Logo ClickeAprenda
FIS

O derretimento das calotas polares está diminuindo a rotação da Terra


Publicada em: 11/01/2016

 Entenda o fenômeno

 

As calotas polares são regiões próximas ao Polo Norte ou Sul que se encontram cobertas de gelo. Nas últimas décadas, os cientistas verificaram que o gelo das calotas polares está derretendo e que isso se deve ao aumento da temperatura do nosso planeta, o aquecimento global. O derretimento está elevando o nível dos oceanos, os quais podem, em breve, vir a invadir cidades litorâneas. Agora, pesquisadores descobriram que, além desses efeitos climáticos, o derretimento das calotas polares pode estar afetando a rotação da Terra.

 

Pesquisadores da Universidade de Harvard (Estados Unidos) e da Universidade de Toronto (Canadá) estudaram os efeitos do degelo das calotas polares ao longo do século XX. Eles descobriram que o degelo está fazendo com que a Terra gire mais lentamente.


 

A razão pela qual o degelo está causando uma rotação menor é semelhante à razão pela qual uma bailarina gira mais rápido ao fechar os braços. Quando um objeto é colocado para girar, o formato desse objeto se torna um fator importante. Se a sua massa está concentrada próxima do eixo de rotação, é mais fácil de girá-lo. Essa “facilidade de girar“ é quantificada com uma grandeza chamada momento de inércia. Quanto mais próxima do eixo de rotação estiver a massa de um objeto, menor o seu momento de inércia. Em um sistema em que nenhuma força está exercendo torque, o produto do momento de inércia com a velocidade (angular) de rotação é uma quantidade conservada. Então, se o objeto mudar o seu momento de inércia, a sua velocidade de rotação também será alterada. No caso da bailarina, por exemplo, quando ela fecha os braços em um giro, o momento de inércia se reduz e ela gira mais rápido.

 

Já com a Terra o contrário está acontecendo. As calotas polares ficam nos polos da Terra, nas extremidades do planeta. Quando elas derretem, a água se move para regiões mais próximas do Equador terrestre. Lá a água se encontra mais longe do eixo de rotação da Terra que quando se encontrava nos polos. Então, o derretimento das calotas de gelo leva a um aumento do momento de inércia da Terra e, consequentemente, a uma redução da sua velocidade de rotação.

 


 

Os pesquisadores estimam que, durando o século XX, o degelo tenha sido suficiente para aumentar em 0,001s a duração de cada dia, além de ter alterado ligeiramente o eixo de rotação da Terra. Nos dois casos, o efeito é bem pequeno e não deve levar a grandes problemas, mas já mostra que os efeitos do aquecimento global podem ir além das mudanças climáticas.

 

O trabalho completo encontra-se na edição de dezembro de 2015 da revista Science Advances.

As calotas polares estão derretendo devido ao aquecimento global

 Entenda o fenômeno

 

As calotas polares são regiões próximas ao Polo Norte ou Sul que se encontram cobertas de gelo. Nas últimas décadas, os cientistas verificaram que o gelo das calotas polares está derretendo e que isso se deve ao aumento da temperatura do nosso planeta, o aquecimento global. O derretimento está elevando o nível dos oceanos, os quais podem, em breve, vir a invadir cidades litorâneas. Agora, pesquisadores descobriram que, além desses efeitos climáticos, o derretimento das calotas polares pode estar afetando a rotação da Terra.

 

Pesquisadores da Universidade de Harvard (Estados Unidos) e da Universidade de Toronto (Canadá) estudaram os efeitos do degelo das calotas polares ao longo do século XX. Eles descobriram que o degelo está fazendo com que a Terra gire mais lentamente.


A água das geleiras se move para próximo do Equador terrestre

 

A razão pela qual o degelo está causando uma rotação menor é semelhante à razão pela qual uma bailarina gira mais rápido ao fechar os braços. Quando um objeto é colocado para girar, o formato desse objeto se torna um fator importante. Se a sua massa está concentrada próxima do eixo de rotação, é mais fácil de girá-lo. Essa “facilidade de girar“ é quantificada com uma grandeza chamada momento de inércia. Quanto mais próxima do eixo de rotação estiver a massa de um objeto, menor o seu momento de inércia. Em um sistema em que nenhuma força está exercendo torque, o produto do momento de inércia com a velocidade (angular) de rotação é uma quantidade conservada. Então, se o objeto mudar o seu momento de inércia, a sua velocidade de rotação também será alterada. No caso da bailarina, por exemplo, quando ela fecha os braços em um giro, o momento de inércia se reduz e ela gira mais rápido.

 

Já com a Terra o contrário está acontecendo. As calotas polares ficam nos polos da Terra, nas extremidades do planeta. Quando elas derretem, a água se move para regiões mais próximas do Equador terrestre. Lá a água se encontra mais longe do eixo de rotação da Terra que quando se encontrava nos polos. Então, o derretimento das calotas de gelo leva a um aumento do momento de inércia da Terra e, consequentemente, a uma redução da sua velocidade de rotação.

 


A água no equador terrestre faz com que o nosso planeta gire mais devagar

 

Os pesquisadores estimam que, durando o século XX, o degelo tenha sido suficiente para aumentar em 0,001s a duração de cada dia, além de ter alterado ligeiramente o eixo de rotação da Terra. Nos dois casos, o efeito é bem pequeno e não deve levar a grandes problemas, mas já mostra que os efeitos do aquecimento global podem ir além das mudanças climáticas.

 

O trabalho completo encontra-se na edição de dezembro de 2015 da revista Science Advances.




Redes Sociais

Conteúdos Especiais


Powered by CLICKIDEA