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Imperativos do axé music


Publicada em: 19/01/2007

 

Os imperativos existem, meus amigos. Eis um fato do qual não podemos escapar. Queiramos ou não, eles estão aí, e se fazem sentir desde muito cedo. Quem não se lembra daquelas frases repetidas à exaustão por nossos pais?
- Não mexa nisso! Fale mais baixo! Arrume essa bagunça! Vá já tomar banho! Faça isso! Não faça isso nunca mais! Devolva isso para seu irmão!

Pois é. Não há como negar, caro leitor. Desde a nossa mais tenra infância, somos como que atravessados por esses verbos mandões.
Mas será que os imperativos são utilizados exclusivamente para dar ordens contrárias à nossa vontade, aos nossos desejos? Será que esses verbos só têm lugar em contextos nos quais torcemos o nariz diante do mando?
A resposta é: não. E uma prova disso está no axé music!
É... É isso mesmo. Ivete sangalo, Daniela Mercury, Durval Lelys da banda Asa de Águia, e outros tantos, que de algum modo compõem a cena musical que se convencionou chamar de axé music, não se cansam de fazer uso dos imperativos em seus shows.
- Sai do chão! Bate a palminha! Pula! Pula! Pula! Desce até o chão! Quebra tudo!
E quem disse que sua plateia se sente minimamente contrariada com todas essas ordens?

Ivete Sangalo no Rock In Rio Lisboa

A verdade é que quem está na massa se deleita e responde prontamente a esses imperativos todos! Digo por experiência própria. Não sou ouvinte assíduo desse estilo musical, mas quando me disponho a “quebrar tudo”, acato esses imperativos com o maior prazer do mundo!

E pode ter certeza, caro leitor que ainda não teve oportunidade de cair na folia, para quem gosta dessa bagunça boa, os imperativos do axé soam como convite e não como ordem expressa de um superior que quer nos obrigar a executar uma tarefa a contragosto.
- Então sacode! E bate a palminha! Tchan! Tchan! Tchan!




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