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CIE

Mais um motivo para dizer não ao petróleo


Publicada em: 06/04/2005

Mais antiga do que a navega√ß√£o e t√£o devastadora quanto ela foi, a ca√ßa √†s baleias reduziu de tal forma o n√ļmero desses animais que muitas esp√©cies est√£o amea√ßadas de desaparecer da face da Terra.

Em defesa das baleias surgiu a Comiss√£o Baleeira Internacional (CBI) que, em 1986, declarou a suspens√£o da sua ca√ßa comercial. Apesar dessas a√ß√Ķes, no Jap√£o pelo menos 400 baleias Minke s√£o ca√ßadas por ano.

Para piorar a situa√ß√£o, √© prov√°vel que a utiliza√ß√£o de sonares pela marinha e pelas empresas que vasculham as superf√≠cies submersas dos oceanos em busca de novas reservas petrol√≠feras tamb√©m ameace a vida desses mam√≠feros. Existem evid√™ncias de que esses sonares t√™m um efeito maligno sobre as baleias, alterando as suas rotas de navega√ß√£o, a comunica√ß√£o entre elas e provocando a emers√£o desses animais nas praias, onde correm s√©rios riscos de encalhar e morrer. Desde a d√©cada de 60 esses sonares s√£o utilizados e, coincidentemente, nessa mesma d√©cada foi observado um aumento do n√ļmero de baleias encalhadas nas praias de todo o mundo.

baleia Jubarte

Al√©m dos sonares, o barulho intenso embaixo d¬í√°gua produzido pela explora√ß√£o de petr√≥leo tamb√©m prejudica esses animais, podendo estar relacionado ao aumento do n√ļmero desses mam√≠feros encalhados. No in√≠cio de agosto de 2004, uma Jubarte foi encontrada encalhada em uma praia de Niter√≥i. Infelizmente, depois de tr√™s dias e de in√ļmeras tentativas para ajud√°-la, a baleia n√£o resistiu e morreu.

Essa espécie de baleia migra em julho para os trópicos após uma longa temporada nos polos, onde se alimenta.

O per√≠odo de julho a novembro √© utilizado para a reprodu√ß√£o. O arquip√©lago de Abrolhos, no sul da Bahia, √© a principal √°rea de reprodu√ß√£o das baleias Jubartes no sul do Oceano Atl√Ęntico ocidental. Nessa √©poca elas podem ser encontradas principalmente no nordeste brasileiro e em algumas √°reas do Esp√≠rito Santo, mas nunca na beira de praias! Assim, uma Jubarte em uma praia do Rio de Janeiro n√£o √© um acontecimento natural!! As autoridades brasileiras respons√°veis pela prote√ß√£o da natureza logo suspeitaram: provavelmente, estariam utilizando irregularmente sonares √† procura de petr√≥leo no litoral do Rio de Janeiro! O caso ainda est√° sendo investigado.

Esse √© apenas um exemplo recente da influ√™ncia dessa tecnologia sobre os animais oce√Ęnicos. N√£o s√£o apenas as baleias que sofrem com a emiss√£o dessas ondas sonoras intensas. Todo o ecossistema oce√Ęnico se desequilibra com a simples emiss√£o dessas vibra√ß√Ķes. Isso sem falar na polui√ß√£o das √°guas e do ar que a explora√ß√£o petrol√≠fera causa. Mais do que nunca temos raz√Ķes para reduzir cada vez mais o consumo de petr√≥leo e de seus derivados e buscar, urgentemente, novas fontes de energia.




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