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Einstein criança


Publicada em: 30/08/2005

Um menino sossegado que gostava de jogos individuais e exigiam paciência e determinação, como construir casas com cartas de baralhos de até 14 andares, e que tinha uma antipatia natural por esportes e ginástica. Assim foi o genial físico Albert Einstein quando criança. Na verdade, não se pode dizer que ele teve uma infância muito feliz: entre mudanças de cidades e falências das empresas do seu pai, Einstein enfrentou o autoritarismo da escola alemã e os preconceitos raciais tão intensos naquela época. Por ser judeu, e por frequentar escolas católicas, esteve sempre na mira de pessoas preconceituosas. Além disso, demorou muito para falar, o que alarmou sua família: só foi pronunciar uma frase completa aos três anos de idade. 

Vida escolar

 

Apesar de calmo, era um tanto temperamental. Aos cinco anos de idade começou a receber as primeiras instruções em casa com uma professora, mas as aulas não foram muito longe. Um dia, se aborreceu com as aulas e arremessou uma cadeira na professora. Aos seis anos, foi para a escola pública, onde se mostrou um aluno lento, mas persistente. Suas notas eram boas, mostrando clara aptidão para a matemática. Aos sete anos ele demonstrou o teorema de Pitágoras, para surpresa do seu tio Jakob, que poucos dias antes lhe ensinara os fundamentos da geometria.

Em todos os anos de escola até completar 15 anos de idade, Einstein obteve sempre, ou quase sempre, as mais altas notas em matemática, em latim e ciências. Mas para as disciplinas que exigiam memorização, era um fracasso! Geografia, história, francês e, particularmente, o estudo da língua grega eram obstáculos quase intransponíveis. Decorar conjugações de verbos era para ele um verdadeiro horror! Esta completa falta de habilidade para estas matérias despertava violentas reações em seus professores, que acusavam Einstein de faltar com o respeito aos professores destas disciplinas, e que sua presença em sala de aula era um péssimo exemplo para os outros alunos. O próprio professor de grego chegou a declarar que Einstein jamais chegaria a servir para alguma coisa...

 

Devido a todos estes problemas, é natural que mais tarde, Einstein não fizesse muita questão de lembrar fatos de sua infância e adolescência. Apenas três fatos desse período lhe são relevantes: as lições de violino que sua mãe lhe dava, as "aulas" de geometria do seu tio Jakob e a história da bússola. Certo dia, quando aos cinco anos se recuperava de uma enfermidade, Einstein ganhou do pai uma bússola de bolso que lhe causou profunda impressão, pois o ponteiro sempre apontava para o mesmo lugar, não importando a posição em que a bússola fosse colocada. Para ele, isto era uma coisa muito admirável.

O mesmo tipo de sensação ele teve quando leu um livro de geometria aos doze anos, e imediatamente lembrou-se da demonstração do teorema de Pitágoras que fizera aos sete anos.
Da sua época colegial ele costumava dizer que "os professores da escola primária pareciam sargentos, e os do ginásio pareciam tenentes". No geral, não gostou nem um pouco dos anos de escola até o ginásio, que não chegou a completar: com uma licença médica, pediu despensa do colégio, e começou a estudar sozinho para cursar a universidade.

Ele se preocupava com um problema que nem ele, nem todos os professores que ele já tinha tido sabiam resolver: queria saber qual o aspecto que teria uma onda luminosa para alguém que a observasse viajando com a mesma velocidade que ela!

Na primeira tentativa de ingresso ele é reprovado nas provas de botânica, zoologia e línguas modernas, mas seu excelente resultado em física chamou a atenção do diretor da escola. Ele aconselhou Einstein a frequentar uma escola, a fim de obter o diploma dos estudos secundários, com o qual adquiriria o direito de frequentar a universidade. Nesta escola, aos dezesseis anos, pela primeira vez Einstein esteve feliz com sua escola. O novo ambiente era muito motivador, livre de todo aquele rigor ao qual não conseguia se adaptar.

Este cientista notável, aluno de certa forma rebelde e criativo, trouxe ao mundo inúmeras teorias que influenciam fortemente nossa visão do mundo. Apesar de seu fraco desempenho escolar em algumas matérias, foi um dos grandes gênios da humanidade porque soube explorar o que tinha de melhor: sua grande habilidade matemática, seu poder de concentração e predisposição para o pensamento abstrato, além de, como cientista, poder trabalhar com certa independência. Além disso, liberdade e independência sempre foram vitais para ele.




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