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A criptografia ajuda a guardar dados de pesquisas médicas


Publicada em: 01/06/2015

Matemáticos estudam maneiras de criptografar informações genéticas

 

Um dos maiores objetivos da medicina moderna é o desenvolvimento de tratamentos personalizados para os pacientes. Idealmente, o paciente poderia chegar ao hospital e fazer um teste de DNA, o que informaria ao médico qual a melhor estratégia terapêutica. Uma intervenção com medicamentos seria o mais interessante? Qual medicamento seria mais indicado? Qual seria a dosagem ideal desse medicamento?

 

O desenvolvimento desse tipo de método é desafiador do ponto de vista científico. Os biólogos e médicos precisam aprender muitos detalhes sobre as bases genéticas das doenças. Para isso, eles precisam estudar uma grande base de dados genética. Os cientistas estimam que seria necessário coletar o DNA de milhões de pessoas apenas para formar uma base de dados que possa ser usada nas pesquisas científicas. Mas, além desses desafios, há também outro problema bem importante: como manter em segurança as informações genéticas e médicas?

 


 

Considere a criação de um banco de dados para pesquisas genéticas. Uma vez que o DNA e o histórico médico de um paciente sejam colocados no banco de dados, eles ficarão disponíveis para um grande número de pesquisadores. Especialistas de diversas áreas deverão ser capazes de acessar o banco e fazer análises estatísticas nesses dados. A busca de regiões gênicas que sejam relevantes para doenças precisa desse tipo de abordagem.

 

Mas a informação médica de um paciente é algo que precisa ser sigiloso e, portanto, tem de ser armazenada de modo seguro. A identificação de quem é o paciente que forneceu o DNA não deve ser divulgada (nem mesmo aos pesquisadores), salvo em situações muito especiais.

 

Sendo assim, é necessário criar um banco de dados que permita acesso aos dados por muitos pesquisadores, mas que proteja as informações médicas dos pacientes. Como é possível satisfazer essas duas exigências?


 

É aí que entra a matemática. Pesquisadores da área de criptografia se reuniram, em março de 2015, na Universidade da Califórnia – São Diego (Estados Unidos) para tratar desse assunto. Eles estão desenvolvendo um método chamado criptografia homomórfica. Nesse método, os dados dos pacientes seriam inicialmente criptografados em um computador local. A seguir, esses dados seriam enviados para um provedor, onde ficariam disponíveis aos pesquisadores. Nesse provedor, todas as análises estatísticas relevantes poderiam ser feitas, e os resultados seriam enviados de volta para os computadores locais. Só então os dados seriam decriptografados. Dessa forma, se algum intruso tentasse acessar os dados no provedor, encontraria apenas a versão criptografada.

 

Com essa possibilidade de mais segurança nos dados, quem sabe, em breve, os pesquisadores iniciem a construção de um banco de dados genéticos.

Para desenvolver uma medicina personalizada, os pesquisadores precisam estudar grandes bancos de dados de DNA

Matemáticos estudam maneiras de criptografar informações genéticas

 

Um dos maiores objetivos da medicina moderna é o desenvolvimento de tratamentos personalizados para os pacientes. Idealmente, o paciente poderia chegar ao hospital e fazer um teste de DNA, o que informaria ao médico qual a melhor estratégia terapêutica. Uma intervenção com medicamentos seria o mais interessante? Qual medicamento seria mais indicado? Qual seria a dosagem ideal desse medicamento?

 

O desenvolvimento desse tipo de método é desafiador do ponto de vista científico. Os biólogos e médicos precisam aprender muitos detalhes sobre as bases genéticas das doenças. Para isso, eles precisam estudar uma grande base de dados genética. Os cientistas estimam que seria necessário coletar o DNA de milhões de pessoas apenas para formar uma base de dados que possa ser usada nas pesquisas científicas. Mas, além desses desafios, há também outro problema bem importante: como manter em segurança as informações genéticas e médicas?

 


O histórico médico e a informação genética dos pacientes precisam ser armazenados de modo seguro

 

Considere a criação de um banco de dados para pesquisas genéticas. Uma vez que o DNA e o histórico médico de um paciente sejam colocados no banco de dados, eles ficarão disponíveis para um grande número de pesquisadores. Especialistas de diversas áreas deverão ser capazes de acessar o banco e fazer análises estatísticas nesses dados. A busca de regiões gênicas que sejam relevantes para doenças precisa desse tipo de abordagem.

 

Mas a informação médica de um paciente é algo que precisa ser sigiloso e, portanto, tem de ser armazenada de modo seguro. A identificação de quem é o paciente que forneceu o DNA não deve ser divulgada (nem mesmo aos pesquisadores), salvo em situações muito especiais.

 

Sendo assim, é necessário criar um banco de dados que permita acesso aos dados por muitos pesquisadores, mas que proteja as informações médicas dos pacientes. Como é possível satisfazer essas duas exigências?


Nova estratégia de criptografia pode fornecer uma maneira de manter um banco de dados seguro, mesmo quando ele é compartilhado por diversos pesquisadores

 

É aí que entra a matemática. Pesquisadores da área de criptografia se reuniram, em março de 2015, na Universidade da Califórnia – São Diego (Estados Unidos) para tratar desse assunto. Eles estão desenvolvendo um método chamado criptografia homomórfica. Nesse método, os dados dos pacientes seriam inicialmente criptografados em um computador local. A seguir, esses dados seriam enviados para um provedor, onde ficariam disponíveis aos pesquisadores. Nesse provedor, todas as análises estatísticas relevantes poderiam ser feitas, e os resultados seriam enviados de volta para os computadores locais. Só então os dados seriam decriptografados. Dessa forma, se algum intruso tentasse acessar os dados no provedor, encontraria apenas a versão criptografada.

 

Com essa possibilidade de mais segurança nos dados, quem sabe, em breve, os pesquisadores iniciem a construção de um banco de dados genéticos.




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