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A Guerra pela √Āgua


Publicada em: 30/08/2005

O Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai lançaram no "Seminário Aquífero Guarani",ocorrido entre 17 e 19 de setembro, em Ribeirão Preto, o ¬ďProjeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Aquífero Guarani, o maior reservatório de águas subterrâneas do mundo.
A cidade foi escolhida para sediar o Seminário por ser inteiramente abastecida pelo aquífero e já apresentar problemas decorrentes da ocupação urbana na região sobre o corpo d¬íágua.

O aquífero Guarani tem 1,2 milhão de km2. Da área total do reservatório, 19% estão na Argentina, 6% no Paraguai e 4% no Uruguai e 71% no Brasil, abrangendo os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, somando um total de 840 mil km2.

Com duração de quatro anos e apoio e financiamento de US$ 27 milhões do Fundo Mundial para o Meio Ambiente, Banco Mundial, Agência Internacional de Energia Atômica e Organização dos Estados Americanos (OEA), o projeto será estruturado no Brasil sob a coordenação da Agência Nacional de Águas.
 
Como a água do reservatório tem sido usada para diversos fins, como abastecimento público e industrial, irrigação, calefação e recreação, os países decidiram fechar um acordo para manejar o recurso de forma adequada, com o objetivo de prevenir a contaminação, controlar a extração de água e criar um banco de dados comum, a fim de consolidar o conhecimento sobre a sua estrutura e funcionamento hidroecológico. Eis então que entra em cena a Secretaria de Meio Ambiente do estado de São Paulo, através do Instituto Geológico, Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e Instituto Florestal, com subsídios e apoio técnico do Ministério de Desenvolvimento Regional e Assuntos do Meio Ambiente da Baviera (Alemanha).

Uma das preocupações debatidas no seminário diz respeito aos cuidados a serem tomados nas áreas de recarga do aquífero --regiões em que a chamada lâmina d'água está mais próxima da superfície. Nesses locais, a taxa de ocupação do solo tem de ser pequena, pois há o perigo de haver contaminação do solo por meio de agrotóxicos e poluentes de indústrias.

Distribuição do Aquífero Guarani

Se de um lado o número de agência financiadoras e envolvidas no ¬ďProjeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Aquífero Guarani é considerada indispensável por alguns, dada a grandiosidade dos custos do Projeto, de outro, há quem tema a apropriação indevida desse recurso. O vereador Carlos Nascimento (PT), coordenador regional do <*linkwww Movimento Grito das Águas http://www.fsaguas.org.br/*> em Araraquara (SP), ressalta: "Defendemos que deva ser criada uma forma de gestão pública, não apenas do aquífero, mas de todos os nossos recursos hídricos. A privatização de águas superficiais já ocorre em muitos países. Na Bolívia, por exemplo a água é exportada para o Chile em detrimento do uso da população indígena boliviana¬Ē.


É... como recurso indispensável para qualquer forma de vida conhecida, a água tende a tornar-se cada vez mais presente no cenário político mundial.
Continue informando-se sobre o assunto, e colabore para a ampliação da discussão em sua região!
 

Com um volume aproveitável da ordem de 40 km3, estima-se que o aquífero tenha um potencial de abastecimento de mais 400 milhões de pessoas por ano.

 

  • De 12 a 15 de novembro, em Araraquara, o "Fórum Social das Águas do Guarani" reivindica a politização e ampliação das discussões sobre esse projeto.
  • Fórum Mundial da Água.
  • Acompanhe as discussões em torno da gestão pública ou privada da água no Fórum Social Mundial da Água.
 




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