diminuam sempre.

A violência ainda é constante nos estádios brasileiros

Casos no Brasil e no mundo continuam a deixar vítimas e feridos

 

No dia 19 de outubro de 2014, a violência no futebol fez mais uma vítima. Em São Paulo, nas proximidades do Estádio do Pacaembu, as torcidas do Palmeiras e do Santos se confrontaram horas antes do clássico paulista. Munidos de pedras e pedaços de madeira, alguns palmeirenses atacaram o ônibus santista após bloquear a Rodovia Anchieta, principal ligação entre a Baixada Santista e a capital. Após a emboscada, um palmeirense de 21 anos foi atropelado e morto, e outros seis suspeitos foram presos. O Ministério Público poderá cobrar multa de 30 mil dos envolvidos e pedir o banimento dessas organizações.

 

Infelizmente, essa não foi a primeira vez que aconteceram brigas entre as torcidas organizadas no Brasil, tanto dentro quanto fora dos estádios. Em jogo disputado na cidade de Joinville, em Santa Catarina, entre as equipes do Atlético Paranaense e do Vasco, no dia 8 de dezembro de 2013, pelo Campeonato Brasileiro, ocorreu um dos fatos mais recentes de violência no futebol. Mesmo com policiamento, não foi possível conter a violência dos torcedores. Outro exemplo foi o jogo entre São Paulo e Palmeiras em 1995, no qual ocorreu uma batalha campal entre as duas equipes e a polícia.


Torcidas alemãs reconfiguraram o logo do campeonato nacional, mostrando a agressividade existente

Tetracampeã mundial de futebol recentemente, a Alemanha também sofre com a violência entre as torcidas organizadas, conhecidas como “ultras”. No jogo entre Colônia e Borussia M’Gladbach, realizado em 24 de setembro, as duas torcidas se confrontaram, com 70 detidos e três policiais feridos. Em 2008, na Itália, a torcida do Palermo foi recebida pela do Catania pelo jogo válido pelo campeonato nacional. O saldo foi de 150 feridos e um policial morto. Após essa data, o primeiro ministro italiano prometeu medidas drásticas para combater a violência no futebol.

 

A violência no futebol não pode ser vista de forma isolada, inerente apenas à modalidade, mas relacionada à sociedade brasileira, afinal o Brasil é campeão em violência, com o maior índice de assassinatos do mundo e alto índice de impunidade, com poucos casos investigados. A presença de problemas sociais envolvidos, como a desigualdade social, pode contribuir para esses índices. Porém, infelizmente a violência no futebol ainda é socialmente aceita, já que está presente na vida social da população brasileira.

 

Ações de paz de alguns clubes, como Corinthians e Palmeiras, com os dizeres “Adversário não é inimigo; rivais só em campo”, podem contribuir para diminuir a violência? Será que a presença de uma torcida única nos principais clássicos brasileiros seria a solução para a violência nos estádios? Os clubes devem ser punidos pelas brigas entre as torcidas? Espera-se que uma atitude seja tomada em breve, e que casos de violência no esporte diminuam sempre.




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