Logo ClickeAprenda
GEO

O olhar foto(geo)gr√°fico de Sebasti√£o Salgado


Publicada em: 22/06/2015

Documentário sobre fotógrafo brasileiro apresenta um resumo do mundo dos últimos anos

 

“Vós sois o sal da terra...” A passagem bíblica nos lembra aquilo que é essencial, mas que nem sempre se vê. Está em cartaz nos cinemas o documentário francês intitulado O Sal da Terra, dirigido por Win Wenders e Juliano Ribeiro Salgado, concorreu ao Oscar e conta a história da carreira do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, de 70 anos de idade. A sinopse afirma que Salgado “percorreu o mundo como testemunha de uma humanidade em plena transformação, registrando eventos de nossa história recente”.

O fotógrafo, ainda jovem, começa seu trabalho na Europa e na África, ainda na década de 1970, que é considerada o marco, segundo diversos autores, de um novo período da história do homem. De fato, diversas mudanças políticas, culturais e, portanto, sociais, ocorrem nesses anos, tais como a transição do fordismo para o toyotismo, a expansão de diversas empresas multi e transnacionais para os países periféricos, a consolidação da exploração espacial e da comunicação por satélite, que permitiu o surgimento dos celulares e da internet, entre outras.

Ao mesmo tempo, apesar do desenvolvimento de redes cada vez mais complexas, as novas técnicas não chegam a todos os lugares nem são acessadas pelas pessoas da mesma forma. Apesar da produção cada vez maior de bens e do oferecimento crescente de serviços de todos os tipos, nem todos podem consumir. Daí emergem diversas situações que foram capturadas pelas lentes de Sebastião Salgado.

Seu primeiro grande trabalho, o projeto Outras Américas (1977-1984), revela um pouco disso. As fotografias realizadas em diversos países latino-americanos, desde México até o Brasil, mostram o “tempo lento” dos descendentes indígenas e camponeses, muito dos quais ainda utilizavam técnicas rudimentares, como o arado de mão.

Em Sahel (1984-1985), acompanhando os Médicos sem Fronteiras, o fotógrafo registrou a devastação causada pela grande seca nessa região da África, mais uma vez mostrando ao mundo o cotidiano de populações excluídas das riquezas produzidas em um mundo globalizado.

O projeto Trabalhadores (1986-1992) apresenta as fotografias dos trabalhadores manuais ao longo de 26 países. Entre elas, as dos bombeiros voluntários no Kuwait, que tentaram apagar os campos de petróleo incendiados por Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo.

Entre 1994 e 1999, Salgado fez 36 investigações fotográficas sobre migração e desalojamentos em massa ao longo do mundo, publicada na série Êxodos. Um exemplo é o de Ruanda, que ele percorreu na época do genocídio dos tutsis pelos hutus.

Depois, Sebastião Salgado se dedicou ao projeto Gênesis, que busca retratar lugares do planeta que tiveram pouca interferência do homem e, com isso, demonstra que nem tudo está perdido. Sua própria história de vida lembra a importância da preservação e conservação ambiental.

O filme também mostra a transformação ocorrida na terra da família, em Minas Gerais: da terra infértil, desmatada, a uma grande área reflorestada, conhecida como Instituto Terra.

Trata-se de uma obra belíssima e que merece ser conhecida também no Brasil.

Sebastião Salgado no documentário sobre sua vida e obra (Reprodução)

Documentário sobre fotógrafo brasileiro apresenta um resumo do mundo dos últimos anos

 

“Vós sois o sal da terra...” A passagem bíblica nos lembra aquilo que é essencial, mas que nem sempre se vê. Está em cartaz nos cinemas o documentário francês intitulado O Sal da Terra, dirigido por Win Wenders e Juliano Ribeiro Salgado, concorreu ao Oscar e conta a história da carreira do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, de 70 anos de idade. A sinopse afirma que Salgado “percorreu o mundo como testemunha de uma humanidade em plena transformação, registrando eventos de nossa história recente”.

O fotógrafo, ainda jovem, começa seu trabalho na Europa e na África, ainda na década de 1970, que é considerada o marco, segundo diversos autores, de um novo período da história do homem. De fato, diversas mudanças políticas, culturais e, portanto, sociais, ocorrem nesses anos, tais como a transição do fordismo para o toyotismo, a expansão de diversas empresas multi e transnacionais para os países periféricos, a consolidação da exploração espacial e da comunicação por satélite, que permitiu o surgimento dos celulares e da internet, entre outras.

Ao mesmo tempo, apesar do desenvolvimento de redes cada vez mais complexas, as novas técnicas não chegam a todos os lugares nem são acessadas pelas pessoas da mesma forma. Apesar da produção cada vez maior de bens e do oferecimento crescente de serviços de todos os tipos, nem todos podem consumir. Daí emergem diversas situações que foram capturadas pelas lentes de Sebastião Salgado.

Seu primeiro grande trabalho, o projeto Outras Américas (1977-1984), revela um pouco disso. As fotografias realizadas em diversos países latino-americanos, desde México até o Brasil, mostram o “tempo lento” dos descendentes indígenas e camponeses, muito dos quais ainda utilizavam técnicas rudimentares, como o arado de mão.

Em Sahel (1984-1985), acompanhando os Médicos sem Fronteiras, o fotógrafo registrou a devastação causada pela grande seca nessa região da África, mais uma vez mostrando ao mundo o cotidiano de populações excluídas das riquezas produzidas em um mundo globalizado.

O projeto Trabalhadores (1986-1992) apresenta as fotografias dos trabalhadores manuais ao longo de 26 países. Entre elas, as dos bombeiros voluntários no Kuwait, que tentaram apagar os campos de petróleo incendiados por Saddam Hussein durante a Guerra do Golfo.

Entre 1994 e 1999, Salgado fez 36 investigações fotográficas sobre migração e desalojamentos em massa ao longo do mundo, publicada na série Êxodos. Um exemplo é o de Ruanda, que ele percorreu na época do genocídio dos tutsis pelos hutus.

Depois, Sebastião Salgado se dedicou ao projeto Gênesis, que busca retratar lugares do planeta que tiveram pouca interferência do homem e, com isso, demonstra que nem tudo está perdido. Sua própria história de vida lembra a importância da preservação e conservação ambiental.

O filme também mostra a transformação ocorrida na terra da família, em Minas Gerais: da terra infértil, desmatada, a uma grande área reflorestada, conhecida como Instituto Terra.

Trata-se de uma obra belíssima e que merece ser conhecida também no Brasil.




Redes Sociais

Conteúdos Especiais


Powered by CLICKIDEA