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Na barriga da mam√£e


Publicada em: 30/08/2005

Semana passada, por causa da proximidade com o Dia das Mães, abordamos as transformações físicas e psíquicas que a gravidez traz às mulheres. Pois se a um olhar mais superficial a respeito da gravidez tudo parece simples como “comer uma melancia e parir um filho”, uma análise mais criteriosa nos mostra que essa transformação é bem diferente disso. Além dos órgãos diretamente envolvidos na reprodução, todo o corpo materno passa por transformações enquanto o feto se forma.

Mas e o bebê? Como é a relação desse novo ser com sua mãe – e primeiro lar?

Afinal de contas, não é só seu corpo que se forma durante a gestação: a personalidade, a inteligência e até alguns traumas também provém desse momento.

 

O conhecimento acerca da gesta√ß√£o e de como se d√° a rela√ß√£o entre o feto e a m√£e durante esse per√≠odo j√° mudou muito, e certamente ainda mudar√°. H√° algumas d√©cadas acreditava-se, por exemplo, que s√≥ depois dos seis meses de gesta√ß√£o¬† os beb√™s seriam sens√≠veis a est√≠mulos, pois apenas no t√©rmino da gravidez que as √°reas do c√©rebro envolvidas com a mem√≥ria come√ßariam a funcionar. No s√©culo passado, os m√©dicos achavam que o √ļtero era uma c√°psula acusticamente isolada, que protegeria a crian√ßa de qualquer barulho que prejudicasse o seu desenvolvimento.

Hoje se sabe que desde o in√≠cio da gesta√ß√£o os sentimentos e os humores maternos afetam o beb√™, que est√° exposto aos mesmos horm√īnios que a m√£e: raiva, ang√ļstia, alegria, prazer, inseguran√ßa. Grande parte do que se passou com a m√£e durante a gravidez fica no inconsciente do filho. Tanto que alguns estudos sugerem que fetos rejeitados t√™m maior chance de nascerem esquizofr√™nicos ou autistas, doen√ßas que t√™m em comum o fato de se caracterizarem pela fuga do mundo real, como uma forma de se proteger da hostilidade do mundo.

Complicado, não é? Certamente! Afinal, imagine (ou relembre!) a situação: você imerso num líquido morno, um local acolhedor, dormindo em média 16 horas por dia. O que você ouve varia principalmente entre uma batida constante - o coração de sua mãe - e um som que parece vir de todos os lados ao mesmo tempo - a voz de sua mãe. Essa relação é muito forte e próxima, você se alimenta do que sua mãe se alimenta, sente boa parte do que ela sente e presencia todos os momentos dela.

Pense nisso!




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