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Grileiros e madeireiros: os destruidores de floresta


Publicada em: 29/08/2005

Aproximadamente 10 mil hectares da floresta Amaz√īnica¬† foram derrubados na semana passada na regi√£o do Alto Xingu, no sudoeste do Par√°, e o que sobrou est√° sendo queimado. Uma equipe de t√©cnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov√°veis (Ibama), junto com homens do Ex√©rcito e da Pol√≠cia Federal, est√° na regi√£o tentando combater o desmatamento ilegal praticado por quadrilhas de madeireiros e de grileiros de terra.

Segundo o Ibama, os madeireiros e grileiros devastam grandes áreas de floresta, expulsam antigos moradores e se apossam das terras para cortar espécies nobres de madeira ou plantar soja. O fogo e o barulho dos tratores e motosserras afugentam os animais para áreas de mata densa.

 

Al√©m da destrui√ß√£o da floresta Amaz√īnica, dezenas de fam√≠lias que residem h√° d√©cadas em pequenas comunidades √†s margens de rios e igarap√©s est√£o sendo expulsas por homens armados. Os pistoleiros afirmam que as terras t√™m novos donos e amea√ßam de morte quem insiste em ficar. O Ibama mandou para a regi√£o trinta agentes, para identificar os respons√°veis pelos crimes ambientais e pelas amea√ßas √† popula√ß√£o ribeirinha

Para tentar controlar os ataques √† floresta que s√£o cada vez mais frequentes, o¬† Ibama e os governos estadual e federal decidiram implantar duas bases de vigil√Ęncia na regi√£o do Alto Xingu. Al√©m disso, existe um projeto para que a regi√£o seja transformada em reserva extrativista.

N√£o s√£o apenas as popula√ß√Ķes ribeirinhas que est√£o sendo afetadas pelos grileiros. As empresas Amaz√īnia Ecol√≥gico e Incenxil, esta pertencente ao grupo CR Almeida, dizem que suas √°reas tamb√©m est√£o sendo v√≠timas do desmatamento e da grilagem.

 

Mas segundo o Estado do Par√° o grupo CR Almeida √© tamb√©m um dos respons√°veis pelas quadrilhas de madeireiros e de grileiros de terra.¬† O estado est√° processando o grupo na Justi√ßa, acusando-o de grilagem de 7 milh√Ķes de hectares de seu territ√≥rio entre os munic√≠pios de Altamira e Novo Progresso. Um outro processo contra o mesmo grupo, movido pelo Minist√©rio P√ļblico Federal, tramita na Justi√ßa Federal de Santar√©m.




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